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"A Rosa" (IX)

Santa Teresinha gostava muito de flores e a rosa, por ser a rainha das flores, é muito lembrada por ela e consta na linguagem e nos escritos dela em duas direções.

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A primeira direção é pelo simples amor que ela tem às rosas. Ela mesma afirmou isso em uma carta a Maria Guérin, datada de 18 de agosto de 1887: “Amo tanto uma rosa branca como uma rosa vermelha”. No final de sua vida, aos 28 de agosto de 1897, disse: “Amo muito as flores, as rosas…”.

Um fato interessante é que a nossa Santa sentia uma alegria imensa em desfolhar rosas e jogá-las para o alto, quando da passagem do Santíssimo Sacramento perto dela. “Eu nunca ficava tão feliz como quando via minhas rosas desfolhadas tocaram o Ostensório sagrado”, afirmava.

Madre Inês testemunhou um fato curioso que comprova a predileção de Santa Teresinha pelas rosas, ocorrido no dia 14 de setembro de 1897. “Alguém lhe deu uma rosa, ela a desfolhou sobre seu Crucifixo com muita piedade e amor, pegando cada pétala e acariciando as chagas de nosso Senhor”.

Santa Teresinha sempre gostou de desfolhar rosas para Jesus, dando um sentido profundo a este gesto, uma vez que ela mesma era a rosa que se desfolhava, especialmente com a sua doença, por e com amor a Jesus.

A segunda direção está no fato de que ela usa das rosas como motivo de explicação ou comparação de e em seu “Pequeno Caminho”. Quando ela discorre sobre a distribuição da graça divina, ela fala da rosa como ponto de referência para sua teologia da graça: “Compreendi que o brilho da rosa… não tira o perfume da pequena violeta… Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril”. E, assim, ela conclui: Deus criou “os grandes santos que podem ser comparados às rosas”.

Sendo assim, não é de admirar que Santa Teresinha seja conhecida como a Santa das rosas. De fato, sua iconografia antiga foi uma pintura dela com muitas rosas nos braços e algumas delas caindo ao chão.

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Nas Cartas, a Santa fará muitas referências às rosas, falando das coroas de rosas e, sobretudo, das rosas de amor. Em suas poesias, além das Cartas, deixa transparecer outra ideia com relação à rosa: Jesus é uma rosa fascinante!

Em suas recreações piedosas, a rosa vermelha é citada como a preferida de Jesus, por ser o símbolo da penitência e do arrependimento por amor.

Na famosa poesia de Santa Teresinha, intitulada “rosa desfolhada”, ela se oferece a Deus não mais como uma bela rosa, mas apenas como pétalas lançadas a esmo, significando seu estado grave de saúde, que a impedia de participar da paraliturgia floral das noviças. Neste sentido, chegou a afirmar: “Meu desejo é de ser desfolhada para sempre para alegrar o Bom Deus”.

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Por, Pe. Antônio Lúcio, ssp

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