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Dom Paulo Francisco Machado: há uma década "para Cristo e para a Igreja"

Há 10 anos, Dom Paulo Francisco Machado era ordenado epíscopo para o serviço ao povo de Deus. Por quatro anos, foi bispo auxiliar da arquidiocese de Juiz de Fora – MG.

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E, no dia 22 de Fevereiro de 2008, no Ginásio do Sabiazinho, em Missa Solene presidida pelo então arcebispo da Arquidiocese de Uberaba, sede provincial, Dom Roque Opperman (in memoriam), com a participação expressiva de mais de oito mil fiéis, entre eles ordenados e leigos, Dom Paulo Francisco tomava posse canônica como bispo titular da Igreja Particular de Uberlândia.

A Teologia do Sacramento da Ordem diz que o bispo é o primeiro servidor de uma circunscrição eclesiástica – Diocese. Ele tem a plenitude do Sacramento: diácono, presbítero e bispo. E, por esta razão, é o dispensador de todos os dons aos fiéis leigos e ordenados. Cabe a ele conferir a Confirmação, a Ordem, e delegar presbíteros para as Paróquias a fim de que estes presidam a Eucaristia em comunhão com ele.

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Segundo Santo Inácio de Antioquia (séc. II d.C), bispo do período patrístico (séc. II ao VIII): “onde está o bispo, aí está a Igreja”.

Isso se deve ao fato de que, no múnus episcopal, condensa-se toda a Sacramentalidade e a Dinamicidade da vida eclesial, fundada sobre os Apóstolos e, nestes, sobre o primado de Pedro, primeiro dentre os discípulos do Senhor: “Pedro, tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,16). O amor a Jesus e aos irmãos foi condição para que o Cristo confiasse a Pedro e aos seus sucessores o cuidado da Sua Igreja, isto é, a reunião dos homens e mulheres que colaboram para a construção do Reinado de Deus no mundo.

Por esta razão, o bispo é quem, na Diocese, confirma na fé e preside na caridade os fiéis ordenados e os fiéis leigos a ele confiados. É o primeiro irmão dentre os demais irmãos na fé, pois, “contigo sou cristão e para vós sou bispo. A primeira é a minha dignidade e a segunda, a minha responsabilidade” (Santo Agostinho), e na fidelidade à vocação assumida, anuncia a Palavra a tempo e contratempo, e denuncia as injustiças e as contradições do tempo presente.

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Sobre o bispo recai a gravíssima responsabilidade de cuidar das “ovelhas”, conduzindo-as ao verdadeiro e único aprisco de cujo rebanho é Cristo o Supremo Pastor. Por sua configuração a Ele, Sumo e Eterno Sacerdote, o bispo e, com ele, os presbíteros que participam de seu ministério, na colegialidade presbiteral, agem in persona Christi e in persona Ecclesiam (na pessoa do Cristo e na pessoa da Igreja).

É da competência do bispo diocesano o Governo da Diocese, a manutenção dos Sacramentos e a Pregação do Evangelho a todos.

Os fiéis leigos, por esta razão, reconhecendo na pessoa e no ministério do bispo diocesano e de seus colaboradores mais próximos – com os presbíteros, são ‘Cristo Cabeça’; com os diáconos, ‘Cristo Servo’ –, se colocam solícitos na obediência, na caridade e na fraternidade cristã, a fim de que seja tudo “em Cristo, por Cristo e com Cristo”, como reza a doxologia eucarística.

Em resposta à solicitação do ELODAFE, Dom Paulo afirmou-nos que viajou nesta manhã (25) para sua cidade natal, Magé-RJ, a fim de presidir celebração eucarística “onde tudo começou”. Ele e sua família, além de alguns amigos mais próximos, irão celebrar no distrito de Andorinhas-RJ, numa capela onde resistem ao tempo “o sacrário e a pia batismal em que fui batizado”, afirmou.

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“No dia de meu batismo minha madrinha, ainda viva, rezou para que eu fosse padre. Mas o que mais me alegra é ser cristão e tudo começou nas águas matriciais jorradas desta pia batismal. Por isso, tem um grande sentido esta minha peregrinação ao local onde começou o mais fascinante drama de amor de Deus para esta pobre criatura dele, que sou eu”.  Dom Paulo Francisco via WhatsApp, direto da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Andorinhas-RJ.

Santo Inácio de Antioquia, enquanto era levado a Roma pelos seus algozes para ser martirizado no Coliseu, onde seria jogado aos leões, afirmava: “quero ser trigo triturado e moído para me tornar no pão místico de Cristo”.

Sabedores que somos do “martírio branco” que muitos religiosos vivem diariamente em seus ministérios, nós, do CCD – Centro de Comunicação Diocesano – cumprimentamos Dom Paulo Francisco Machado pelos seus 10 anos de vida episcopal, enquanto elevamos a Deus preces pela dom da vida e pelo múnus de nosso pastor. Afinal, um ministro ordenado não vive mais para si, exclusivamente, mas, atento aos sinais dos tempos, busca cumprir com diligência a tarefa de cuidar da “noiva” enquanto o “Noivo” não vem, a fim de apresentá-la sem rugas nem manchas.

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  • “26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (Mt 20,26-28)
    Parabéns Dom Paulo.

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