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Eis o Tempo de Conversão, por Pe. Douglas Nunes

ARTIGO

Eis o Tempo de Conversão
Pe. Douglas Nunes
Chanceler do Bispado
Vigário na Paróquia São Judas Tadeu, Uberlândia

Adentramos ao Sagrado Tempo da Quaresma, tempo de graça para vivermos a Reconciliação, rompida pelo pecado, e nos prepararmos para celebrar o Mistério Pascal do Senhor.

Com a imposição das cinzas, sinal de autentica atitude de penitencia e humildade, começa oficial e solenemente o Tempo de Conversão, tempo de olharmos para nosso jeito de ser e agir e através de um profundo Exame de Consciência, confrontando nossa vida com a Palavra de Deus, reconhecer e arrepender de nossos pecados, e buscarmos voltar a trilhar o Caminho do Senhor, que nos leva à Pascoa Plena, à Verdadeira Alegria, a Vida Eterna.

Para bem vivermos este Sagrado Tempo na Liturgia e na Vida, a Igreja nos apresenta instrumentos, subsídios e práticas que nos auxiliam neste processo de Conversão.

É importante entendermos que Reconciliação é voltar a um estado original, o estado que todo ser humano foi sonhado e criado pelo Eterno Pai, um estado de graça, de plena harmonia com o Criador, com o Próximo, consigo mesmo e com toda a Criação, e que essa perfeita harmonia foi rompida pelo pecado, assim, um verdadeiro Exame de Consciência, deve avaliar minhas atitudes nos quatro âmbitos de relação.

Para sanar, ou reestabelecer estas relações, o próprio Cristo Jesus, nos apresenta práticas penitenciais que somos chamados a experimentar neste tempo quaresmal.

A Oração, não simplesmente recitar as fórmulas tão comuns em nosso cotidiano, mas uma oração de intimidade, de verdadeira contrição diante de Deus, apresentando um coração humilde que busca a união com seu Criador, abertos a ouvir a Voz de Deus, especialmente na Leitura Orante da Sagrada Escritura.

A Esmola, que não se reduz à oferta de dinheiro, alimentos, roupas e outros objetos, mas também que esta oferta exterior, simboliza e significa uma doação interior, um tirar algo de nós, para ofertar aos mais necessitados, como gesto de compaixão e ternura com os excluídos e marginalizados.

O Jejum, que também vai muito além de abstenção de alimentos, mas é atitude de alto controle, mostrando que sou capaz, com a graça de Deus, de vencer a batalha interior de não me deixar seduzir pelos instintos, ou pelas tentações dos vícios, mas que posso e devo orientar minha vida para as Virtudes e a Vontade de Deus.

Além destas práticas penitenciais, a Igreja que está no Brasil, nos propõe, como forma de Reconciliação com toda a Criação, a reflexão, a vivência e a celebração da Campanha da Fraternidade, como uma atitude socioambiental, promovendo o cuidado com a Casa Comum e o Bem de todos e todas. Este ano, como acontece a cada cinco anos desde 2000, vivemos uma Campanha da Fraternidade Ecumênica, que é um grande instrumento para lermos a realidade social, especialmente do Brasil, confrontá-la com a Palavra de Deus, e sermos agentes transformadores imitando os gestos de “Cristo nossa Paz, que fez daquilo que era dividido, unidade”, buscando sentar à Mesa da Comunhão, vivendo a grande Fraternidade Universal/Ecumênica.

Assim, este Sagrado Tempo da Quaresma, seja um verdadeiro e autêntico Retiro Espiritual, e tendo um Projeto de Vida, com práticas penitenciais de Reconciliação, possamos caminhar para a Páscoa deste Ano da Graça do Senhor de 2021.

*O artigo apresentado é de responsabilidade do autor.

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