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Papa encontrará na Coréia uma comunidade católica ativa e influente

Seul (RV) – Ao chegar nesta quinta-feira à Coreia do Sul, o Papa Francisco encontrará uma comunidade católica ativa, com uma influência social e política superior a sua condição de minoria.

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No último censo nacional que inclui a pertença religiosa, feito em 2005, quase 30% dos sul-coreanos se identificaram como cristãos. A maior parte é de protestantes, mas os católicos são o grupo com mais rápido crescimento, com cerca de 5,4 milhões de membros, representando pouco mais de 10% da população.
No Parlamento nacional ocupam 20% das cadeiras. Dos seis presidentes eleitos no país após as primeiras eleições livres desde 1987, três eram cristãos, entre os quais Kim Dae-Jung, e a atual Park Geun-Hye, batizada católica, mas não praticante.
Para muitos visitantes que chegam a Seul pela primeira vez, entre as surpresas e as recordações a levarem consigo estará a grande quantidade de cruzes a néon que iluminam o panorama noturno da capital Seul. A teoria de que a prosperidade e o desenvolvimento scioeconômico tendem a alimentar a laicidade encontra pouco fundamento neste país onde, até hoje, parece que a modernidade tenha alimentado a religiosidade.
“O verdadeiro crescimento na Igreja Católica e no cristianismo em geral, disse o diretor do Centro de Pesquisa Corea da British Columbia University, Pe. Baker, coincidiu com a rápida urbanização que se seguiu à unidade para reconstruir o país da devastação da guerra da Coréia 1950-1953.”
“Arrancados de suas tradicionais redes sociais, os recém-chegados às cidades buscavam novas comunidades e muitos as encontraram nas comunidades cristãs. Mas talvez o mais importante motor do crescimento tenha sido o papel ativo que a Igreja Católica desempenhou na luta dos anos 1970 e 1980 pela democracia.”
“Um bom número de líderes católicos emergiu como defensores dos direitos humanos, enfrentando detenções e prisões sob o regime militar daqueles tempos. Myeongdong, a catedral de Seul, onde o Papa celebrará a missa de reconciliação, foi um ponto de referência para o movimento em prol da democracia e foi utilizado como lugar de santuário por muitos dissidentes que buscavam evitar a prisão.”
Nestes dias a atenção está voltada mais para as questões sociais, mas existem elementos progressistas dentro da Igreja que ainda buscam um papel político ativo”, disse ainda Pe. Baker.
“A Igreja protestante, mesmo tendo o dobro de fiéis, sofreu divisões nos últimos anos entre suas várias denominações e, ao mesmo tempo, os escândalos que envolveram algumas de suas congregações mais ricas, a enfraqueceram ulteriormente. O catolicismo ainda tem uma imagem relativamente boa na Coreia e isso levou a adesões”, disse o especialista em questões religiosas da Universidade Nacional de Seul, Bae-Chul-Hyun. (RL)

Fonte: news.va

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