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Jornada Mundial dos Pobres, por Pe. Douglas Nunes

Jornada Mundial dos Pobres.

Pe. Douglas Nunes
Chanceler do Bispado
Pároco da Paróquia São Francisco de Assis

 

Ao encerrar o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, em 20 de novembro 2016, o Santo Padre, Papa Francisco publicou a Carta Apostólica Misericordia et Misera, que nos dizia que terminava o Jubileu e fechava-se a Porta Santa, mas que a porta da misericórdia do nosso coração deve permanecer sempre aberta e que a Porta Santa, que cruzamos naquele Ano Jubilar, introduziu-nos no caminho da caridade, que somos chamados a percorrer todos os dias com fidelidade e alegria.

Na mesma carta, o Sucessor de São Pedro nos convocou a continuar a viver a Misericórdia através de inúmeras e diversas ações pastorais e sacramentais, mas especialmente instituiu o penúltimo domingo do Tempo Comum, como o Dia Mundial dos Pobres, à luz do “Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente” celebrado naquele Ano Jubilar.

Hoje, cinco anos após a primeira edição desta celebração tão desejada e sonhada pelo Santo Padre, convido a resgatarmos algumas reflexões dos anos predecessores.

O Papa Francisco em sua mensagem por ocasião do I Dia Mundial dos Pobres, com o tema “Amamos, não com palavras, mas com obras” disse que “o Pai Nosso é a oração dos pobres” e que “aqueles e aquelas que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade são nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai Celeste”. Na semana anterior foram oferecidos serviços médicos especializados gratuitos em uma clínica móvel e realizou um almoço grátis para 4.000 (quatro mil) pessoas em diversas condições de sofrimento e marginalização, como gesto concreto deste dia.

No ano seguinte, com o tema “Este pobre clama e o Senhor o escuta”, celebramos o II Dia Mundial dos Pobres, sendo convidados pelo Vigário de Cristo a aprender que Deus Se inclina sobre os mais necessitados (cf. Os 11, 4), para que também nós possamos imitá-Lo inclinando-nos sobre os irmãos e irmãs e assim tornar palpável a resposta da Igreja ao clamor dos pobres como um momento privilegiado de nova evangelização, pois os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho.

Pelo terceiro ano consecutivo, ao celebrarmos o Dia Mundial dos Pobres, com o tema “a esperança dos pobres nunca se frustrará”, o Santo Padre nos dizia que os pobres são pessoas as quais se precisa ir ao encontro: são jovens e anciãos, homens, mulheres e crianças que esperam uma palavra amistosa e podem nos salvar, porque nos permitem encontrar o rosto de Jesus Cristo. Para isso devemos testemunhar a esperança cristã no contexto de uma cultura consumista e de descarte, em que faça possível uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial e dar corpo e efetividade ao anúncio do Reino de Deus.

Em 2020, em plena pandemia da Covid-19, com o tema “Estende a tua mão ao pobre”, o Sumo Pontífice, utilizando da imagem do Bom Samaritano, nos fez meditar que é a estrada da misericórdia que torna possível encontrar tantos irmãos e irmãs que estendem a mão para que alguém a possa agarrar a fim de caminharem juntos.

Neste ano da graça e da redenção de Nosso Senhor, somos convidados a celebrar com toda a Igreja, o V Dia Mundial dos Pobres, que será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia (cf. Mt 25, 31-46). Com o tema “sempre tereis pobres entre vós”, somos convocados a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa (cf. Lc 16, 19-21).

Que a proximidade aos pobres, excluídos e marginalizados, faça que o Espírito Santo desperte em cada um de nós a criatividade para que possamos ter iniciativas concretas para transformar a realidade, procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene ação de conversão pastoral para ser testemunha da misericórdia.

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