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O "Pequeno Caminho" ou a "Pequena Via" (V)

O desejo maior de Santa Teresinha, desde pequena, era ser santa. Lendo a vida dos santos, ela reconhece a grandeza deles frente à sua pequenez e fraqueza. Mesmo assim, nunca desanimou ou desistiu deste firme propósito. Frente a esta realidade ela afirmou de si mesma: “Devo me suportar tal qual eu sou com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar o meio de ir para o Céu por um pequeno caminho bem reto, bem curto, um pequeno caminho todo novo”. E, então, nos perguntamos, como é esse Pequeno Caminho ou Pequena Via?

via

De antemão, vale adiantar que esse Pequeno Caminho é toda a espiritualidade de Santa Teresinha. E que Pequeno Caminho é este? É o caminho do amor, da humildade e da humilhação, da pequenez e da pobreza, da confiança e do total abandono em Deus, da simplicidade de uma criança, da obediência cega à vontade de Deus. Em poucas palavras, eis o caminho a seguir se quisermos ser santos como ela.

Santa Teresinha não foi egoísta e egocêntrica. Sempre quis ensinar aos demais o caminho que os levaria à santidade. E neste sentido, ela nos deixou escrito: “Quero ensinar aos outros o caminho da confiança e do total abandono. Quero lhes ensinar os pequenos meios que me serviram tão bem, dizer-lhes que só há uma coisa a fazer nesta terra: jogar para Jesus as flores dos pequenos sacrifícios, pegá-lo mediante carícias, foi assim que o peguei e é assim que serei bem recebida.”

Ela jamais viu-se como modelo para outrem e tampouco apossou-se desse “Pequeno Caminho” como sendo apenas seu. E na sua simplicidade e despojamento de si mesma, afirmou: “Que me importa que seja eu ou outra pessoa que dê esse caminho aos outros; contanto que ele seja apresentado, não importa o instrumento!”

Uma das Cartas de Santa Teresinha descreve, de forma breve, o ponto chave do “Pequeno Caminho”: “Meu caminho é todo de confiança e de amor, não compreendo as almas, que têm medo de um amigo tão terno. Às vezes, quando leio certos tratados nos quais a perfeição é mostrada mediante mil entraves, cercada de uma multidão de ilusões, meu pobre espiritozinho logo se cansa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e seca meu coração e pego a Sagrada Escritura. Então, tudo me parece luminoso, uma só palavra abre à minha alma horizontes infinitos, a perfeição me parece fácil, vejo que basta reconhecer seu nada e abandonar-se como uma criança nos braços do Bom Deus. Deixando às grandes almas, aos grandes espíritos os belos livros que não posso compreender, ainda menos pôr em prática, alegro-me por ser pequena, pois que só as crianças e os que se lhes assemelham serão admitidos ao banquete celeste. Fico feliz porque há muitas moradas no reino de Deus, pois se não houvesse senão aquelas cuja descrição e caminho me parecem incompreensíveis, eu não poderia entrar nele.”

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Por, Pe. Antônio Lúcio, ssp

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