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A Liturgia da Igreja e na Igreja

Como vimos em nosso texto anterior, a participação da assembleia é a meta orientadora da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. O Concílio compreendeu a Igreja como sendo o povo de Deus que Cristo conquistou e que por virtude do batismo, tem direito e dever de tomar parte no Mistério Pascal de Cristo pela celebração da liturgia em Igreja e na Igreja. Vamos pensar neste nosso texto os fundamentos sobre os quais devemos estar cientes quando construímos nossos templos e capelas para a reunião de nossas assembleias.

O Povo de Deus é a Igreja

Jesus cristo no Mistério Pascal de sua morte e ressurreição reuniu para Deus um povo novo[1]. Estabeleceu, de uma vez por todas, um povo para Deus e Deus para o povo. Esse povo é “a estirpe eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo conquistado […] que em tempos não o era, mas agora é o povo de Deus” (1Pd 2,9-10).

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Esse povo de Deus, estabelecido na entrega de Jesus Cristo na ara da cruz, é o povo do messias, peregrino neste mundo tendo Cristo por seu guia. Vivendo o mandamento do amor, este povo novo constitui a Igreja de Cristo, sinal visível e social em sua união, de esperança e de salvação. A Igreja é “templo de Deus, construído de pedras vivas, onde o Pai é adorado em espírito e verdade”[2].

A igreja é a “casa da Igreja”

É costume antigo chamar de “igreja” a construção em que os cristãos se reuniam para ouvir a Palavra de Deus, rezar em comum, celebrar a eucaristia e os demais sacramentos. Eusébio de Cesareia designa o edifício da igreja como “casa da igreja” ou “casa da assembleia”, fazendo transparecer a relação existente entre a igreja edifício de pedra e Igreja de homens e mulheres, pedras vivas.

A igreja, edifício de pedra, quando tomada pela Instrução Geral do Missal Romano orienta-se segundo a assembleia celebrante, isto é, deve ser construída segundo o bem-estar dos fiéis e de modo que possam participar das ações rituais com facilidade.[3] A igreja-edifício, deve ainda, “manifestar de algum modo a imagem do povo reunido e permitir uma ordem inteligente, bem como a possibilidade de se exercerem com decoro os diversos ministérios”[4].

De fato a assembleia, o povo reunido pelo Pai no amor de Cristo pela ação do Espírito é o destinatário da igreja-edifício, mas também é sua origem, uma vez que o edifício é imagem da Igreja formada de pedras-vivas. A edificação da igreja só é possível, porque aquele espaço sagrado, que são as pessoas, edifica-se, ao fazer de suas vidas um culto agradável a Deus.

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Por, Tânia Mayer

[1] 1Cor 11,25.

[2] Citando o texto de Jo 4,23, a Introdução do Ritual de dedicação de Igreja salienta o cristão e a cristã como “templo de Deus” em que o Pai é adorado em espírito e verdade.

[3]IGMR 273; 278.

[4] Ritual de Dedicação de Igreja.

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