Diocese de Uberlândia Em Destaque

Diocese abre solenemente Ano Santo da Misericórdia

Ocorreu na noite de ontem (14), na Igreja mãe da Diocese de Uberlândia, na Catedral Santa Teresinha do Menino Jesus e da sagrada Face, a abertura da Porta da Santa da Misericórdia, Solenidade que deu início ao Ano Santo Extraordinário da Misericórdia na Diocese.

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O Rito Litúrgico contou com momentos importantes que fizeram a celebração, presidida pelo bispo diocesano Dom Paulo Francisco e co-presidida por vários padres do clero diocesano, ainda mais significativa. O primeiro deles, sem dúvida, foi a abertura da Porta Santa realizada por Dom Paulo, que se deu através de uma breve exortação, de uma oração e da leitura de um trecho do Evangelho de Lucas.

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Em seguida, o bispo diocesano abriu a Porta Santa e entrou por ela portando em suas mãos o Evangeliário. Logo depois, foi a vez de todo o corpo celebrativo passar pela Porta se dirigindo até o altar da Catedral. Em seguida, fez-se a memória do batismo, através da benção da água da pia batismal, com aspersão para a assembleia.

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Eu sua homilia, Dom Paulo destacou que o próprio Cristo é a Porta que nos dá esperança e manifesta a misericórdia de Deus. Depois se referindo ao Evangelho – parábola do Filho Pródigo – chamou a atenção para os três personagens presentes: o filho mais velho, o filho mais novo e pai. Segundo o Bispo, o filho mais velho não deve jamais ser imitado – aquele que não reconhece suas faltas e não perdoa; o segundo personagem, o filho mais novo, deve nos inspirar a confiança no Pai – aquele que peca, mas retorna ao encontro Pai com confiança; e, o terceiro, o pai, a quem devemos imitar – acolhendo com misericórdia. Por último, o Bispo Diocesano, se voltando para o clero leu uma carta redigida para estes, sobre o Jubileu extraordinário da Misericórdia, iniciado aos oito de dezembro deste ano. A íntegra da homilia encontra-se abaixo.

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“Caríssimo irmão no episcopado, Dom Valter. Caros filhos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, e amigos […] E a primeira imagem que vem à minha mente é aquela porta de que Jesus Cristo nos falou, que é Ele mesmo. ‘Eu sou a porta’. Essa sim é a Porta que é esperança para todos nós, porque é manifestação suprema da misericórdia de Deus. É a manifestação de que Deus não se deixa vencer pelo mau, antes vence o mau com o bem. E até mesmo aquela que é aclamada pelo povo de Deus como Ianuam Caeli (Porta do Céu), também ela passou por essa porta, porque não seria santa se não passasse por essa Porta que foi aberta para todos nós no dia sagrado de nosso batismo. E a passagem que ouvimos a pouco no Evangelho traz para nós três personagens. Um personagem que não deve ser imitado de forma alguma: o filho mais velho – esse não pode ser imitado. Livra-nos Deus de seguir os passos desse irmão que é incapaz de perdoar, desse irmão que não tem compaixão, desse irmão que sequer tem consciência de suas faltas, de seus pecados. O filho mais novo traz para nós esperança, porque ele é pecador. Ele se afasta da casa do pai como nós também muitas vezes nos afastamos da casa do Pai. Mas ele retoma o caminho para casa pedindo perdão. E se nós pedimos perdão do fundo de nosso coração Deus nos perdoa. É bem verdade que precisamos depois buscar como que a confirmação desse perdão através do sacramento da reconciliação. Mas desses três personagens o principal é o pai. Não podemos imitar nem devemos imitar o filho mais velho. Devemos ter a confiança do filho mais novo e imitar o pai – o pai que perdoa. É neste sentido maior que Jesus Cristo nos conta esta parábola. E o Ano Santo da Misericórdia, esse ano extraordinário, este Jubileu extraordinário, ele tem como lema: ‘Sede misericordiosos como o Pai’. Assim como o pai agiu com o filho mais novo, assim como o pai foi ao encontro dialogar e chamar na casa para a festa o seu filho mais velho, assim também somos chamados uma vez que somos feitos Cristo, filhos de Deus chamados a imitar o pai. Sede misericordiosos como o Pai celeste.

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Após se dirigir ao povo, Dom Paulo pediu licença para ler aos presbíteros e diáconos presentes uma carta pastoral destinada a eles. O preâmbulo da carta dizia: “A nós ‘ministros da reconciliação’ cabe não impor limites à misericórdia divina, pois seus braços tem o tamanho do seu amor, se estendem a todos os arrependidos de suas faltas. Deus quer-nos promotores de uma comunidade reconciliada com Ele e com os irmãos e, assim saborear a paz, a concórdia, a beleza da vida em Cristo”, numa clara referência ao Sacramento da Reconciliação – Confissão -.

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A liturgia seguiu seu curso normal e ao final da celebração, Pe. Claudemar Silva, assessor de comunicação da Diocese de Uberlândia e Diretor do Centro de Comunicação Diocesano (CCD), leu o Decreto de Abertura do Ano Santo da Misericórdia, que pode ser conferido no menu “Atos do Bispo”.

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