Diocese de Uberlândia Em Destaque

Com fogos de artifício, Paróquia Nossa Senhora do Rosário acolheu novo pároco

Dando continuidade às transferências de padres na Diocese de Uberlândia, ocorreu ontem (05) na cidade de Araguari, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizada no centro da cidade, a posse canônica de Padre Joéds de Castro.

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A Celebração Eucarística, presidida pelo vigário-geral da Diocese, Pe. Edvaldo Pereira, deu-se na praça da matriz, com o altar colocado à frente da Igreja sobre a escadaria que dá acesso à entrada principal do templo. Estiveram presentes à celebração as irmãs da Congregação das “Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário” e dos “Sagrados Corações de Jesus e Maria”, membros do grupo “Encontro de Jovens com Cristo”, os paroquianos e demais fiéis católicos da Paróquia e de outras da Diocese.

Os fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Rosário preparam faixas e cartazes com mensagens para saudar seu novo pároco. Em algumas faixas lia-se: “Pe. Joéds, os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão louvam e agradecem a Deus por lhe ter colocado em nossos caminhos como pastor e evangelizador. Obrigado por tudo”.

Além do presidente da celebração, Padre Edvaldo Pereira, representando o bispo diocesano, Dom Paulo Francisco Machado) contando com a presença também dos padres Robson de Oliveira, Mozart Fernandes, Vlademyr de Souza, Guilherme Stort, Diogo Naves e do Diácono Eduardo César. Os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística compareceram em grande número.

“Antes de tudo eu quero cumprimentar a todos e a todas, e dizer que me sinto em casa, afinal de contas, foi nesta Paróquia que eu iniciei o meu ministério. […] Então nesta alegria estamos aqui para celebrar e viver este momento. E receber o Padre Joéds […] e que possamos, como irmãos e irmãs, construir o Reino de Deus”, disse Padre Edvaldo nos ritos iniciais. Na sequência, foi realizada a leitura da provisão que versa sobre, e, formaliza, conforme o rito ordinário da Igreja, os deveres do sacerdote no exercício de sua função de pároco, na observância dos cânones promulgados pelo Código de Direito Canônico. Após a leitura da provisão a comunidade saudou o novo pároco com fogos de artifício.

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Em sua homilia, Pe. Edvaldo ressaltou o discipulado a partir dos primeiros cristãos. Confira trechos da homilia abaixo:

“Caríssimos irmãos e irmãs, domingo passado nós celebramos uma festa importante da Igreja, São Pedro e São Paulo. E Jesus fez uma pergunta a Pedro, e Pedro respondeu […] E Jesus lhe disse, você disse isso não por revelação humana, mas por revelação de Deus. Então, esta fé de Pedro é uma fé que sustenta. E nós recebemos esta mesma fé quando fomos batizados e nos tornamos filhos de Deus […] o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitando em nossa existência humana. Às vezes nós nos esquecemos de rezar e desta dignidade de filhos de Deus. Então, eu professo esta dignidade, de Pedro e Paulo, esta dignidade de filhos de Deus. E todo cristão deve valorizar esta dignidade de filho de Deus […] Então, nós temos que recobrar sempre esta nossa condição, e valorizar a condição humana. E esta dignidade de filhos de Deus é uma dignidade que nos iguala, apesar de sermos diferentes, somos todos filhos de Deus. E, por isso, nós devemos nos lembrar dos nossos irmãos, dos necessitados […] Meditando o Evangelho de hoje, nós podemos ver também outro ensinamento importante que Jesus deixou para nós e que a Igreja guardou durante estes vinte séculos: Pai eu te louvo, porque revelastes estas coisas aos pequeninos e as escondestes aos sábios e entendidos […] se formos perceber ao longo do Evangelho, quem sempre esteve ao lado de Jesus, quem sempre acolheu Jesus? Exatamente os pobres, os necessitados. Porque Jesus falava àquele povo como irmãos […] porque os chefes religiosos sempre colocavam o povo distante de Deus. E Jesus disse: Deus é Abbá, é Pai, nós temos que nos entregar a Ele. E o povo foi ao encontro de Jesus, eu me lembro dos leprosos […] porque a primeira alienação é esta da mente, do corpo. Então, estes simples como os leprosos, entenderam as palavras de Jesus e o seguiram. E foram transformados em homens novos e mulheres novas […] as pessoas sempre os colocavam à margem e eles se isolavam e viviam num complexo de inferioridade. Mas Jesus foi ao encontro deles e se dirigiu de uma forma como ninguém ainda havia feito […] Jesus se aproximou de uma forma totalmente inversa do que as pessoas faziam com eles e eles foram curados e reintegrados à sociedade. E por quê? Porque eles não faziam perguntas, mas simplesmente se entregavam à ação de Deus. […] E por isso Jesus fala: eu te dou graças porque revelastes estas coisas a todos estes. E então eu pergunto: como podemos nos colocar nesta escola de Jesus, e seguir seus passos? […] Eu te louvo ó Pai porque revelastes estas coisas aos pequeninos. […] Nós precisamos como Jesus, nos colocar também na escola dos simples, dos descomplicados. Na escola de Maria, de São José. Nos exemplos dos santos e das santas, no exemplo de tantas pessoas que aprenderam a mensagem de Jesus e que amam, que acolhem. […] Juntos construindo o Reino de Deus, o reinado de Deus, junto de nós e apontando para o céu. E me lembro daqui, das lições… Vou citar alguns nomes de pessoas que já estão no céu. Dona Aparecida: o amor dela pela a Igreja. Depois uma outra, que eu vou colocar pela ordem, a irmã Marlene. Um dia ela chegou e me disse, você mudou, suas homilias mudaram, porque suas homilias eram tão complicadas que nós tínhamos que usar dicionário! E mudou porque você se colocou com o povo. […] a irmã Goni, sempre no seu jeito ‘ultra-discreto’, fazia as coisas sem aparecer, e sustentou esta igreja com o Vaticano Segundo e nunca apareceu, fazia estas coisas com amor. Além das pessoas que ela acolhia ali na Santa Casa. […] E assim nós podemos ir percebendo como a palavra de Deus vai mudando a nossa vida, acolhendo as pessoas sem discriminação. E hoje acolhendo o Pe Joéds, nós queremos desejar a ele um santo pastoreio, junto com a igreja, com toda a Diocese. […] E junto com ele ser igreja […] uma igreja que vive na simplicidade, uma igreja que anuncia o Evangelho nos sacramentos. […] Portanto, meus caríssimos irmãos e irmãs, da Paróquia do Rosário, acolhendo o  Pe Joéds, caminhem com eles e que ele caminhe com vocês. […] Padre Joéds, que Deus lhe abençoe e que você conte sempre com a interseção de Nossa Senhora do Rosário, a mãe dos simples, dos aflitos”, afirmou Pe. Edvaldo Pereira.

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Após a homilia, seguindo o rito, Padre Joéds renovou seus votos e profissão de fé. Também fez os votos de observância de suas obrigações enquanto pároco. Em seguida, Padre Edvaldo entregou ao Pe. Joéds a Pia Batismal e o Tabernáculo, objetos que compõem o exercício do sacerdócio à frente da Paróquia. Dando continuidade à entrega dos objetos necessários ao seu serviço de pároco, também lhe foi entregue a estola, com a qual realiza o sacramento da reconciliação, além da Sede Presbiteral, representando seu novo posto, seguidos de aplausos da comunidade.

Retomando o rito ordinário da Santa Missa, realizaram-se as preces da comunidade e a apresentação das ofertas. Juntamente com o pão e o vinho, a comunidade ofereceu, também, por meio de cartazes, mensagens afetuosas de acolhimento e boas vindas ao seu novo pároco, que recebeu as ofertas retribuindo o carinho dos paroquianos. Após o rito litúrgico deram-se as homenagens e agradecimentos por meio de mensagens proferidas por fiéis e, também, pelo novo pároco.

Confira algumas dessas mensagens

 “Queremos dar as nossas boas vindas ao Pe. Joéds de Castro. Seja muito bem-vindo à nossa paróquia. E, principalmente, agradecer os nossos patrocinadores, que tanto contribuíram para que nós montássemos toda esta estrutura, para que acolhêssemos bem a todos os fiéis de Araguari e de Tupaciguara. Para que fizéssemos esta celebração tão bonita!” mensagem de um representando da Paróquia Nossa Senhora do Rosário.

 “Pe. Joéds, a comunidade de Nossa Senhora da Abadia de Tupaciguara vem hoje, perante a comunidade Nossa Senhora do Rosário de Araguari, confiar e compartilhar uma joia, um presente que Deus nos enviou a dois anos e sete meses. Este é um presente raro, pois não é fácil encontrar uma pessoa tão jovem, que possua grande convicção do ministério por ele desempenhado. Uma pessoa que respalda-se na Santa Palavra, uma pessoa que zela pela liturgia. E mais. Este presente se torna ainda mais especial, visto que sua preocupação, seus cuidados, espalham-se a todos os seus irmãos, a toda a comunidade. Pois como ele mesmo disse: ‘ainda não achei um jeito de ser padre, sem ser pai’. E é exatamente desta forma que deve ser a relação de seu pároco com sua comunidade. Pois o sacerdote é o representante de Jesus na terra, querendo, assim, passar ao seu rebanho todo o ensinamento que Cristo nos deixou. Um dos vários ensinamentos passados por ele [Padre Joéds], que hoje viemos compartilhar com esta comunidade é sobre o novo mandamento deixado a nós por Jesus Cristo: ‘amai uns aos outros, como eu vos amei’. Pois, assim como o Cristo derramou o seu amor por nós, a gente também deve derramar o nosso amor pelos irmãos. Desta forma, seremos capazes de formar a verdadeira família de Cristo e em Cristo, tendo, assim, a comunhão, ou seja, uma comum união. Que todo o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo se manifeste na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, abençoando a todos, e, também, a nova missão que lhe foi confiada. Pe. Joéds de Castro, que o senhor seja cada vez mais capaz de continuar esta jornada de evangelização, transmitindo a todos, a Palavra de Deus”. Acólita Bruna da Paróquia de Nossa Senhora da Abadia

Dando sequência às mensagens ao Pe. Joéds de Castro, o casal Gilberto e Franciele, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, também proferiu algumas palavras:

 “Reverendíssimo Pe. Joéds, foi com alegria no coração e ciente da responsabilidade que nos fora confiada, que aceitamos ser os portadores desta mensagem de boas vindas. A Paróquia Nossa Senhora do Rosário está em festa pela sua posse, que em comunhão com o nosso Bispo, Dom Paulo, servirá ao povo de Deus que se reúne ao redor do altar, para celebrar a sua fé, nesta comunidade. É tempo de crescermos no amor a Deus e à Igreja, de avançarmos para águas mais profundas. De irmos em busca do novo e do ainda não vivido plenamente. Confiamos na força renovadora do Espírito Santo. O senhor foi escolhido para apascentar o rebanho de Cristo […] sendo, portanto, mestre, pastor e pontífice, agindo no nome dele. Acolhemos e damos graças a Deus pela sua chegada, pois, com certeza, vem em nome do Senhor. Escolhido segundo o coração de Deus, para apascentar a nossa comunidade, com o conhecimento e providência. Padre Joéds, São João Maria Vianey, padroeiro dos padres, costumava dizer que o sacerdócio é o amor do coração de Jesus. E, dizia também, que depois de Deus, o sacerdote é tudo. É nesta dimensão que nós gostaríamos de nos dirigir ao senhor e agradecer pela coragem de, a partir desta data, assumir com este amor que brota do coração de Jesus, a missão de pastorear esta porção do rebanho de Deus, de viver para a comunidade e colocar-se a serviço do seu rebanho. Sem dúvida, nossa comunidade é madura e estruturada, não obstante, existem ainda vários desafios a serem superados, obstáculos a serem vencidos e batalhas a serem conquistadas. Padre Joéds, com sua juventude e dinamismo, o senhor, sem dúvidas, saberá fortalecer a fé de nossos jovens. Pois, o futuro da igreja está nas mãos dos jovens. Finalizando, que possamos juntos dar continuidade àquilo que já é ótimo, melhorar aquilo que está bom e corrigir aquilo que ainda é problema. Pedimos a Deus que sempre o ilumine em sua missão sacerdotal, que o Espírito Santo lhe dê o discernimento necessário para tomar as decisões acertadas e que nos conduza e nos fortaleça neste momento de inovação. E que nós, tocados por este mesmo Espírito, aprendamos a silenciar, a amar e a plantar novas flores. Neste momento lhe entregamos as chaves de nossos corações e de nossas casas. O senhor é nosso convidado especial. Seja bem-vindo, como nosso novo pároco e como nosso irmão em Jesus Cristo: “eis que venho com prazer fazer a vossa vontade”. Que sua família sinta-se acolhida em nossa comunidade e agradecemos o legado com que ela lhe acompanha ao longo do caminho de sua vida sacerdotal. Que ela também seja muito bem-vinda. Nosso muito obrigado. E que seja abençoada por Jesus Cristo, a sua estada em nossa paróquia. Muito obrigado”, finalizou.

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Pe. Joéds, por sua vez, proferiu mensagem aos novos paroquianos, àqueles com quem conviveu em outras paróquias, tanto em Uberlândia quanto Tupaciguara, às religiosas (de Araguari e Tupaciguara), aos agentes de pastorais e demais fiéis presentes. Destacou, sobretudo, a importância da vida em família e da comunidade para a construção do Reino de Deus para o exercício de suas funções como pároco. Confira o discurso na íntegra:

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Não tem ritual pra orientar o que o pare fala […] Mas, de primeira, eu gostaria de dizer uma coisa: às vezes veem a gente sorrindo, e, o sorriso dos outros, às vezes, por a gente não compreender o que está dentro do coração, pode transparecer muitas coisas. Então, eu gostaria de dizer que eu não sou lobo mal que veio correr atrás do Pe. Hudson pra ele correr da Paróquia. Então, eu estou sorrindo porque estou entre irmãos e irmãs. Como não ficar feliz junto, em família? Não é? […] Até nos relatos, quando os cristãos eram mortos nos estádios, se notava uma expressão de alegria nos rostos deles por estar se juntando a Cristo naquele momento de dor e de morte. Então, como também não sorrir, já que não está se matando e está se unindo ainda mais? A gente fica feliz de estar entre irmãos e de estar respondendo a Deus, mesmo que seja, às vezes, sem entendimento completo da nossa razão. E, dizendo do Pe. Hudson, eu fiquei muito feliz em ver tantas manifestações de carinho e afeto que vocês tiveram com o ele. Porque, o que ele tem pra dizer ele diz, mas em muitas coisas ele é bem discreto. E ele, com certeza, enfrentou muitos desafios, já que aqui foi a manjedoura do crescimento do sacerdócio dele, neste tempo inicial. É complicado por si só o início do ministério de um novo padre. Mas, ainda por coisas que vocês sabem aí que foi difícil, que ele enfrentou junto com o apoio de vocês. Então, eu fiquei muito feliz. […] Então, eu penso que o Pe. Hudson com vocês está de parabéns, as portas estão sempre abertas; quando ele quiser voltar, fazer alguma atividade, ele tem livre acesso, até os pais dele moram aí. E, eu conversando com ele, ele falou: ‘ah padre, eu acho que é muito doído eu estar lá junto porque tem quinze dias que eu estou chorando. Então, é difícil. Você me entende’. Eu digo: ‘entendo sim, mas quando for possível venha estar conosco’. Eu acho que nós podemos dar uma salva de palmas pra ele, que ele vai escutar lá da Catedral. E eu quero agradecer agora pelas companhias dos meus irmãos mais velhos, dos meus irmãos que se fazem presentes, mais experientes. De maneira carinhosa agradecer ao Pe. Edvaldo Pereira que aqui teve esta carinhosa presença, ele que me acompanha desde o tempo do seminário. Pra vocês verem que eu tenho vocação (brincando) Convivi com ele este tempo todo. O Padre Edvaldo é um excelente exemplo de sacerdote, um homem que dedica a sua vida a Deus, em favor dos irmãos. Eu agradeço a ele, que é vigário geral da nossa Diocese e que tem esse carinho com todos nós, mesmo que às vezes a gente lhe retribua de maneira não tão agradável, mas o seu coração suplanta as nossas debilidades. […] E eu vou dizer pro senhor, que o senhor representa muito bem o sucessor dos apóstolos. Eu fico muito feliz de contar com a sua presença dentro do meu coração, e também fora. Também agradecer a presença de um amigo, um ancião que até parece um adolescente, que é o Pe. Mozart, que agora é padre na São Judas Tadeu. […] Então, Pe Morzat, alegria d’a gente estar próximo de novo, !?, que a gente era vizinho lá na São Francisco e agora o senhor aqui. Eu fico feliz d’a gente poder estar juntos também. Agradeço a presença também de um irmão de muito tempo, pessoa que eu até persigo, o Padre Vlademyr, foi pároco lá na São Francisco de Assis e depois eu. Pe. Vlademyr, eu agradeço a presença do senhor aqui com muita satisfação. Agradeço também a presença do padre que é filho desta comunidade. Esta comunidade é muito boa, porque ele está até fortinho !?” (brincou, referindo-se a Pe. Diogo Naves). Quero agradecer uma pessoa discretíssima. Ele tem quase dois metros de altura, mas ninguém vê o trabalho dele, que é o Pe. Robson de Oliveira. Agradeço o seu carinho, que tem acompanhado tantos padres aí no trabalho. E de maneira muito generosa tem tomado os nossos esbarrões aí no ajeitar pra que tudo seja muito bem feito. Agradeço a sua dedicação. Agradeço a presença do Pe. Guilherme Stort, filho da Paróquia Nossa Senhora da Abadia lá de Tupaciguara. Agradeço o carinho de estar aqui. Isto conta muito no coração da gente. Além desse olho chique que ele tem. Agradeço muito. E agradeço a presença do padre Eduardo. Ah, não é padre ainda, vai ser em agosto. O Diácono Eduardo, que aqui se faz presente e vai ser padre dia dois de agosto, às nove horas, na Catedral Santa Terezinha. Aí vai ordenar o senhor, o Marco Aurélio e o Claudemar. Então, a gente já vai agendando pra estar lá junto com o senhor e ver o senhor deitar Diácono e a graça de Deus te levantar um Presbítero. E, então agora, uma salva de palma para todos eles (aplausos da comunidade). Obrigado. Não bate muito não se não eles ficam empolgados (brincou o presbítero). Agradeço os irmão, os mais velhos, onde eu fui aprendendo também a ser padre e vou aprender um dia direitinho, vocês vão ver quando eu crescer. Agradecer primeiramente o pessoal com quem eu trabalhei na primeira paróquia, e foi lá que eu fui entendendo gente, que, ser cristão é ser família. Porque eles acolhem a gente dentro da casa e tem a gente como um pai, um irmão e um filho. Aqueles que são lá da Paróquia de São Cristóvão, lá do Umuarama. Poderiam ficar de pé pra gente ver quem é lá do bairro Brasil, lá daquela região. Umuarama, a dez anos, quase dez anos atrás. Agradeço, obrigado aos que foram me ensinando a ser família. Quero agradecer aos irmãos mais velhos também da Paróquia – eles é que amargaram o jiló comigo, viu!? (brincou o padre). Lá da Paróquia São Francisco, Tubalina e outros lugares ali, obrigado. E também tem gente de outras paróquia; gente da Paróquia Nossa Senhora das Graças, lá de Uberlândia, tem de outros lugares também aí, que eu agora não recordo direitinho. Daqui eu estou vendo que tem um lá da Nossa Senhora das Graças, da São José. Se tiver mais alguém de paróquias lá de Uberlândia que eu não falei o nome. Olha, lá da Bom Jesus. Olha ali, se não me engano da Santíssima Trindade, obrigado! Irmãos da Paróquia Nossa Senhora da Abadia. Muito obrigado o carinho de vocês, imensamente grato por esta presença de vocês! Agradeço também gente que veio de pastorais da Diocese, da Pastoral da Saúde, da Comissão Diocesana de Defesa da Vida, que se fazem presentes aí também, se puderem ficar de pé. Da Pastoral da Saúde e da Comissão Diocesana, estão por aí também. Então ‘palmadas’ pra eles também. Agora, aos mais novos irmãos e irmãs, também quero agradecer a presença de vocês neste momento inicial do trabalho que nós vamos continuar com vocês. Do trabalho que vai se dando, a gente tem consciência de que não está começando nada com a gente. Estão aí os outros padres e gente também da comunidade, que nós possamos trabalhar juntos. E como a acolita Bruna falou eu ainda não sei direito ser padre sem ser pai. Então, porque eu entendo que Jesus formou uma família. E a gente como padre tem uma responsabilidade muito grande e tem que amar como se fosse a família d’a gente. Porque um irmão quando tem vontade ele belisca e eu não posso estar beliscando, mesmo que tenha vontade. Então, o filho e a filha escutam a voz do pai, que orienta. E desde o início esse foi o grande problemas, porque Deus falou, você pode comer de tudo, menos aquilo ali, porque aquilo vai te fazer mal. E o ser humano escutou, não escutou. E aí entrou o pecado e entrou o mau na história. Deus enviou os profetas e o povo continuou negando, sem escutar. Deus enviou o Filho d’Ele, e a mãe d’Ele ainda falou: ‘olha é pra escutar Ele’. E eles teimando ainda não escutaram. Até que Deus falou: ‘escuta Ele. É este meu Filho’. E alguns escutaram, outros não. Então a gente precisa ser dócil ao ouvir. Porque a gente, o que tem que dizer precisa ser dito. E o que precisa ser feito brota do som, como foi no início da criação. Então, que a ge
nte possa ter este sentimento, não de amizade, porque amizade é muito pouco. Porque, às vezes, um tem o meio pra fazer um coisa e aquela pessoa que precisa o encontra, aquele que tem as mesmas qualidades e coisas, porque não foi encontrado no momento não é meu amigo. Então a amizade, ela pode ser entendida como acidental. Agora ser irmão e irmã aí é uma graça e pra vida inteira. O que eu digo agora e digo de início, é que nós precisamos e o meu desejo é esse. Vocês não veem não, porque tem muito pano aqui, mas meu coração está igual vocês falaram também, aberto, escancarado. E eu não posso dar a chave pra vocês porque eu já perdi a muito tempo, está na mão de você aí. Está na mão de vocês. Então, meu coração vive aberto. E eu estou dizendo isto de início, porque, o povo tem um frase muito sábia: ‘o combinado não é caro’. Então, nós estamos combinando de início esta fraternidade, pra ninguém assustar. E a gente vai tentar o máximo possível ser irmão na caminhada e eu trato você assim, como irmãos e irmãs. Então, também dizendo desta fraternidade eu quero dizer a alegria de termos casa de irmãs também dentro da paróquia, porque a freira como eu dizia para as irmãs em Tupaciguara, a freira ela mostra Jesus querendo ou não querendo. Porque você vê uma freira andando na rua, qualquer um de igreja ou não, olha e fala: ‘aquela ali é uma irmã’. Então, uma freira e um frei, fala de Cristo sem dizer nada. Então, como as irmãs de Tupaciguara me acolheram tão bem, eu agradeço muito, de coração mesmo. E aí, então, até estão aí pra não me deixar mentir sozinho. E eu agraço e peço, porque teve umas que não vieram, porque ficam emburradas. Ah não, elas são de clausura, não podem sair !? Não é porque não quis vir não (brincou o sacerdote). Eu peço que levem um abraço a elas lá. E também agradeço as irmãs do Sagrado Coração de Jesus, que aqui estão. Me ensinem como é esse negócio do Sagrado Coração de Jesus, me ensinem como é, vou querer muito aprender como é que é ser irmãs do Sagrado Coração de Jesus. E se tiver mais alguma religiosa aí também fico agradecido, me ajudem também a ser isto. Então, eu só tenho a agradecer a todos que vieram, das pastorais, dos grupos, tanto da Paróquia de Nossa Senhora da Abadia e de outros lugares, como daqui de Nossa Senhora do Rosário, aqui de Araguari. Então, muito obrigado a todos, caminhemos unidos a Jesus Cristo. Amém”, finalizou.

Ao final da Celebração, Padre Edvaldo ressaltou a dimensão vocacional dos presbíteros enquanto pediu orações pelos vocacionados.

1 comentário

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  • Pe. Joédes nos do coral seguidores de cristo, estamos felizes em fazer parte da família de Deus(Cristãos católicos) , ser filhos da paroquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, e agora ter o Sr. como nosso pároco (pai,irmão,amigo), Seja bem vindo a esta família. Deus te abençoe, Nossa Senhora te ilumine sempre.Amém.

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