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Finados: horários de missas nos cemitérios da cidade

Sábado (02), é celebrado o dia litúrgico dos fiéis defuntos. Por este motivo, a comunidade católica se reúne em oração pelo sufrágio dos seus entes queridos que partiram para a “casa do Pai”, visto que lá, o Senhor Jesus garantiu àqueles que nele crerem: “na casa do meu pai há muitas moradas; pois eu vou preparar-vos um lugar” (Jo 14,2.

FINADOS01.11.12

Em solidariedade às muitas famílias e pessoas enlutadas e que convivem ainda com a saudade, a Igreja Católica se une em oração pelos fiéis defuntos. Em Uberlândia, ao longo do dia, nos cemitérios da cidade, Bom Pastor – Planalto – E São Pedro – Martins -, haverá celebrações eucarísticas

[box type=”info”]Confira abaixo os horários das celebrações[/box]

Assim como se reza no Credo, a fé cristã professa a “comunhão dos santos”, isto é, de toda a Igreja – peregrina, padecente e gloriosa –, sendo que esta última já contempla a face do seu “Esposo”. Daí que a ressurreição dos mortos é a vida nova em Deus, testemunhada por Jesus Cristo quando foi arrancado do poder da morte pelas mãos salvíficas de seu Pai que é também o nosso. Por isso, a morte já não tem mais a palavra final e não se mantém inquestionável. A última palavra é da vida e da vida plena em Deus, onde a morte já não existe mais.

De fato, a morte é o outro lado da vida, por assim dizer, como a outra face da mesma moeda. Ou ainda como o poeta Fernando Pessoa gostava de dizer: “a morte é como uma curva ao longo do caminho; a gente só deixa de ser visto”. Diante da morte, permanece a certeza de que a vida, dom de Deus, vale em si e por si mesma. Daí é possível compreendermos aquela inexatidão em garantir se uma vida vale pela quantidade de anos vividos ou não, pois, “não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”, poetizava a goiana Cora Coralina.

Por fim, para o cristão, diante da morte, não impera a dor nem a tristeza nem a revolta, tampouco o desespero, pois, “ninguém de nós vive e ninguém de nós morre para si mesmo, porque se vivemos é para o Senhor que vivemos, e se morremos é para o Senhor que morremos. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14,7-8).

Curiosidades

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Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos

O Dia de Todos os Santos (01 de Novembro) celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração. [/box]

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Cemitério Bom Pastor – Avenida: Gameleiras s/nº – Bairro: Planalto

Missas: 08 hs; 09h30; 16h

Cemitério São Pedro – Avenida: Paes Lemes, 855 – Bairro: Martins

Missas: 08h; 10h; 14h; 16h.

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