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C. Diocesana de Justiça e Paz apresenta orientações políticas para eleições

A Comissão Diocesana de Justiça e Paz, tendo o apoio da Coordenação Diocesana de Pastoral, da Rádio América e do Centro de Comunicação Diocesano (CCD), iniciou na manhã de ontem (22) uma série de atividades comunicacionais que visam conscientizar os diocesanos para as Eleições que ocorrem em outubro. Este ano, os eleitores votarão para Presidente, Senador, Governador e Deputados Federal e Estadual. 

As orientações da Comissão tem como base a Cartilha de Orientação Política lançada pelo Regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.  Os ouvintes podem sintonizar a Rádio América – AM 580, que já veicula mensagens diárias sobre as Eleições 2018,  na seguinte programação:

24/08, 13h30: A Igreja e as Eleições, a Fé e a Política
30/08, 13h30: As Preocupações no Cenário Político Eleitoral
06/09, 13h30: As Eleições como Exercício da Cidadania
13/09, 13h30: O Cristão e a Política
20/09, 13h30: A Relação e Compromisso entre Eleitor e Candidato
27/09, 15h30: Mesa Redonda (Critérios Para Escolha de Candidato)
04/10, 15h30: Mesa Redonda (Voto Livre, Votar Consciente)

Aqui, no ELODAFE, os leitores podem conferir artigos escritos pela própria comissão. O primeiro deles, você já confere a seguir: 

DIOCESE DE UBERLÂNDIA – Eleições 2018
1- A Igreja e as Eleições, a Fé e a Política

Não é raro ouvirmos, até mesmo de membros de nossa Igreja, perguntas inquietantes e impertinentes, como: Por que a Igreja deve se envolver com Política? E com Eleições? O que a Fé tem a ver com a Política? Às vezes não se trata apenas de dúvidas, mas de convicções de negação a tal relação e envolvimento. Assim, precisamos ter clareza, fundamentos e razões para respostas afirmativas a tais questões.

Em primeiro lugar, o envolvimento com Política e Eleições trata-se de uma questão/desafio/compromisso de Humanidade, de Cidadania, antes de sermos membros da Igreja somos seres sociais/políticos. Como tal, não podemos ficar alheios àquilo que diz respeito ao destino da Sociedade em que vivemos.


Além disso, somos pessoas de Fé, de Igreja. A Igreja, pelo testemunho e anúncio da Boa Notícia de Jesus é a continuadora da missão inaugurada por Ele: construir o Reino de Deus. A construção do Reino implica um comprometimento com a totalidade da vida humana, “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. (Jo 10,10). Em toda sua missão, Jesus, por meio de gestos, sinais e palavras, defendeu a libertação de toda opressão, resgatou a dignidade das pessoas, promoveu a saúde, saciou a fome, curou as doenças, perdoou os pecados, expulsou os demônios, abriu os olhos e devolveu a visão aos cegos.


A Política institucional, da qual as Eleições são um momento fundamental, é o mecanismo e o instrumento para se administrar e governar a vida pública em favor do bem comum, da justiça, do direito dos pobres e das suas necessidades básicas. Sem a prática política democrática caímos no individualismo, no triunfo da lei do mais forte, dos mais abastados e espertos. A prática política, com todos os seus limites e defeitos, nos possibilita uma vida mais coletiva e mais igualitária. 
Em sua Mensagem do dia 05/06/2018, os Bispos do Regional Leste 2 da CNBB expuseram os fundamentos da conduta cristã perante as Eleições:

Não queremos e não vamos nos sobrepor às consciências, indicando em quem votar, mas nos comprometemos em oferecer elementos e subsídios para o necessário discernimento neste contexto eleitoral. O Evangelho, fonte inspiradora da Doutrina Social da Igreja, é o critério a partir do qual queremos pensar a política e os políticos. Nossa fé nos faz olhar para Jesus Cristo, o Verbo Encarnado de Deus, que assumiu, na sua carne, tudo o que é verdadeiramente humano; olhar para o Reino, que desejamos “venha a nós”. Daí pensaremos o Brasil e queremos construí-lo a partir do Projeto de Deus.

A Igreja se sente chamada a ser “advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu” (Doc. de Aparecida, n. 395). Para cumprir essa missão, a Igreja incentiva os fiéis a interagir com a política. O Papa Francisco escreveu:

Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência da vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela (Evangelii Gaudium, n. 183)

Continua o Papa Francisco, se dirigindo aos políticos da América Latina, Bogotá, 12/2017:


A política é um serviço inestimável de dedicação para a consecução do bem comum da sociedade. Ela é, antes de tudo, serviço; não é serva de ambições individuais, de prepotência de facções e de centros de interesses (…). Estai certos de que a Igreja Católica louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, a serviço dos homens.

E para concluir esta reflexão, retomamos a Mensagem dos Bispos da CNBB Leste 2:

Nosso tempo é difícil, complexo, fragmentado; por isso, não podemos tratar esta bela via da grande caridade, que é a política, com descaso e desinteresse. Quando não nos preocupamos com a política, alguém saberá usar dela em benefício próprio ou em favor de grupos que excluem os mais pobres, fazendo crescer a corrupção e a exclusão social. Não podemos ficar apáticos! Não podemos vender nosso voto! Não podemos deixar de votar! Não podemos tomar atitudes que favorecerão à ”velha” política! Não podemos ceder a quem queira enfraquecer e violar o regime democrático! Convidamos a todos a olhar este momento com esperança e otimismo. É hora de escolher quem vai dirigir o Brasil e nossos Estados, quem vai nos representar nas instâncias mais altas da democracia, quem vai produzir nossas leis e fiscalizar nossos governantes.

Comissão Diocesana de Justiça e Paz – Diocese de Uberlândia – 2018

ATENÇÃO! Leia a Cartilha de Orientação Política – Os cristãos e as Eleições 2018, CNBB, Regional Sul 2. Para adquirir, clique aqui

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