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Diáconos Permanentes realizam retiro anual e inter-regional em Uberlândia

Ocorreu na casa de retiros da Diocese de Uberlândia, Oásis, nesse final de semana (20 a 22), para mais de 100 participantes, o retiro anual dos Diáconos permanentes que contou, ainda, com a presença das suas respectivas esposas.

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Concomitante ao Retiro ocorreu o inter-regional dos Diáconos Permanentes dos Regionais: Leste I, Leste II e Sul I. O retiro contou com a moderação de Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba-MG, sede provincial, que partilhou com os participantes temas relevantes para a vida e a missão do diácono, desde sua instituição pelos primeiros cristãos, sua importância na Igreja primitiva, seu desaparecimento e sua restauração pelo Concílio Vaticano II.

Dom Paulo abordou ainda o tema da espiritualidade do diácono permanente, vida familiar, profissional e comunitária, tendo como fundamento as Sagradas Escrituras e nos documentos eclesiais.

O arcebispo de Uberaba refletiu com os participantes do retiro e do inter-regional temas como: lado institucional do ministério diaconal, afinal, todo ministro ordenado, pelo código de direito canônico, precisa fazer o seu retiro anual; 2 – o retiro inter-regional cujo objetivo é criar relacionamentos entre os membros do diaconato, bem como produz conhecimento, uma vez que há formações, além das trocas de experiências; a espiritualidade do diácono permanente que deve se fundamentar na Palavra de Deus, na Eucaristia, e no serviço. Por esta razão, dom Paulo Peixoto insistiu na tese de que o diácono deve contemplar uma dimensão além-fronteiras, não ficando restrito aos sacramentos, mas assumindo aquilo que lhe e próprio, especialmente na ação social em favor dos pobres. A figura da esposa, uma vez que ela enriquece a espiritualidade e o ministério do diácono. Abordou o pensamento do papa Francisco a partir de algumas palavras-chaves: verdade, bondade, beleza, ternura e misericórdia (iniciou o retiro com estas palavras-chaves).

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A partir da Exortação Apóstólica pós-sinodal, Evangelii Gaudium, Dom Paulo Mendes apresentou duas frases sintomáticas do ministério petrino de Francisco que diz: que não querer cristãos com cara de funeral nem cristão sem páscoa. Dom Paulo abordou ainda a identidade do diácono: “o diácono não está na comunidade para fazer o serviço do leigo, afinal, há uma ordem. Nisso, é preciso que o diácono encontre e se identifique com o seu SER diácono, afinal ele é referência na comunidade”, afirmou.

Para a questão: “por que o diácono não pode celebrar a missa nem atender confissões?”, o arcebispo afirmou: “Jesus instituiu o sacerdócio através dos apóstolos que são os bispos. Os apóstolos, por sua vez, instituíram os presbíteros. Assim, entre o presbítero e o epíscopo há uma ligação direta com o Cristo, ao que eles podem afirmar na presidência da eucaristia: ‘isto é o meu corpo, isto é o meu sangue’. O diácono, por sua vez, foi instituído pelo apóstolo e pela comunidade. Por esta razão, não dispõe de uma instituição direta do Cristo”.

Por fim, reiterou: “diácono deve conjugar as grandes riquezas da sua vida, buscando sempre mais a harmonia entre elas: família, diaconato e trabalho. Na visão do bispo, o objetivo primeiro da vida do diácono deve ser sua família. Depois, seu trabalho, do qual retira o seu sustento e, só por último, o diaconato. A inversão nessa ordem, argumentou, pode colocar em xeque a identidade, a espiritualidade e a missão do diácono permanente”.

Para o Coordenador da Comissão Diocesana de Diáconos Permanentes, Diácono Osmar dos Reis Peres, Diácono Osmar dos Reis Peres, Coordenador da Comissão Diocesana de Diáconos Permanentes: “Foi sugerido que este ano, o nosso inter-regional ocorresse aqui em nossa diocese. Como temos anualmente o nosso retiro canônico, aproveitamos a ocasião para celebrar também o inter-regional. Esses encontros nos dão a oportunidade de nos conhecermos mais, bem como as nossas realidades diocesanas. É também um momento oportuno de congraçamento entre todos, inclusive porque contamos com a participação de nossas esposas, uma valorização singular junto ao nosso diaconato”.

Segundo o Secretário da Comissão Diocesana dos Diáconos Permanentes, Diácono Antônio Eustáquio Marciano, o retiro foi uma “oportunidade para se refletir sobre o contexto histórico atual, a necessidade de a vida do diácono manifestar o primado da vida espiritual de Cristo com plena consciência, pois, Cristo é diácono por natureza”, afirmou. Salientou ainda que foram dias oportunos para se tomar consciência do que é ser ministro da Palavra, da Caridade e da Liturgia, com autenticidade. “Vivendo a dupla sacramentalidade: matrimônio e o primeiro grau da ordem”. Questionado acerca de como compreende a função do diácono na Igreja, Marciano afirmou: “o diácono tem que ser homem de fé adulta e madura, para vencer os desafios do ministério a que foi chamado”

O encontro Inter-regional que, por sua vez, teve como objetivo a integração e comunhão entre os participantes, contou com palestras proferidas por um Diácono do Rio de Janeiro e um Diácono de São Paulo, apresentando as realidades de suas respectivas dioceses. “foram três dias de encontro, momentos de grande interação, que contribuíram para a formação de todos”, finalizou o secretário.

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O retiro encerrou-se na tarde de domingo (22) com missa presidida por Dom Paulo Francisco Machado, bispo da Diocese de Uberlândia.

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