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Finados, por Dom Paulo Francisco Machado

No mês de novembro, a Igreja faz memória dos fieis falecidos. Para muitas pessoas nos nossos dias, esta comemoração não tem sentido algum, um a vez que para os materialistas a existência da nossa alma espiritual é negada, tratar-se-ia – suma ignorância – de uma invenção de certas religiões, um objeto de fé. Mas afinal, para nós cristãos, o que dizer? – Reconhecemos, primeiramente por força da luz da razão, que não somos só matéria, corpo. Somos sim a junção, a comunhão estreitíssima – gostaria de dizer “estreitíssima” de corpo e alma. Esta, por ser espiritual, não se encontra sujeita à destruição por nenhuma realidade material. Não existe vírus, bactéria, arma de fogo que possa destruí-la. Em outras palavras, nossa alma, por ser espiritual, é imortal. Somente por hipótese o seu criador (Deus) poderia aniquilá-la, o que deporia contra sua suma inteligência e sabedoria, pois cria realidade imortal para depois reduzi-la ao nada.

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Além disso, há no ser humano um desejo inato de continuidade, uma sede de existir sempre e, em plenitude, na nossa corporeidade e espiritualidade. Ansiamos pela redenção plena de todo o nosso ser. A Sagrada Escritura dá-nos o nome e o autor da realização desse nosso sonho maior. Seu nome é como rezamos no Credo, ressureição, seu autor é o Espírito de Cristo, o primeiro ressuscitado. O Ressurrecto preenche todo o horizonte de nossa esperança.

Nós cremos na “ressurreição da carne”, os fieis defuntos a aguardam, num tempo que só é conhecido pelo Pai, por isso, o lugar onde se depositam seus corpos mortais recebe o nome de cemitério, um espaço para os que dormem um “campo santo” para os que foram selados pelo Espírito Santo, como templos do Divino.

Na comemoração dos fieis defuntos, nós, os vivos, membros da Igreja militante nos tornamos solidários com os nossos irmãos falecidos, que caminham para o definitivo encontro com Deus. Indo ao cemitério para rezar, testemunhamos nossa esperança depositada em Jesus, vencedor da morte; estamos confirmando nossa fé na Vida Eterna, na Ressurreição; reconhecendo o poder, a bondade e a misericórdia infinita do Pai Celeste. A nossa rica e bonita aventura de viver não te sue término num corpo gélido, que se desfaz em pó, mas na corrida alegre para o abraço de um Pai, verdadeiramente Pai, sempre Pai. Corremos loucamente para junto do coração de Deus.

Seja a nossa oração “Que as almas dos fiéis defuntos (NN) descansem em paz”

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Por, Dom Paulo Francisco Machado

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