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Ordem franciscana celebrou o "perdão de assis"

A Ordem Franciscana Secular de Uberlândia (OFS – Fraternidades São Francisco e Santa Clara) e a Juventude Franciscana (Jufra São Pio de Pietrelcina) receberam a visita das Fraternidades de Patos de Minas e Carmo do Paranaíba (OFS e Jufra) para celebrar o Perdão de Assis no último domingo, 02.

Pedão de Assis3

As fraternidades foram recepcionadas no Convento dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap) da Paróquia São Sebastião, com acolhida e café da manhã.

A seguir, no Mosteiro Monte Alverne com as irmãs Clarissas e a presença de Frei Paulo OFMCap, Frei Ismail OFMCap e do Padre Gregório (ortodoxo da Igreja Grega da Diáspora), foi celebrado o Perdão de Assis, festa forte franciscana instituída por São Francisco em 1216 (texto anexo), onde estavam representadas as três ordens fundadas por São Francisco, numa comunhão fraterna que a todos emocionou.

Pedão de Assis2

Após almoço, as fraternidades visitaram o Parque do Sabiá, patrimônio municipal com momento de contemplação e recreação, encerrando o dia com a belíssima celebração da Santa Missa no Santuário Nossa Senhora Aparecida, presidida de forma muito carinhosa por Pe. Eduardo, fazendo memória à Nossa Senhora dos Anjos.

​“A alegria de celebrar Nossa Senhora dos Anjos e o Perdão de Assis com tantos irmãos e irmãs foi um bálsamo para as atribulações do dia-a-dia e um revigorar das forças para seguirmos firmes o Evangelho de Jesus Cristo nos Passos de Francisco e Clara.” – Fabiana Britto.

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Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o Perdão de Assis

Como São Francisco pediu e obteve a indulgência do perdão?

Segundo o testemunho de Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim:

Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando, repentinamente, a igrejinha ficou repleta de uma vivíssima luz e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, circundados de uma multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu Senhor.

Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi imediata: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.

O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores terás: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa”.

E imediatamente, Francisco se apresentou ao Pontífice Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perusia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e disse: “Por quantos anos queres esta indulgência”? Francisco, destacadamente respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”.

E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Como, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”.

E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

(Fonte:http://www.franciscanos.org.br/?p=19244)

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