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A paternidade expressa o amor de Deus, por Pe. Douglas Nunes

A paternidade expressa o amor de Deus.

Pe. Douglas Nunes
Chanceler do Bispado
Pároco na Paróquia São Francisco de Assis

 

Estamos no mês vocacional. No segundo domingo, recordamos o Dia dos Pais e, ao mesmo tempo, celebramos a vocação da Família, que se expressa na aliança da Santíssima Trindade com a humanidade. “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança!” (cf. Gn 1,26). Assim, o homem é chamado a existir como pessoa, capaz de conhecer e amar a Deus. Ele também é chamado a existir para os outros. Tornando-se dom, vive em comunhão de amor. “O homem deixará pai e mãe e unir-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne” (cf. Gn 2, 24). A família nasce da necessidade de amar e ser amado.

O Catecismo da Igreja Católica diz que a família é o vestígio e a imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua ação de gerar e educar é o reflexo da obra criadora do Pai (CIC 2205). Essas palavras indicam que a família é na terra a marca do próprio Deus, que, através dela, continua sua obra criadora.

Toda família tem necessidade da figura paterna, do pai. Hoje, neste Dia dos Pais, nos detemos no valor do seu papel.

O pai deve estar presente na família, que seja próximo da mulher, para compartilhar tudo, alegrias e tristezas, fadigas e esperanças. E deve estar próximo dos filhos e filhas em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando ousam ou hesitam, quando erram e voltam atrás. Pai presente, sempre!

A Igreja, portanto, está empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença generosa dos pais nas famílias, porque eles são para as novas gerações custódios e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José.

Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar.

Rezemos para que o Sacramento do Matrimônio seja respeitado e valorizado em suas exigências de fidelidade eterna. Que os esposos se amem, mutuamente, como Cristo ama a sua Igreja. “Que a família seja, verdadeiramente, o santuário da Vida”. Que sejamos fieis ao vosso amor e nos empenhamos na missão de tornar a família o lugar sagrado, onde se comunicam o amor e a vida!

Para finalizar, convido a todos e todas a abrirmos nossos corações aos apelos do Senhor, que deseja entrar em nossas casas, em nossas famílias, e abençoar todos os Pais. Abramos a porta do nosso coração, Jesus quer entrar!

Feliz Dia dos Pais e Abençoada Semana Nacional da Família!

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