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Liturgia: assembleia celebrante

A participação da assembleia na liturgia da Igreja é a meta orientadora da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. E Não há poucas menções explicitas deste propósito na Constituição Sacrossancto Concilium (SC) (cf. os números 11,14,18,19,21, 30,41,48,50,55,79,100,114,118,121,124), pois a liturgia é a primeira fonte em que os fiéis hão de beber do genuíno espírito Cristão (cf. SC 14).

Foto arquivo: missa da unidade 2014
Foto arquivo: missa da unidade 2014

Devolver a assembleia o direito da participação na ação litúrgica tem sido o caminho trilhado por liturgistas e agentes de pastorais em todo o mundo, uma vez que constitui-se uma exigência do batismo: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido’ (1 Pd. 2,9; cf. 2, 4-5).” (SC 14)

A insistência para cumprir tal objetivo tem sua razão por ser a assembleia litúrgica sinal de Cristo. A SC 7 recorda esta realidade da assembleia que ora e salmodia tendo em seu seio a presença do Senhor. De fato, a reunião da assembleia para a liturgia realiza a promessa de Jesus Cristo aos seus discípulos: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (cf. Mt 18,20).

A assembleia reunida é o principal agente da ação litúrgica da Igreja, pois está unida a Cristo pelo Espírito rendendo graças ao Pai. Ela é a assembleia celebrante! Sua reunião não é por mera convenção social. É reunião dos batizados e batizadas, organizados hierarquicamente, para participar, ou seja, tomar parte no Mistério Pascal de Jesus Cristo, para estar em profunda comunhão com sua morte e ressurreição, a fim de que conformados a Cristo, Ele possa ser Tudo em todos.

Há muitos meios para favorecer a participação plena, consciente, ativa e frutuosa da assembleia. Eles vão desde uma prévia formação responsável a uma devida preparação das celebrações comunitárias. “Para fomentar a participação ativa, promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as ações, gestos e atitudes corporais. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado” (SC 30).

Oxalá que participando da liturgia, as assembleias, bem como cada membro deste Corpo, possam um dia afirmar como o apóstolo Paulo: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (cf. Gl 2,20).

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Por, Tãnia Mayer

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