Colunistas

“Como estou me comportando na pandemia?”, por Ariovaldo Afonso – Seminarista

Como estou me comportando na pandemia?
Ariovaldo Afonso de Oliveira Júnior
Seminarista da Diocese de Uberlândia
Graduando em Teologia pela PUC-Minas

A criticidade dos dias pelos quais estamos passando está aumentando cada vez mais. Está muito perigoso sair de casa, até mesmo para ir ao supermercado, à farmácia, ao açougue ou à frutaria, o vírus está em todo lugar… é assustador ver como essa pandemia está durando tanto tempo. O que vejo, apesar de não ter muito conhecimento para falar do assunto, é que a população e os líderes parecem não ver a gravidade do problema que temos de enfrentar. Cada vez que ligamos a TV nos noticiários é uma notícia pior que a outra, o número de pessoas infectadas aumentando exponencialmente e, consequentemente, o número de mortos também. Quando acessamos os grupos de whatsapp temos pessoas que são a favor de voltar à rotina “normal” e outros que são a favor de fechar tudo e ficarmos o máximo de tempo isolados para tentarmos, assim, conter a propagação do vírus. Vamos refletir um pouco sobre isso, apesar de ser um assunto chato e bastante clichê. Como eu tenho me comportado nessa pandemia? Qual a minha contribuição para o desaparecimento do vírus? Essas perguntas devem ser feitas porque, enquanto parte da sociedade, somos responsáveis pelo bem comum, mas se eu não estiver desempenhando bem o meu papel, como é que eu posso cobrar algo dos outros e/ou, principalmente, dos nossos “líderes”?

Conversava sobre esse assunto com minha mãe essa semana e ela dizia: “Quando será que tudo vai voltar ao normal?” Eu devolvi com outra pergunta: “Mãe, será que o normal vai voltar a fazer parte de nossas vidas, ou será que teremos de reaprender a viver de modo diferente depois disso tudo?”. Ficou uma interrogação no ar, tanto para ela quanto para mim. Pode parecer bobo, mas o que era normal antes, acredito que não será normal no futuro. A rotina de nossas vidas está passando por mudanças e exigirá que passemos por muitas outras. O convívio social não será do mesmo modo, nossos hábitos de higiene pessoal não serão mais os mesmos, os locais onde frequentamos serão mais selecionados, nossos programas familiares e entre amigos precisarão ter uma dinâmica diferente – não significa que não poderemos estar próximos uns dos outros, nos abraçarmos, acariciarmos, etc… mas, teremos que encontrar maneiras menos arriscadas. Isso para quem ser preocupa com a vida, para quem deseja promover não só a sua própria vida, mas também a vida do outro. Mas como nem tudo são flores, em contrapartida, muitos estão vivendo esse período de pandemia como se estivessem de férias, não mudaram nenhum de seus hábitos, ao contrário, estão dando festas, aglomerando mais do que antes; justificam que não sabem o dia de amanhã. De fato, não sabemos o dia de amanhã, mas esquecemos que o dia de amanhã depende, primeiramente, da vontade de Deus, mas também das nossas atitudes hoje. Por isso, volto com os questionamentos feitos anteriormente: Como eu tenho me comportado nessa pandemia? Qual a minha contribuição para o desaparecimento do vírus? Vamos refletir um pouco mais precisamente em relação a isso, pois pode não parecer, mas nós contribuímos e muito para o atual cenário pelo qual estamos passando, mas podemos mudar isso.

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