Diocese de Uberlândia Em Destaque

Arcebispo da Igreja Ortodoxa preside celebração de abertura da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Estiveram reunidos neste Domingo, 17 de maio, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro de Uberlândia, representantes das Igrejas que participam do diálogo ecumênico na cidade, para a abertura da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

A celebração foi presidida por Monsenhor Gregório Margna, da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega da Diáspora. A celebração contou com a presença do Arcebispo da Igreja Ortodoxa da Diáspora Grega, Dom Athanasio I. O diácono Spiridon, o hipodiácono Iácovos e o Rassoforo Mikail, auxiliaram na celebração que se deu conforme o rito bizantino.

11101920_943407199013439_271939956671385399_n

Estiveram presentes também representantes da Igreja Anglicana do Brasil, Reverendo Lusmiro Antônio, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Pastor Jonas Zenkner Beier, além do Padre Baltazar Rogério e do Diácono Fernando, da Igreja Católica Apostólica Romana.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é realizada anualmente e reúne as Igrejas que buscam superar as diferenças doutrinais em prol da unidade da Igreja de Cristo. Haverá celebrações durante toda a semana, às 19 horas, sendo que na segunda-feira a celebração foi realizada na Superintedência Regional de Ensino. Hoje, terça-feira (19/05) a celebração será realizada na Igreja Anglicana do Brasil localizada na Avenida Geralda Francisca Borges, 1078 – Parque das Seringueiras. A seguir a lista com as demais localidades conforme os dias da semana:

– Quarta-feira – Faculdade Católica de Uberlândia, na rua Padre Pio, 300 – Oswaldo Rezende.

– Quinta-feira – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Avenida Engenheiro Diniz, 1020 – Martins

– Sexta-feira – Paróquia Divino Espírito Santo – Avenida dos Mognos, 355 – Jaraguá

– Mosteiro Monte Alverne – Rua do bancário, 1085 – Planalto

– Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Uberlândia – Rua Santa Catarina – Marta Helena

Dom Athanasio I, arcebispo da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega da Diáspora no Brasil, concedeu uma entrevista para o Elo da Fé. O mesmo destacou um pouco de sua atuação nos seus 46 anos de sacerdócio. Chamou a atenção também para a importância do diálogo ecumênico e comentou um pouco de sua relação com o atual Papa Francisco, com quem conviveu e atuou junto em Buenos Aires, quando este ainda era conhecido como Monsenhor Jorge, antes de ser eleito Papa.

Ele esteve em Uberlândia pela décima vez e realizou na manhã de Domingo (19/05), no Mosteiro Monte Alverne a ordenação diaconal, do Diácono Spiridon, bem como, a ordenação do Hipodiácono Iácovos e do Rassoforo Mikail, em missa realizada no rito bizantino. A seguir a entrevista realizada com Dom Athanásio:

Dom Athanásio, comente um pouco de sua biografia

11127655_943406585680167_8933292428401883192_n

[box type=”info”]

Eu completei em agosto quarenta e seis anos de sacerdócio. Iniciei o meu sacerdócio, terminando os meus estudos teológicos na Grécia, num pequeno seminário na Ilha Patmos e na Academia Teológica, em Monte Athos. Depois fui eleito primaz diácono, arquidiácono, do Cardeal e Papa de Alexandria, Nicolau VI. Na África trabalhei mais de dezoito, dezenove anos como primaz diácono e servi dois patriarcas. Completei o meu doutorado, os meus estudos teológicos, na Inglaterra […]. Depois fui eleito para ser Vigário Geral da Argentina, e depois de seis anos em Buenos Aires, vários encontros ecumênicos com o atual Papa, o Monsenhor Jorge. Trabalhamos bastante pela união dos cristãos. Os católicos romanos e católicos ortodoxos, a Igreja do ocidente e do oriente – os dois pulmões do cristianismo. E aí fui eleito para ser Vigário Geral do Brasil por algumas dificuldades do povo grego aqui. Depois de alguns anos eu me destaquei, eu saí do patriarcado ecumênico, servi por um ano a Delegação do patriarcado antioquino, no Rio de Janeiro […]. E aí eu entrei na Igreja Ortodoxa Grega da Diáspora, como Vigário Geral. Que tem uma história eclesiástica muito bonita e eles são, a maioria dos bispos, são missionários. Temos santos dentro do nosso sínodo e agora estamos fazendo o nosso dever como Igreja da Diáspora. Por que Igreja da Diáspora? Porque somos gregos imigrantes, fora do país. Então, a igreja é da diáspora, porque dentro da fronteira não é diáspora. E, outra coisa, segundo os cânones eclesiásticos, tanto o Ecumênico Santo Sínodo, como os demais, na ortodoxia existem várias administrações, jurisdições e todos eles são unidos pela fé e não pela administração. Por isso, temos vários arcebispos e líderes patriarcas e tudo isso. Aliás, o cânon do Quarto Ecumênico Santo Sínodo, fala que cada etnia tem que ter a sua própria hierarquia e cada hierarquia tem que ter o seu próprio primaz. Então, a hierarquia da diáspora grega no mundo escolheu a mim desde 2007 como o Primaz Arcebispo Presidente do Santo Sínodo. E continuo aqui a minha missão trabalhando, construindo igrejas, terminei um orfanato na Bragança Paulista, São Demetrius, abrigamos duzentos e cinquenta crianças.

Comente mais um pouco como a Igreja Grega da Diáspora hoje se encontra inserida no Brasil?

Temos vários bispos que ficam aqui no Brasil, o primaz, porque a sede da Igreja da Diáspora era no Canadá. E quando eu fui eleito eu já era metropolita do Brasil e da América Latina fui eleito com uma condição. Falei para os bispos: ‘eu só aceito a ser primaz de vocês se mudarem a sede do Canadá para o Brasil’. Aí com um Decreto Episcopal e Sinodal mudamos a sede da Igreja da Diáspora e estamos aqui. Assim, eu assumi o cargo. Temos três bispos aqui, temos um diocesano no Rio de Janeiro, que era do patriarcado antioquino e tem o meu nome, Athanasios, também. E temos um metropolita, que também é meu colega na África e da teologia. Somos colegas de cinquenta e tantos anos. E depois de vinte anos que não tínhamos notícias um do outro ele me encontrou como bispo e ele chegou ao Brasil para passear um mês. E a partir de lá eu convidei ele para trabalhar conosco. Ele é metropolitano Cone Sul, Nicolau, e tem sede também na América Latina e ele trouce para o Brasil a única Ordem Ortodoxa que, aliás, é a ordem reconhecida pelo Vaticano, como a Ordem dos Hospitaleiros Ortodoxos. Ele trouce aqui e trabalha nesta ordem dos hospitaleiros que existe desde o oitavo século. Então, no livro das ordens do Vaticano tem muitas condecorações, muitas medalhas e eles nomeiam a legalidade e a histórica Ordem dos Ortodoxos – a única ordem. E assim vai: escrevemos livros; tenho paróquia em Sorocaba em construção; temos na Bragança Paulista, orfanato; temos uma Catedral no Bom Retiro, onde está a sede do Episcopado; temos outra paróquia no ABC; outra no Rio de Janeiro; em Uberlândia, que cresce muito – é a décima vez que estou aqui em Uberlândia e agradeço muito o carinho e amor do bispo Dom Paulo, que sempre me acolhe com muito carinho e muita irmandade. E estou feliz em Uberlândia, porque meu clero cresce com Monsenhor Gregório e estamos na luta, porque a divulgação da fé é difícil, estamos em épocas muito difíceis. O ser humano facilmente esquece Deus. E, muito mais, abandona as tradições, as tradicionais igrejas, que têm a tradição, porque eles querem um cristianismo leve – e cristianismo leve não podemos aceitar. Ou amamos, ou sacrificamos – na minha entrevista na época do emérito Bispo Dom Antônio, de Botucatu, ele me falou depois da posse do cardeal eu dei uma entrevista à Rede Vida, eu falei que tomei com uma frase: ‘que o cristianismo é baseado em dois pilares, duas colunas. Uma coluna é o amor e a outra coluna é o sacrifício: sem sacrifício não tem amor e pelo amor fazemos sacrifícios’.

E a sua relação com o atual Papa. Como foi em Buenos Aires, o trabalho ecumênico.

Sim, somos amigos. Trabalhamos muito tempo. É uma pessoa muito carismática. Sempre os cristão ortodoxos, os católicos romanos, os evangélicos – os tradicionais evangélicos, que são: anglicanos, batistas, presbiterianos, os mais tradicionais. Eles têm um Conselho Ecumênico e se reúnem a cada ano quando temos a Semana de Oração [pela unidade dos cristãos]. E várias vezes com o Papa, nos encontramos, trabalhando, quando ele era para nós o Monsenhor Jorge, eu era o Monsenhor Athanasio, então trabalhamos juntos para estas semanas de oração. Ele respeita muito a ortodoxia. Então, temos que trabalhar para unir, temos muito mais pontos que nos unem do que nos separam. Coisas minúsculas, coisas de tradição de cada país não podem sacrificar os verdadeiros dons que nós acreditamos nos mesmo dogmas que todos os católicos romanos. Então, pequenos detalhes como diferença dos paramentos, diferença da música, ou, da liturgia – a base, a coluna é a mesma, a doutrina é a mesma. Por isto, não vejo nenhum ponto de separação.

 

Por fim, diante de toda esta vivência que o Senhor tem do ecumenismo, o que o cristão (a Igreja) pode fazer de concreto?

Diálogo sincero, não paparicar um ao outro na hora que nós uma vez por ano, ou, uma vez por mês nos reunimos, mas um diálogo verdadeiro com todos para em que ponto erramos. Porque cada um tem um pedaço de culpa e de erro. Então, a minha vó falava que: ‘briga com um só não acontece, tem que ter dois’ – a culpa é dos dois. E temos que ver como podemos, em que pontos somos unidos e o que diferencia um do outro e qual é o grau da diferença. Se são pequenas coisas, secundárias nós não podemos, cada um ficar com a sua tradição e separar o espírito do amor e do cristianismo. Temos vários episódios dos santos dos primeiros séculos do cristianismo, que mostram que eles tinham algumas diferenças, mas eram unidos pelo amor, pelo respeito. O episódio de São Policarpo, ele viajou na velhice dele, de Esmirna, na Ásia Menor, para Roma, para encontrar o Papa e discutir a data da Páscoa. E cada um tinha a sua oração. Não entraram em acordo para ter uma data em comum, mas eles concelebraram, abraçaram um ao outro e São Policarpo no caminhou martirizou. Este exemplo é grande para nós. E temos que seguir este exemplo dos santos e não o nosso próprio egoísmo.

[/box]

Dom Athanasio I celebrou ordenação diaconal da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega da Diáspora, no Mosteiro Monte Alverne

[box]

No dia em que a Igreja Católica Apostólica Romana celebrou a Ascenção do Senhor, ocorreu no Mosteiro Monte Alverne, das Irmãs Clarissas, a ordenação diaconal do Diácono Spiridon, em missa no rito bizantino, presidida por Dom Athanasio I, arcebispo da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega da Diáspora no Brasil. Monsenhor Gregório Maragna, que é responsável pela Igreja em Uberlândia – Comunidade São Nectários – e, o Padre Baltazar Rogério, capelão do Mosteiro e dos assentamentos rurais, também participaram da celebração.

11017550_943406399013519_2932384505394783277_n

No calendário litúrgico Ortodoxo foi celebrado o “Domingo do cego de nascença”, o sexto do Tempo Pascal – a Ascenção havia sido celebrada na quinta-feira (14/mai).

A celebração contou com a presença de membros pertencentes à Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Grega da Diáspora em Uberlândia e, também, de alguns fiéis que frequentam as missas no Mosteiro Monte Alverne. Ates da ordenação do Diácono Spiridon, foram realizadas a ordenações do Hipodiácono Iácovos e do Rassoforo Mikail. O rito é composto, assim como na Igreja de Roma, pela benção do arce-bispo sobre aqueles que recebem o sacramento da Ordem – na ortodoxia não há investidura – e da entrega e colocação das vestes (paramentos) que compõem cada grau deste sacramento.

Em sua homilia Dom Athanasio destacou sua alegria em estar novamente em Uberlândia, celebrando no Mosteiro Monte Alverne, que já o havia acolhido em outra ocasião. Destacou também sua gratidão às irmãs (monjas) clarissas por sua generosidade, bem como, ao Bispo Diocesano Dom Paulo e ao Padre Baltazar, por sempre o acolherem na Diocese de Uberlândia. A seguir alguns trechos de sua homilia:

“[…] é uma enorme alegria ordenar dois candidatos, o Hipodiácono Iácovos, que tem o nome do meu tio santo e Mikail, que são homens de fé. Queridos Irmãos em Cristo, o Evangelho de hoje, para mim, é um destaque. Porque eu lembro, no mesmo Domingo, em 1968, na igreja, na capela do Seminário Monte Athos, em que eu passava pelo teste da homilia. […] Mas, especial nesta época existia uma delegação patriarcal. […] Esta data é marcante para mim. Por quê? Porquê na minha insegurança, como eu não era seguro se eu conseguiria passar. E nesta época os patriarcas, a delegação patriarcal, eram muito mais rigorosos. […] Na Igreja Ortodoxa, aqui na frente, nós temos uma parede – em frente ao altar – e três portas […] uns cento e cinquenta alunos e eu era o púnico pregador. Por muito tempo eu me preparei para esta data […] li textos dos santos que escreveram sobre este Domingo. […] E tinha um colega como cumplice atrás da cortina, que ajudava quando eu começava a errar e aí continuava o texto. Um esquema que os seminaristas buscam para passar nos exames. Por quê? Não por mal. Porquê eles não são preparados. Eles são Noviços. Começam agora. […] ele foi para detrás da cortina, eu comecei e aí veio um branco e não me lembro mais nada do que eu falei. Porque ele me falava e eu só escutei a voz dele: ‘mas isto não está no texto’. Terminei e eu vi os bispos com uma cara feia e um, o mais velho, o primaz deles se levantou,  caminhou a mim e falou: ‘Lindo! Que sermão maravilhoso que você deu!’ E eu entrei e os meus colegas também: ‘Parabéns!’ […] desde lá nunca mais me preparei para um sermão, já vão fazer 46 anos de sacerdócio: nunca mais faço leitura de sermão. Eu deixo o Espírito Santo agir em mim […] para que Ele fale pela minha boca. Porque, se nós confiamos muito na nossa Inteligência, na nossa preparação, com certeza falhamos. Esta é uma lição para todos nós sacerdotes, diáconos, hipodiáconos, bispos. […] Falar com o seu coração; o Espírito Santo falar por meio do seu coração. Várias vezes a preparação é uma intelectualidade, que o Espírito Santo não tem necessidade. Queridos irmãos, o Evangelho de hoje tem muitas e muitas didáticas, é muito didático. Um milagre, em primeiro lugar, Deus não faz um milagre para provocar a sua vida nesta terra. Porque não importa quantos anos você vive nesta terra, mas como você vive, a qualidade espiritual da sua alma. Melhor viver poucos anos com santidade, do que muitos anos com egoísmo, com riqueza, com mordomia: um espírito mundano! Todos nós estamos esperando do Espírito Santo coisas que completam: dai-me isto, dá-me outro, dá-me outro. Qual o valor da matéria para Deus? Não existe. […] Deus é bom, pode realizar milagres, mas é necessário você ser testemunha da Divina Graça. Então, a utilidade do milagre, a função do milagre é para você ser a boca de Deus e espalhar para todo mundo a Divina Graça que desceu em você. Todos nós temos que contar o milagre da nossa vida. […] E nós, que temos tantas mordomias na vida, nós várias vezes esquecemos a Deus. Ele grato e nós muitas vezes ingratos. E nesta trajetória do cego tem aqueles que colocam obstáculos em nossas vidas […] o Diabo usa eles, para que nós nunca cheguemos a ponto certo para seguir nosso mestre. Desviamos o caminho. Fazemos início, começamos com Ele a andar, à frente Nosso Senhor e atrás nós. Mas, no caminho, perdemos […]. Por isto, presta atenção, ficai atentos às armadilhas do Diabo, porque ele oferece várias vezes conselhos espirituais para o seu bem, mas na verdade é para você afastar-se do caminho. As armadilhas dele são muito, muito perigosas. E o cego […] reconhece Ele e os fariseus querem colocar na boca dele que Jesus era pecador, enquanto eles eram hipócritas. Pecador, por que? Porque curaca em todos momentos, vinte e quatro horas a dor do ser humano? Curava sim, porque guardava o Espírito Santo e, este não tem nem hora, nem dia, nem mês, nem ano. Por isto, nunca podemos colocar regras, nunca podemos canalizar o Espírito Santo. Nós somos apenas o fio, pelo qual Ele passa, por meio de nós. Então, queridos irmãos, o cego para nós é um exemplo, um exemplo que temos que seguir. Ele não sabia nada, mas a partir do momento em que recebeu a Divina Graça, este benefício do milagre, ele anuncia Jesus. A cada dia nós recebemos um pequeno milagre na nossa vida. A cada dia. Não poderíamos estar aqui por quê? Porquê um fio do nosso coração desviado poderia nos desanimar. […] Mas pela Divina Graça estamos aqui, com todo coração, com toda alma, com todo o nosso pensamento, que não podemos desviar, na hora que estamos aqui não podemos pensar em nada. Esquecemos no santo templo todas as preocupações mundanas e nós continuamos a ser o fio, e o Espírito Santo por meio de nós. Eu agradeço novamente e peço que o Espírito Santo ilumine as vidas de vocês, os caminhos e sigam com prosperidade espiritual e, depois todo o resto Deus concede”.

Após a homilia a celebração teve prosseguimento com a ordenação do Diácono Spiridon. Sobre a ordenação do diácono Dom Athanasio I destacou que:

“O grau do diácono – o primeiro do sacerdócio – é uma necessidade da Igreja dos primeiros séculos do cristianismo e aparece nos atos dos apóstolos a escolha do povo de ser diácono. O primeiro mártir, depois do martírio do Nosso Senhor é do grau diaconal, protopadre e protodiácono Stefanos. Por isto, a graça espiritual que você está recebendo é uma herança de padres e apóstolos que eram diáconos e eles serviam não só as mesas dos cristãos, mas também, a mesa do Senhor. Por isto, muita atenção muita disciplina, muita dedicação, muita fé e muita obediência. Para você servir neste grau diaconal […] nós somos escolhidos, temos os dois chamados interior e exterior: interior do coração e exterior do Espírito Santo. Então, não se fixe apenas em obras de caridade […] cristão significa caridade. Não podemos enfatizar estas obras, as obras que temos que enfatizar são as obras liturgísticas. As obras sociais são o resumo, o resultado da nossa fé. Então, por isso, agora que você entra no primeiro grau, diácono, a Igreja concede a você o grau diaconal. A Igreja ortodoxa valoriza muito o diácono e os antigos, meu tio santo, falava que o diácono é joia da Igreja. Por isto a Igreja exige muita participação do diácono. Os bispos sempre abusam do diácono: diácono por aqui, diácono por lá. Mas você não vai ter este privilégio de sacrifício, porque o seu bispo está longe. Mas tem um padre aqui que é quase bispo. […] Mas servir a Deus, servir a mesa de Cristo é uma alegria imensa”.

O Bispo deu a oportunidade ao diácono para dizer algumas palavras. Que brevemente e muito emocionado agradeceu a presença dos familiares, agradeceu também ao arcebispo a confiança, se dizendo ainda despreparado para assumir esta função na igreja, todavia bastante agradecido. A celebração continuou com a liturgia eucarística e ao final a comunidade presente se dirigiu até o novo diácono, Spirindon, para lhe cumprimentar pela ordenação.

[/box]

________________

Por, Leandro Oliveira

Fotos: Douglas Patresse

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!