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Dia do Médico, por Dom Paulo Francisco

Dentre o longo catálogo das virtudes, sem dúvida, a gratidão é das mais apreciadas pelas pessoas. Até mesmo Jesus, na sua sensibilidade humana, sentiu de certa forma o amargo gosto de sua ausência ao curar dez leprosos, mas um só, um samaritano, retornou para agradecer. Em tom triste, pergunta ao agraciado samaritano: “não foram dez os curados, onde estão os outros nove?”

Há, é certo,  uma hierarquia no campo da gratidão, primeiro Deus, fonte de nossa existência; depois os pais, instrumentos do Pai Celeste na doação da vida e assim por diante. Hoje, dia dezoito de outubro é o dia do médico. Nunca seremos suficientemente gratos a eles, na dedicação cuidadosa de nosso bem estar. A medicina e seu exercício é arte, ciência, técnica, mas, sobretudo, sublime vocação. Fico a imaginar o imenso esforço deles aos estudos, as renúncias, o cansaço, as noites mal dormidas, a ansiedade antes dos exames, para obter o diploma profissional. Fico a pensar nas longas horas de aulas, no esforço de memorização; depois, nos exames e nas primeiras experiências como estagiário.

Cada resultado positivo era comemorado com alegria e, talvez com exacerbado sentimento de poder, como se senhor da vida fosse. Cada fracasso, o gosto amargo do pó do frágil barro de que fomos feitos, afinal, o sábio Pascal não nos afirma que não passamos de caniço, inda que pensante?

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