Palavra do Bispo

"Dia do Trabalho" 01/05/2014

No dia de São José Operário, primeiro de maio, celebramos o dia do trabalho. Esse, não raro, é considerado uma maldição, uma punição pelo pecado devido à passagem bíblica de Gênesis, capítulo três: “comerás o pão do suor de teu rosto”, mas, é preciso ter em conta que Deus ao criar o ser humano deu-lhe a nobre tarefa de ir plasmando o mundo: “dominai os peixes do mar, as aves do céu…crescei e multiplicai-vos…”. Assim, descortinam-se para a humanidade duas grandes missões: louvar o Criador e trabalhar. É o “ora et labora” da regra beneditina que levou tantas pessoas aos altares e civilizou a Europa.

carteira-trabalho

Na vida de São José, e mais ainda, na do Filho do carpinteiro o trabalho alcança um valor insuperável. Podemos dizer que o trabalho, uma vez que o Filho assumiu completamente a nossa humanidade, é elemento importante de nossa redenção, santificação, sendo assim visto de maneira muito positiva.

 Lembro-me de uma estória. Certa vez,  um jornalista saiu a entrevistar os operários de uma grande obra. A três deles fez  a mesma pergunta: “o que você está fazendo aqui?”. O  primeiro, ao ser interrogado, não estava nos seus melhores momentos e repleto de azedume respondeu; “estou enchendo as burras do patrão,  que se enriquece com o meu suor, com o meu sangue”. O segundo deu melhor resposta: “estou ganhando o pão de cada dia,  para as pessoas que mais amo: minha esposa e meus filhos”, mas, ao ser interrogado o terceiro, esse teve seus olhos brilhando de alegria e, com grande entusiasmo,  diz: “estou construindo uma catedral!”

É isso aí. Há aqueles que só vêem peso, aborrecimento, mal estar nos seus serviços. Há os que consideram no trabalho o bem próprio e o  dos que estão sob seus cuidados e, enfim, há pessoas construtoras de catedrais, e enquanto tais, edificadoras do Reino de Deus. Você,  meu irmão,  é construtor de catedrais, edificador do Reino?

Neste dia,  peçamos por nossos irmãos desempregados ou subempregados. Como construtores do Reino, somos chamados a estimular políticas públicas que favoreçam o acesso de todas as pessoas a um trabalho digno. São José, o carpinteiro de Nazaré, rogai por nós.

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Por, dom Paulo Francisco Machado

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