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José, homem que se ajustou à vontade divina

José, o pai adotivo de Jesus, é considerado pela tradição um grande homem e temente ao Senhor. Junto com Maria Santíssima, recebeu a missão de educar, cuidar e proteger o Salvador da humanidade, Jesus Cristo, nosso Senhor. Desde os primeiros momentos da vida de Jesus sua vida foi marcada por fortes emoções, por exemplo: José avisado em sonho, pelo anjo, teve que levantar-se depressa, tomar sua esposa e o Menino e fugir para o Egito, pois Herodes estava procurando o menino para matá-lo (Mt 2, 13-14). A missão de José estava apenas começando. Exigente, difícil e de responsabilidade como qualquer pai e mãe que visam educar seus filhos dentro dos princípios legais e religiosos.

Quando Maria ficou grávida (Mt 1,18), antes de morar com seu esposo, e, José não sabendo que a gravidez ocorreu por obra do Espírito Santo, decidiu abandonar Maria em segredo (Mt 1, 19), afim de que sua prometida não sofresse a punição prevista pela lei, para toda mulher que fosse pega em adultério. José provavelmente tinha projeto de vida: casar-se, edificar uma família e educar os filhos segundo os ensinamentos e a tradição judaica.

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Naquele instante que José ficou sabendo da gravidez de Maria provavelmente viu o seu projeto familiar desmoronar. Porém, naquela mesma noite, em sonho, José ouviu a voz do Senhor por meio de um anjo. O anjo lhe disse que a gravidez de Maria, era obra do Espírito Santo, e, por isso, não precisava ter medo em receber Maria por sua esposa (Mt 1,20-21). Após este momento sobrenatural, José acolheu Maria em sua casa (Mt 1,24).

Como é bonito olhar para o processo de compreensão da realidade de José. Ele num primeiro momento teve medo, repudiou a atitude de Maria temendo que ela tivesse traído sua fidelidade; posteriormente acolheu sua prometida, e, Maria lhe dedicou atenção, carinho e solicitude durante toda a sua vida.

A atitude de repudio por parte de José foi o momento que ele ajustava sua vida à vontade divina, pois ele já tinha um projeto; seus planos para construir uma nova família aos moldes humano e tradicional já estavam traçados; diante do anuncio do anjo a Maria que resultou numa gravidez inesperada, aconteceu uma mudança extraordinária em seus objetivos, levando à consideráveis alterações repentinamente. Que alteração!

Embora a Encarnação do Verbo causou uma mudança na vida de José, o seu sonho de homem de ter um lar, esposa e filho se realizou. Em seu lar o Messias, o Esperado, o Filho de Deus foi acolhido com amor, dedicação, disponibilidade e veneração. Acolher um filho que é o Esperado por muitas gerações não é um privilégio, mas sim uma graça. José sendo justo e temente a Deus não usou de sua paternidade para se tornar uma pessoa arrogante pelo simples fato de ser o pai de Jesus, pelo contrário, agiu com naturalidade e com espírito serviçal. Por isso, José é venerado pela Igreja como um homem exemplar, pois ele na sua humanidade, mediante sua fé, soube fazer a vontade de Deus conformando sua vida à proposta divina.

Nós, cristãos, para sermos verdadeiros seguidores do Cristo, devemos ajustar nossos projetos e sonhos à vontade divina para sermos fieis instrumentos em suas mãos. Ajustar à vontade divina nossas ações demonstra desapego, humildade, acolhida e disponibilidade. Essas características são os ensinamentos evangélicos que garantem a construção do Reino de Deus na humanidade.

Aproveitemos o tempo quaresmal, para ajustar nossa vida à vontade de divina, como São José, afim de que nossas ações sejam reflexos da inspiração de Deus, respondendo assim, com sinceridade e autenticidade nossa vocação batismal!

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Por, Pe. Guilherme Stort

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