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Dom Paulo se encontra em curso de comunicação no Recife (PE)

Um mergulho nas teorias da comunicação e mudanças socioculturais provocadas pelas tecnologias digitais. Assim, teve início o segundo dia do Curso de Comunicação para bispos da Igreja no Brasil. Os painéis temáticos da manhã dessa terça-feira, 5, foram apresentados pelo professor doutor padre Pedro Gilberto Gomes e pelo professor e doutorando em Ciências da Comunicação, Moisés Sbardelotto.

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Durante o painel “Teorias da Comunicação: possibilidades e limites”, padre Pedro Gilberto lembrou a inquietação e interesse da Igreja pelo assunto: “A Igreja foi quem mais escreveu e se preocupou com a comunicação através da elaboração de documentos importantes e avançados.” Gomes destacou ainda a realização em 1989 da Campanha da Fraternidade (CF) que teve como lema “Comunicação para a verdade e a paz”. Além da Carta Apostólica por ocasião da CF e da existência de cartas pastorais dos bispos sobre a imprensa.

De acordo com o palestrante, os estudos das Teorias da Comunicação oscilam entre dois pólos: a realidade da comunicação humana e a análise dos meios de comunicação. Padre Pedro fez um passeio pelas Escolas e seus teóricos refletindo sobre as teorias Funcionalista, Crítica e das Mediações. “Nós estamos vivendo hoje um momento tão importante quanto à invenção da escrita. Mudou tudo. Não há como voltar atrás e essa mudança está apenas começando. Isto significa um salto qualitativo”, afirmou.

O segundo painel teve como tema “Comunicação e mudanças socioculturais provocadas pelas tecnologias digitais”. Sbardelotto apresentou o tema a partir dos estudos do educador e filósofo pernambucano Paulo Freire. O professor ressaltou que a mera transmissão de informação não pode ser considerada comunicação. “Tudo isso é extensão. Estender algo a alguém. Isso acaba coisificando tanto o algo quanto o alguém. A coisificação gera alienação. Eu me torno mediador de algo que está coisificado. Pego algo que está na minha cabeça e imponho ao outro. Eu alieno o outro.” E acrescentou: “Dessa forma, nós não estamos fazendo evangelização, mas colocando aquilo o que cremos. A comunicação é a ação de tornar comum.”

Moisés Sbardelotto explicou que a comunicação é processo de construção de sentidos em oferta e em recepção. “A comunicação é diálogo e discurso. Eles não podem viver separados, mas têm que estar em tensão criativa. A comunicação é uma dinâmica ‘alterizante’. Isso também afeta nosso processo pastoral. É preciso reconhecer o outro também como agente, pois a comunicação não se faz sobre o e nem para o outro, mas com o outro”, concluiu.

Práticas laboratoriais – Para o período da tarde, foi reservada a parte prática do curso. Os bispos se dividirão em três grupos: Internet e mídias digitais, Media Training e Rádio. Os laboratórios serão ministrados pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação padre Clóvis Andrade, professor e doutor Elson Faxina e pelo jornalista e membro da Comunidade Canção Nova, Ronaldo da Silva.

Da Assessoria de Comunicação AOR

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