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A Semana Maior dos Cristãos, por Pe. Douglas Nunes

A Semana Maior dos Cristãos

Pe. Douglas Nunes
Chanceler do Bispado
Vigário na Paróquia São Judas Tadeu

A Semana Santa, que inicia com o Domingo de Ramos e inclui o Tríduo Sacro, culminando no Domingo de Páscoa, é o centro do Ano Litúrgico, ou seja, do Calendário que rege as celebrações dos Mistérios da Salvação.

O caminho da Plenitude da Salvação se abre na Encarnação do Verbo, celebrado nas Solenidades da Anunciação do Senhor (25 de março) e no Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (25 de dezembro). Mais o ápice e cume da História da Salvação se dá no Mistério Pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

Por isso, o centro do Ano Litúrgico também é o centro da Vida Cristã, pois celebrando este Mistério, fazendo memória da entrega total de Cristo na Cruz, também fazemos experiência da Vida Nova recebida pela Ressurreição do Senhor.

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, é a porta de entrada para a Semana Santa. Neste dia a Santa Mãe Igreja nos convida a celebrar o triunfo real de Cristo e o anúncio da Paixão. Na celebração e na catequese deste dia já são postos em evidência estes dois aspectos do Mistério Pascal. A entrada messiânica de Cristo em Jerusalém, aclamado com o canto do Hosana, proclama Jesus como Salvador, salvação realizada no Martírio Redentor na Cruz. Os ramos recordam o triunfo de Jesus que entra na Cidade Santa e a vitória de Cristo que derramou seu sangue elevado da terra, assim como os Santos e Santas Mártires, que levam nas mãos a palma do martírio e da vitória.

Na Segunda, Terça e Quarta-feira, a Igreja recorda os últimos dias de Cristo, e o desfecho de sua Missão Evangelizadora, por obediência ao Eterno Pai e amor aos irmãos e irmãs.

            A partir da missa vespertina da Quinta-feira Santa, a Missa da Ceia do Senhor, inicia-se o Tríduo Pascal. Neste dia fazendo memória da Ceia Derradeira de Cristo, renovamos a escuta do convite que o Senhor nos faz, de vivermos o Mandamento Novo do Amor, partilhando o pão com os mais necessitados e servindo (lavando os pés) uns aos outros, especialmente os marginalizados e excluídos.

A Sexta-feira da Paixão, nos coloca diante do Cristo Crucificado, que morrendo destruiu a nossa morte, por isso adoramos o Senhor, que no Madeiro Redentor, nos liberta e purifica, garantindo para nós a Salvação. Neste dia a Igreja faz jejum e abstinência em sinal da participação da Morte de Cristo, pois com ele morremos, para com ele ressurgirmos.

No Sábado Santo a Igreja vive um grande Silêncio, recordando o Cristo que desceu a mansão dos mortos. Mas ao anoitecer deste dia, inicia-se a Mãe de todas as Vigílias, recebendo a Benção do Fogo Novo, sinal do Cristo Ressuscitado no meio de nós, anunciando a Feliz Exultação da Ressurreição, e recebendo a Benção da Água, recordamos o nosso Batismo, dia que fizemos a experiência de passar da Morte para Vida Nova. Esta é a principal Celebração de todo o Calendário Litúrgico.

Cume do Tríduo Sacro, da Semana Maior e da Vida Cristã, é o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, dia que toda a Igreja se alegra e exulta pela Vida Nova recebida do Cristo Ressuscitado e inicia o Tempo Pascal.

Tenhamos todos uma Santa Semana Maior, e uma Abençoada Páscoa na Ressurreição do Senhor!

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