A Igreja no Brasil e no Mundo

Liturgistas participam de Congresso Latino-americano de Liturgia

Mais de cem especialistas em liturgia de diversos países da América Latina estiveram reunidos do dia 23 ao dia 27 de fevereiro em Puebla, México, para o 1º Congresso Latino-Americano de Liturgistas, organizado pelo Departamento de Missão e Espiritualidade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), com o objetivo de suscitar a reflexão em torno da evangelização das culturas e da arte litúrgica.

Participaram do Congresso bispos, presbíteros, religiosos e leigos que atuam na formação litúrgica nos seminários e casas de formação, vindos da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e México, além de países não latino-americanos, como Estados Unidos e Itália.

O encontro, que ocorreu nas instalações do Seminário Palafoxiano, teve o tema central baseado no Documento Conclusivo da V Conferência do Episcopado Latino-americano, realizada em Aparecida (SP). Além das conferências, também se realizaram cursos sobre canto e música litúrgica, a oração Eucarística, o espaço litúrgico, e os gestos, símbolos e sinais, entre outros.

As jornadas de trabalho, que iniciaram oficialmente no dia 24 de fevereiro, estiveram antecedidas por uma peregrinação à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no dia 23 de fevereiro, e foram inauguradas por dom Víctor Sánchez Espinoza, arcebispo de Puebla e presidente do Departamento de Missão e Espiritualidade do CELAM. Após apresentar o objetivo do Congresso, dom Victor desenvolveu um tema introdutório em torno do trabalho que realizou a Igreja em matéria de enculturação.

Entre as conferências, dom Felipe Arizmendi Esquivel, bispo de San Cristóbal das Cassas, Chiapas (México), aprofundou sobre os fundamentos teológicos da enculturação. Em sua intervenção, o prelado disse que “a Igreja deve enculturar-se nos povos e nas culturas”, visto que “não seríamos Igreja de Jesus, sem esta atitude permanente de assumir as culturas onde está plantada a Igreja, para levá-las a sua plenitude em Jesus Cristo”. Neste sentido, acrescentou que “toda a vida da Igreja deve procurar chegar a ser cultura de um povo, sobretudo nas celebrações litúrgicas, cume e fonte da vida cristã”.

 

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