Diocese de Uberlândia Em Destaque

Início do Ministério de Pe. Marcello e Frei Luiz – Paróquia Santa Mônica – Uberlândia/MG

10479351_784757358211758_6650049131418174407_oPadre Marcello Sebastiano Augello, que esteve à frente do Santuário Nossa Senhora Aparecida por quinze anos, assumiu nesta sexta-feira (11) a Paróquia Santa Mônica, situada no bairro Santa Mônica, em Uberlândia. A celebração ocorreu um dia após o seu antecessor nesta paróquia, Padre William, ser incardinado à Paróquia Nossa Senhora da Abadia, em Tupaciguara. Além do Pe Marcello, assume as atividades pastorais da Paróquia Santa Mônica, enquanto vigário, o Frei Luiz Carlos.

Esta transferência é a última deste mês, sendo que em setembro ocorrerão outras duas completando a segunda série de transferências de padres nas paróquias da Diocese de Uberlândia, este ano. Além dos fiéis da Paróquia Santa Mônica, também estiveram presentes os paroquianos do Santuário Nossa Senhora Aparecida e da Paróquia São Sebastião, assim como, demais fiéis leigos e leigas de outras paróquias da Diocese. Também os Frades Franciscanos se fizeram presentes à Missa de Posse Canônica, e ainda as irmãs Ursulinas de São Carlos, da cidade Indianópolis.

10495050_784718764882284_8067134305951457761_oPresidiu a celebração o Bispo Diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, auxiliado pelos padres Robson, Julio, Olimar Rodrigues, Itamar, Valdemes, Julio Cesar, Frei Ezimar, Romeu, além dos diáconos Everaldo, Luiz Donizete, José Wilson, João Isaías, Ubirajara, Jackson, Samuel, Antônio, Osmar, dentre outros. Entoando o canto “Sou cidadão do infinito” a comunidade dos fiéis presentes recebeu o Bispo Diocesano, padres e diáconos.

Dando início à Santa Missa o Bispo, Dom Paulo, dirigiu-se brevemente à comunidade e aproveitou para agradecer o serviço prestado por Pe William na paróquia. “Eu creio que certamente muitos ficam incomodados diante desta mudança, mas eu quero crer que a Igreja vive muitas vezes nesta situação de uma certa inconstância. Mas o importante é que mesmo nas tempestades, sejam elas quais forem, ali no fundo da barca está Nosso Senhor Jesus Cristo. Então aproveito […] para agradecer o serviço prestado pelo Pe William, e ao mesmo tempo vamos apresentar o novo pároco e futuro vigário”, ressaltou Dom Paulo.

Logo após a saudação inicial Pe Itamar realizou a leitura da Provisão, conforme o Código de Direito Canônico, emitida por Dom Paulo Francisco Machado, Bispo Diocesano, sob chancela do Pe Genésio Donatti, Chanceler do Bispado. A provisão versa sobre as obrigações do pároco à frente da comunidade particular que lhe é confiada pela Igreja.

10496229_784718941548933_6827428614084322656_oNa sequência da leitura da Provisão Dom Paulo apresentou os novos sacerdotes que se colocam a serviço da Paróquia Santa Mônica. “Eu creio que o Pe Marcello que é o nosso vigário-geral […] ele é um padre que já correu por todas as paróquias durante quase um ano, em que ele foi administrador diocesano. Agora, o pessoal da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida já o conhecem, mas os daqui talvez não conheçam, está aqui o Frei Luiz Carlos, que assume a paróquia como vigário auxiliando o Pe Marcello”, disse o Bispo ao apresentar os presbíteros à comunidade, que os acolheu sob aplausos.

Em sua homilia, Dom Paulo destacou o Bom Pastor: aquele conduz o rebanho, do qual as ovelhas conhecem a voz. Enfatizou que o Cristo é o Bom Pastor por excelência, e que por meio da voz do sacerdote é Ele quem nos conduz. Abaixo trechos da homilia.

Homilia – “Na passagem de hoje muitas pessoas podem pensar isto não existe. Na verdade a Igreja de Cristo sempre sofrerá perseguições. Nós ficamos, assim, admirados com o heroísmo dos primeiros cristãos. Quando lemos as cartas dos mártires é impressionante a coragem que aquelas pessoas tiveram por causa da fé em Jesus Cristo. Mas eu ainda posso dizer que nós ainda vivemos nos tempos primitivos da Igreja, pois, ainda hoje, o número de mártires é incontável. Pessoas que deram a vida por amor a Cristo, e por amor a Cristo, então, eles passaram por muitas dificuldades, por muitos sofrimentos, por muitas dores. Então esse Evangelho de hoje chama a nossa atenção. Existe a perseguição e o martírio, mas nós seremos vencedores, porque somos seguidores de um Deus ensanguentado. Mas, vitorioso! É esse o Evangelho que anunciamos, é esse o Evangelho que os nossos padres anunciam: a vitória de Cristo sobre a morte. Isto sim é Boa Nova. Mas eu queria falar um pouquinho sobre o pastor, foi o próprio Pe Marcello que nasceu lá na Sicília. E a Sicília, eu não sei ainda hoje, mas eu me lembro que quando eu era estudante geografia, diziam que na Sicília havia um rebanho muito grande de ovelhas. E foi ele quem me disse, me contou que os pastores estão lá cada um com seu rebanho. E eles se encontram, pois eles são como os mineiros, gostam de parar pra ‘pitar’, bater um papo (brincou). E ali eles se juntam e começam a conversar. Quando termina a conversa, então, cada um vai numa direção e cada um se põe a chamar as suas ovelhas; e as ovelhas conhecem a voz do pastor. Então as ovelhas de Cristo conhecem a voz do Pastor que é Cristo. O Pe Marcello, o Frei Luiz Carlos emprestam toda a sua vida e emprestam sua voz, inteligência, sensibilidade para que Cristo pastoreie este rebanho. E causou a nós muita impressão quando o nosso atual Papa dizia que o pastor tem que ter o cheiro das ovelhas. Porque? Porque ele carrega as ovelhas feridas nos ombros. Então o pastor tem o cheiro das ovelhas, ele vai como que assimilando aos poucos a nossa vida, a vida das ovelhas, a vida dos fiéis. Ele está inserido plenamente na vida dos fiéis. Eu tenho certeza que os nossos padres se inserem nas vidas dos fiéis. E vão adquirindo sim o cheiro das ovelhas. Mas o pastor por excelência é Jesus Cristo. Então o pastor é, vigário de Cristo, ele vai também, pouco a pouco transmitindo às ovelhas o bom odor de Jesus, o perfume de Jesus Cristo. Que é o odor da santidade, o odor da justiça, o odor da verdade. Tudo isso cheira muito bem, é um odor maravilhoso. E o Cristo através do padre seu pastor substituto ele vai incutindo esta vida nova em Cristo. E transmitindo este odor de vida nova, de vida cristã, de vida santa. Então é esta a tarefa de todo padre, é esta tarefa que o Pe Marcello e o Frei Luiz Carlos vão cumprir nesta nossa paróquia” – Dom Paulo.

Em seguida Pe Marcello renovou seus votos de serviço à Igreja enquanto presbítero e realizou sua profissão de fé diante do Bispo e de toda a comunidade presente. Também proferiu os votos de obediência à Igreja na condição de pároco – agora incardinado à Paróquia Santa Mônica. Dando sequência aos ritos da incardinação o Bispo, Dom Paulo, realizou a entrega da Pia Batismal e do Tabernáculo ao Pe Marcello. Após a entrega dos objetos que compõem os pastoreio do pároco à frente da comunidade dos fiéis, deu-se continuidade aos ridos ordinários da Santa Missa.

10504940_784757124878448_3464732337790111769_oDom Paulo proferiu algumas breves palavras antes de se retirar da celebração em função de um mal estar. Advertindo que “quando o Bispo está presente a uma celebração mesmo que ele não celebre toda a Eucaristia , a liturgia da palavra é do Bispo. É o Bispo quem deve rezar toda essa liturgia da palavra. […] Então, deixo esta paróquia aos cuidados destes dois padres, que eles cuidem da paróquia como o Bom Pastor. Que o Bom Pastor que um dia nos receberá e nos terá sempre naquele cuidado, como tem muito cuidado com a pupila dos olhos. Eles estão na pupila do Pastor. E mais ainda eles estão na pupila de Nossa Senhora Aparecida. Eles vêm para celebram tendo à sua frente, não só o Cristo, mas também Nossa Senhora Aparecida. Porque a Mãe de Deus nunca desprezou um de seus filhos”, enfatizou o Bispo Diocesano.

Padre Marcello foi quem deu continuidade á celebração eucarística. Antes da benção final Pe Marcello se dirigiu à comunidade destacando, assim como Dom Paulo, a figura do Bom Pastor e pontoando algumas questões pertinentes à paróquia. Abaixo pode-se ler as palavras proferidas pelo novo pároco da Paróquia Santa Mônica ao final da celebração.

“Não é discurso que não sei fazer discurso, eu quero agradecer. Nós sabemos que todos nós formamos a mesma Igreja de Cristo, o único rebanho que ele tem. E Ele escolhe entre as comunidades, homens que tenham esta vontade firme de segui-lo. […] E aos sacerdotes a que Ele diz: ‘vem e segue-me’. Nós sacerdotes seguimos este chamado de Cristo, esta vocação. E o Cristo nos colocou à frente da sua Igreja não para irmos atrás deste ou daquele rebanho, mas guiados pela fé, pela palavra e pela eucaristia, pela misericórdia e pela ternura, aqueles que Deus nos confiou. E uma das coisas que Deus nos pede antes de confiar-nos o trabalho no rebanho é se nós o amamos. Um dos trechos lindos que eu acho do Evangelho é quando Jesus diz a Pedro: ‘Pedro, tu me amas’? E Pedro diz: ‘Senhor, tu sabes que de amo’. É como se Jesus dissesse: ‘Eu preciso ter certeza que você me ama para poder confiar a você o meu rebanho. Porque se você não tem amor a mim, como você cuidar do rebanho que me pertence’? Por isso eu digo: o primeiro ouvido e o primeiro amor, deve ser o amor profundo a Cristo. E amando o Cristo profundamente nós saberemos amar o povo. E assim mesmo o povo à medida que ama a Deus e o procura, ele precisa viver na comunhão, viver na paz. Então, nós não vamos nos entristecer, a Igreja é a mesma, a responsabilidade de levar a Igreja a diante não é só minha, só dos pastores, mas de cada um de nós. O Bom Pastor é igual aquele que segura uma bandeirinha no meio de um ‘mundo de gente’, para que eles não se percam. Possam seguir e caminhar atrás dele. Ele e aquele que conduz seu rebanho não para tirá-lo dos perigos, das dificuldades, dos problemas, ou para ser um desalento. Mas aquele que é sinal. Tanto ele precisa ajudar o povo, como o povo precisa amar os seus sacerdotes. Então hoje eu me alegro por esta responsabilidade que vai se prolongando já, ao longo dos anos, quarenta anos de sacerdócio, são quarenta anos de uma caminhada longa. Portanto, de tantos que formando a Igreja, hoje continuam amando a Deus. […] Então esta comunidade entra agora no meu caminho, mas o coração, como foi criado por Deus, tem espaço para todos. Não porque a gente vai amar de modo especial, esquece dos outros. É igual mãe quando tem dois filhos. Quando vem o primeiro filho parece que é a única coisa do mundo, depois o outro; e aí ama o primeiro e ama o segundo, depois vem o terceiro, o quarto, o quinto, se agente perguntar qual deles que ama mais, ela diz: ‘a todos’. Então me considero como essa mãe que ama todos, todos os filhos, com quem eu trabalhei, em amei e que fazem parte, completam a minha vida. Aos meus colegas sacerdotes, eu sempre digo: mesmo que de vez em quando nós passamos ter as nossas dificuldades, porque também somos humanos, eu os amo de paixão. Pode ter certeza. São a minha família, fazem parte do mesmo sacerdócio […] e peço também que estejam disponíveis a mim quando eu precisar. Quero mais agradecer a Deus pelo Pe William, que a dez anos, quase onze anos assumiu esta comunidade, uma comunidade sempre cheia de esperança, cheia de alegria, uma comunidade que está sempre pronta para servir e para amar. Continuem tendo carinho do mesmo jeito. William não os abandonou, mas nós precisamos caminhar. Hoje eu prometi obediência ao Cristo […] é Ele que decide, Ele que nos conduz […]. Então, que Nossa Senhora abençoe William. Ele é um devoto de Nossa Senhora Aparecida, Santa Mônica continue rezando sempre por ele, pela conversão de todos nós. E ao Pe Luiz que vem assumir, nós vamos ter um trabalho bem mais extensivo agora, por sermos dois, temos mais facilidade. Então nós continuamos aqui, como é de costume, todo dia doze a missa de Nossa Senhora Aparecida. Então, nós vamos celebrar amanhã dia doze, às quinze horas a missa a nossa Senhora. […] uma coisa eu posso dizer e que nós vamos ter de terça em diante missa à noite todos os dias – ao dar a notícia, a comunidade prontamente o saudou com uma salva de palmas –, menos na segunda-feira. Quando nós formos à comunidades Santo Agostinho e Nossa Senhora do Perpetuo Socorro também vou querer ver quais os melhores horários […] para poder celebrar também toda semana ao menos uma, ou duas vezes nesta comunidade. […] Então, nas segundas-feiras não haverá mais celebração, o único dia em que os padres terão descanso, então vocês sejam compreensivos […]”.

10506570_784757438211750_1967465671588357683_oAo final, após a fala de Pe Marcello, os fiéis também dirigiram aos novos presbíteros suas palavras em agradecimento por seus serviços à Igreja no Santuário (Pe Marcello) e na Paróquia São Sebastião (Frei Luiz Carlos), bem como, de boas vindas à nova paróquia que agora os acolhe. Abaixo alguns trechos das palavras dos fiéis.

“Frei Luiz Carlos, durante este curto tempo que esteve em nosso convívio, mas o suficiente para aprendermos a amá-lo e termos pra sempre em nossos corações. Podemos afirmar com toda certeza que Deus coloca anjos em nossas vidas e o senhor é um deles. Com seu jeito simples, humilde, com grande carisma espiritual. […] ensinou-nos com um jeito todo especial a participarmos da Santa Missa, a nos aproximarmos mais de Deus através da Sagrada Eucaristia. Jamais esqueceremos o seu canto após a consagração: ‘       Quem és tu Altíssimo Senhor? E quem sou eu? Quem és tu ilustríssimo Deus meu? E que sou eu?’ […] sentiremos muito sua falta, mas sabemos que sua missão continuará nesta nova comunidade. Agradecemos a Deus por ter dado a alegria de tê-lo conosco, o senhor estará sempre em nossos corações. Não estamos dizendo adeus, mas até breve. Paz e Bem”.

“Queremos agradecer a Deus por ter nos dado a grande alegria da convivência por tantos anos com o senhor. Queremos agradecer pelos quinze anos de dedicação que teve à frente do Nosso Santuário. […] homem de Deus, homem da fala fácil, mansa e humilde, da fala natural. Ouvir a sua homilia é ter a certeza e a clara compreensão dos textos litúrgicos. […] Viemos trazer o nosso grande padre” destacou um fiel da Paróquia Santuário se referindo ao Pe Marcello. “Em nome do diálogo conjugal queremos agradecer por tudo que o senhor fez por nós […] Nossos agradecimentos pela Comunidade Vida Nova”, chamou a atenção o casal do Santuário que também se pronunciou.

“Agora é a nossa vez !? Eu quero me dirigir aos reverendíssimos padres aqui presentes […] enfim, todos os que visitam esta paróquia esta noite. Queremos manifestar nossa alegria em recebê-los esta noite: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor’. Pe Marcello, nossa comunidade se sente feliz em poder acolhê-lo […] O senhor, Pe Marcello, com certeza acredita que ‘tudo pode naquele que te fortalece’. Sempre se fez digno de confiança […] mas também hoje Nosso Senhor Jesus Cristo te julgou digno de assumir esta paróquia. […] é o próprio Deus que chama […]. Aceite Padre Marcello a nossa fraterna amizade […] a amizade verdadeira dura pra sempre. E como fieis leigos engajados nesta comunidade […] nos colocamos à sua disposição. […] Frei Luiz Carlos sede também muito bem vindo em nossa paróquia. […] Que a Virgem Santíssima interceda por seu ministério, pois ela é a mãe dos sacerdotes”. Com estas palavras os fiéis da Paróquia Santa Mônica acolheram seu novo pároco e seu novo vigário, o Padre Marcello e Frei Luiz Carlos. Finalizando, a comunidade realizou uma breve acolhida sob calorosos aplausos dos fiéis presentes.

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