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"Ideologia de Gênero": a cultura pode mesmo sobrepor-se ao biológico?

Os (Arce)bispos do Regional Leste 2 da CNBB – Minas Gerais e Espírito Santo, considerando a importância da elaboração e votação dos Planos Municipais de Educação, manifestam as seguintes ponderações:

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  1. A definição de diretrizes e planos para a educação há de ter como pressuposto antropológico uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos, éticos e cristãos, identidade histórica do povo brasileiro.
  2. Na elaboração dos Planos Municipais e Estaduais de Educação, devem participar todos os educadores, incluídos os pais como os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Para isso deveriam ser organizadas iniciativas, tais como conferências e audiências públicas, que antecipem as votações em cada município, quando especialmente as famílias sejam ouvidas em suas expectativas quanto ao modelo de educação.
  3. Em muitos municípios, este processo está ocorrendo sem a participação dos principais interessados, pais e educadores. A não participação da sociedade civil na escolha do modelo de educação fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam oferecer a seus filhos.
  4. O Plano Municipal de Educação deve, entre tantos aspectos, considerar o controle do investimento financeiro do município para a educação; a garantia de capacitação dos docentes; a garantia de infraestrutura de cada unidade escolar; mecanismos colegiados para acompanhamento da aplicação das diretrizes da educação.
  5. Especial atenção se dê ao risco da inclusão da ideologia de gênero, que defende ser a identidade sexual de homem e mulher o resultado de um processo educacional e cultural e escolha pessoal, com exclusão da identidade biológica. Esta ideologia, rejeitada quando da elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE), está sendo reintroduzida através das indicações da Conferência Nacional de Educação (CONAE), de novembro de 2014, que desrespeitam o que foi definido em nível nacional pela Câmara e Senado.
  6. Insistimos para que, em cada município de nossos Estados, Minas Gerais e Espírito Santo, famílias e comunidades, educadores cristãos, ministros ordenados e agentes de pastoral procurem as Secretarias Municipais de Educação para inteirar-se do processo de discussão desta matéria, bem como entrem em diálogo com vereadores para esclarecimentos sobre o risco da inclusão da ideologia de gênero na educação de nossas crianças e adolescentes.
  7. Um apelo especial dirigimos a todos, prefeitos, vereadores e demais cristãos que atuam profissionalmente no campo da educação e áreas afins, para que não se omitam nestes processos de definição de planos educacionais, recordando-se da responsabilidade de testemunharem, no âmbito de sua atuação no mundo, os valores da fé cristã.

A Santíssima Virgem Maria e São José, educadores do Menino Jesus, nos acompanhem, com sua intercessão, nesta tarefa.

Papa Francisco condena a chamada “ideologia de gênero

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Pela terceira vez em seu pontificado, o Papa Francisco usou uma linguagem muito forte para condenar a ideologia de gênero, uma das bases intelectuais da agenda ‘LGBT’. Falando aos jovens em sua viagem a Nápoles, Itália, o Papa Francisco falou da “colonização ideológica” das famílias vista na Europa e no Ocidente.

“A ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão”, disse ele. “Portanto, a família está sendo atacada.” No que diz respeito a como lidar com a “secularização” ou a “colonização ideológica”, o Papa disse que ele não tem a resposta. Porém, ele mencionou o Sínodo da Família, que ele disse ser inspirado pelo Senhor.

Os comentários ecoam aqueles feitos em uma entrevista realizada durante o voo de retorno de Manila, nas Filipinas, em 19 de janeiro de 2015. Francisco lamentou a prática ocidental de impor uma agenda homossexual a outras nações por meio de ajuda externa, algo que ele chamou de uma forma de “colonização ideológica” e comparou com a máquina de propaganda nazista.

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Depois que um jornalista pediu ao Papa que explicasse a frase “colonização ideológica”, o Papa deu um exemplo de 1995 quando, disse ele, uma ministra da educação de uma região pobre foi informada de que ela poderia ter um empréstimo para construir escolas, contanto que estas utilizassem livros que ensinavam a “ideologia de gênero”.

“Isso é colonização ideológica”, disse ele. “Coloniza-se as pessoas com uma ideia que quer mudar uma mentalidade ou uma estrutura.” Essa colonização ideológica, acrescentou ele, “não é nova, os ditadores do século passado fizeram o mesmo.” “Eles vieram com sua própria doutrina. Pense em BalilLa (a Juventude Fascista de Mussolini), pense na Juventude Hitlerista.”

Os primeiros comentários de Francisco da mesma natureza foram feitos em uma entrevista de outubro de 2014 que só foi publicada em janeiro deste ano no livro Papa Francesco: questa economia uccide” (‘Papa Francisco: esta economia mata’).

Nela o Papa fala dos “Herodes” modernos que “destroem, que tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.” Ao dar exemplos, ele disse: “Pensemos nas armas nucleares, na possibilidade de aniquilar em alguns instantes um número muito elevado de seres humanos. Pensemos também na manipulação genética, na manipulação da vida, ou na ideologia de gênero, que não reconhece a ordem da criação.”

“Com essa atitude, o homem comete um novo pecado, aquele pecado contra Deus Criador… Deus colocou o homem e a mulher no topo da criação e confiou a eles a terra… O projeto do Criador está escrito na natureza.”

As condenações do Papa Francisco à ideologia de gênero seguem os passos do Papa Bento XVI, que explicou “a profunda falsidade” da ideologia de gênero e a “revolução antropológica contida nela.”

Bento XVI descreveu a ideologia de gênero como pessoas opondo-se “à ideia de que elas têm uma natureza, dada por sua identidade corporal, que serve como um elemento definidor do ser humano.” Em vez reconhecer que Deus criou as pessoas como homens e mulheres, a ideologia afirma que [o ser homem e o ser mulher] são constructos sociais e que agora nós podemos decidir o que seremos.

“Quando a liberdade para ser criativo se torna liberdade para criar a si mesmo, então necessariamente o próprio Criador é negado e no final das contas também o homem é despojado de sua dignidade como criatura de Deus, como a imagem de Deus no núcleo do seu ser”, concluiu Bento XVI. “A defesa da família tem a ver com o próprio homem. E fica claro que, quando se nega a Deus, a dignidade humana também desaparece.”

Fonte: acidigital

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