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O Cristão na Política

 

O CRISTÃO NA POLÍTICA

 

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22, 21)

 

+ João Bosco Óliver de Faria

Arcebispo Emérito de Diamantina

 

 

 

 

PRINCÍPIOS GERAIS

 

  1. A Igreja, mensageira da fé em Jesus Cristo e construtora da esperança, que reza todos os dias no “Pai Nosso”: “Venha a nós o vosso Reino” propõe uma reflexão acerca de sua missão de aproximar o mundo, o mais possível, do ideal do Reino de Deus.

 

  1. “Pregando a verdade evangélica e iluminando todos os setores da atividade humana pela sua doutrina, inspirada no Evangelho, e pelo testemunho dos fiéis cristãos, a Igreja respeita e promove também a liberdade política e a responsabilidade dos cidadãos”.

 

  1. A pluralidade de pensamentos, opções e possibilidades de militância deve ser sempre garantida dentro da Igreja. Há princípios comuns, no entanto, para todos: a democracia, a participação, a justiça social, a dignidade da pessoa.

 

  1. A Igreja deve participar da política, mas sem fazer política partidária. A Igreja não tem partidos, sua missão é unir e não partir, dividir. Ela ilumina com a luz do evangelho os diversos partidos políticos.

 

 

AS POSTURAS FUNDAMENTAIS SÃO TRÊS:

 

Ver na política não uma ambição do poder pelo poder, nem um jogo de interesses pessoais, familiares, grupais, corporativistas, partidários ou de facção, mas uma ciência, arte, técnica e estratégica do Bem-Comum, definido por Aristóteles, séculos antes de Cristo, como “mais divino do que o bem individual”.

 

Estar seriamente comprometido com o povo e com as causas populares, principalmente dos mais pobres e carentes.

 

Fazer parceria ou aliança, não com os elementos do poder, com os eternos e costumeiros usufrutuários, mas com quem serve ao povo: de um lado, com as instâncias (universidades, igrejas, mídia, organizações de classe) capazes de colaborar eficazmente com a mais completa produção do bem comum e, de outro lado, com os movimentos, grupos e associações populares necessitadas de respaldo.

 

 

 

SEGUNDO UM ESQUEMA SINTÉTICO, AS QUALIDADES DO POLÍTICO SÃO:

 

A decência e a honestidade constituem o contrário da corrupção;

A competência, não basta ter boa vontade;

A experiência que é aprimorada no decorrer da vida política;

A coerência entre o ser humano e o homem político deve estar na mesma pessoa;

A eficiência e a habilidade devem construir metas e expor os projetos que respondam ao bem comum.

 

APLICAÇÕES CONCRETAS

 

A aplicação dos princípios deve levar em consideração as circunstâncias. Um primeiro dado a se considerar será, em cada caso, a situação do Município, do Estado ou da Nação. O contexto geral solicita uma participação política responsável e ativa dos cristãos, ao menos, por quatro motivos:

 

1º – uma situação social particularmente grave para uma parcela relevante da população;

 

2º – um clima de descrédito que alguns têm em relação à política e aos políticos;

 

3º – a presença de grupos, religiosos ou não, que ignoram as necessidades dos pobres e instrumentalizam o voto deles.

 

4º – a freqüente corrupção e apropriação de bens públicos por interesses privados.

 

5º – As possibilidades de ação por parte dos fiéis cristãos, com apoio dos pastores, são várias:

1º – um trabalho de conscientização dirigido a todos os eleitores, a respeito da importância da política;

 

2º – um trabalho de formação continuada, dirigido principalmente às pessoas que queiram assumir uma militância política;

 

3º – um trabalho de acompanhamento dos que exercem cargos públicos, especialmente dos políticos de formação cristã, que desejam manter e aprofundar seus vínculos com a doutrina social da Igreja e com a vida das comunidades eclesiais, ou desejarem assessoria;

 

4º – um trabalho de fiscalização do Poder Ligislativo exercido por grupos suprapartidários.

 

PERFIL DE UM BOM CANDIDATO:

Bom com Deus. Que pratique seriamente sua religião. Não precisa ser católico.

Bom com sua família. Bom como pai e esposo ou como mãe e esposa; bom como filho ou irmão.

Bom na sua profissão. Bom e competente. Vencedor na sua profissão.

Bom na sociedade. Que seus amigos sejam bons. “Diga-me com quem andas…”

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