Diocese de Uberlândia Em Destaque

Paróquia Bom Jesus: 50 anos a serviço da Evangelização

A Paróquia Bom Jesus, localizada na Avenida Marciano de Ávila, 422, Bairro Bom Jesus, celebrará o seu aniversário de 50 anos de criação canônica neste sábado (20) com uma programação especial.

jubileu 2

A Paróquia teve sua criação canônica no dia 29 de dezembro de 1964 pelo então bispo Dom Almir Marques.

Com o tema: “50 anos de evangelização e transformando vidas”, as atividades terão início às 8 até às 12h no Centro de Pastoral da Paróquia. As comemorações pelo jubileu de ouro da Paróquia serão concluídas com a Missa às 19h30 presidida por Dom Paulo Francisco, bispo diocesano.

Pe. Willians Soares (pároco) e Pe. Guilherme Stort (vigário), bem como todos os agentes de pastorais e movimentos da Paróquia, convidam toda a comunidade católica para participar deste momento importante na história da Igreja Bom Jesus e também da Diocese de Uberlândia.

O CCD (Centro de Comunicação Diocesano) louva a Deus por este Jubileu de Ouro e reza para que infinitas graças sejam derramadas sobre todas as famílias que fazem parte desta belíssima história de evangelização.

___________

[box type=”note”]

50 anos: memórias…

jubileu

Jubileu Paróquia Bom Jesus – Década 1984/1994 – Relatos sobre as histórias desse período.

Apresentação e Acolhida: Marta Maria – presença que fortalece cada pessoa, fazendo-a reviver e sentir alegria. O encontro é importante para vivermos nossa memória, pois a partir desse passado, viveremos nosso presente.

Canto marco da Memória: Sinto a vida renascer

Marta – preparação de mais uma década; apresentação da Coordenação; ajuda da comunidade para ajudar a preparar e relembrar os momentos daquela época; pessoas foram escolhidas a dedo: representantes de pastoral, de movimentos e aqueles atuantes na Paróquia. Necessidade de trazermos o que vivemos naquela época para os nossos dias atuais.

Fatinha – importancia da memória como valorização das pessoas, além da crença no pensamento de que somos capazes de fazermos algo novo; o passado fortalece, dá forças para que a nossa vida não passe despercebida; desvalorização de coisas importantes no passado; não deve haver recordação por recordação.

Marta Maria – “Ir de dois a dois” nas comunidades que faziam parte da Paróquia Bom Jesus; importancia de todos participarem da Coletanea da Memória; fala do biblista Carlos…; o canto era a nossa Catequese.

Canto “Quando bate o tambor” – O canto representa a consciencia da comunidade; um bom canto fixa as raízes, ajuda a não desistir da caminhada.

Década 1984/1994 – padres: Jeremias e Patrício.

Marta Maria – como que a comunidade pode relembrar a constuçào de um Evangelho a serviço do povo? Quais experiencias podemos recordar para fortalecer a comunidade? Em que o que nós vivemos contribuiu para realizarmos projetos coletivos?

  1. Cristina – “Participei de teatros, cursos bíblicos e em todos os trabalhos de pastorais. Conheci a igreja era só o terreno; só depois que a igreja foi construída; meu marido ajudou um pouco na construção da igreja.”

Denise e Sr. Vivaldo – “ nós temos uma experiencia que muito nos alegra. Foi vivida na década de 90, saimos de dois em dois para visitas as residencias do bairro, convidando as pessoaspara participaçao em estudos bíblicos “Grupo de Evangelização”; tivemos a oportunidade de rezar em familia, ligando a experiencia de fé com a vida. Esse grupo persiste até os dias de hoje; sabemos que a experiencia de ir ao encontro do outro vivificou a comunidade, animando mais as comunidades e convidando o outro para conhecer Jesus e a Sua palavra.”

Maria Luiza – participaçao das visitas nas casas, atividades que perduram até hoje.”

João Zardini – “Turma do canto, da administração, tomou conta do dízimo. Quando o Pe. Jeremias resolveu ampliar o barracao do salão, junto com a ajuda de outros da comunidade. Missa das crianças com Marta, Maria José, na qual realizava-se sorteios.”

Regininha – “Fazia parte com as catequistas, juntamente com outras catequistas…Lembro que faziamos parte das visitas de estudo de bíblia; toda a nossa comunidade fez protesto em favor do pessoal que morava debaixo do viaduto da Calu; a comunidade em favor dos que moravam à beira do viaduto, queriam tirá-los de lá e, com o protesto, todos ganharam casas para morarem.”

Adrya – “Minha família participou tudo aqui; fui catequistas; conheci meus melhores amigos; trabalhamos no JUBJ, Despertar; fiz minhas melhores amizades aqui. Toda a experiencia com Deus foi aqui; indo em congresso. Tudo se resume em amor, tudo que foi construído foi feito com amor, aprendido com Pe. Jeremias, descendo até nós e falando, brincando, da Deus.

Herbert – “91 foi o Despertar. Minha história foi através da Marta, Olenir. Participei da Equipe de Canto, na casa da Regina; todos o incentivavam; lembrança da música “Jesus, Jesus”; lembrança da participaçao da comunidade, galera consciente, alguns rebeldes, querendo trabalhar com toda energia. Preocupaçao com os problemas da nossa comunidade; formação do caráter; participação da juventude, que contagiava.

Ricardo – “Tinhamos acesso a tudo que era ruim; contudo, nossos pais nos resgataram. Lembro de 198.. quando alguns homens iam para o Tocantins construir casas para as pessoas que não tinham casas. Quando teve uma enchente no RJ, arrecadamos alimentos para doação. Resultado dessa experiencia é o Centro Pastoral que vivemos hoje; viver o Evangelho através de ações sociais. Quem passou por aqui ainda são pessoas que tem cuidados com a vida do próximo.

Maria de Lourdes “Quando comecei na catequese, tive medo; mas pouco a pouco consegui. Estou até hoje na Equipe de Canto. Faziamos teatro na catequese, trabalhei com visitas a doentes junto com a Nair.”

Rose – “comecei a participar com a minha mãe e a primeira experiencia era com o Círculo Bíblico, nas casas, com a Fatinha. Depois comecei a participar do JUBJ, um grupo muito fortalecido, onde conheci meu marido. Eu e a Nairdes começamos a fazer trabalho com as crianças, após a catequese, como perseverança; faziamos teatros e os meninos ficavam encantados. Depois tivemos um sonho de montar o grupo de Jovens, de montar o Despertar. O primeiro encontro foi na Capela dos Martins, de modo muito precário, contamos com ajuda de vários. O grupo era muito diferente, com meninos distintos; chegamos a reunir 180 jovens no salão.  Vemos que o jovem é capaz que precisa-se cativá-los. Os que trabalham na comunidade são os jovens daquela época. Foi aqui que eu aprendi a ser Igreja, com poucos recursos, mas com muito amor.

Eleusa – “Fiz parte do Clube de Mães. Estava grávida da Aline, que foi Jesus no teatro do Natal. Ajudei bastante nas galinhadas, nas barraquinhas.

Aline – Minha história comeceu no Natal, quando fui Jesus no Natal. A Bom Jesus representa muita coisa na minha vida; estou em Brasília, lá não tenho a vida de comunidade como aqui.

Maria José – “Tive uma experiencia de fé aqui, quando reiniciei minha experiencia de fé. Todos tinham seus grupos, e o Pe. Pedro me convidou para participar da Pastoral Operária, foi o período que eu abri minha mente para muitas coisas sociais.

Newton – “Participei do JUBJ. Na época, surgiu um grupo de ministros para levar comunhão para os doentes. O trabalho era reconhecido por várias pessoas da cidade. Quando fui apresentado para ser diácono, foi a paróquia que nos apresentou. Além de mim, outros também sairam daqui.

Olenir – “Participei nessa Santa Comunidade de 1986 até 1997. Tive experiencia de vida em comunidade. Primeiro a experiencia forte dos padres oblatos, motivo das raizes fortes que existem aqui, que justifica a missão que a paróquia assume. Fui convidada para ir à missa das crianças. Logo me engajei no grupo de jovens, na experiencia do estudo de bíblia, motivado pelo Pe. Jeremias. Ele foi à minha casa e eu fui, junto à Marta, para participarmos do CEBI. Descobrimos como é participar de uma vida comunitária e fazer o Reino de Deus aqui na Terra. Também participei do JUBJ, um movimento revolucionário, que se ocupava de lutar pelo mundo, pela mudança da política. Participavamos da Pastoral da Juventude, compreendendo o mundo. Construimos amizades verdadeiras, bençãos na vida da gente. Eramos todos unidos; tudo o que constuimos foi verdadeiro e pra sempre.

Vilminha – “1984 foi o ano das eleições que saimos à rua engajados com a luta social. Lutamos nas associaçoes de moradores, para tirarem os trilhos e Ferro. Faziamos festas das mães, quadrilhas e barraquinhas. Queriamos mudar a sociedade, mudar o país. Participavamos dos cursos de bíblia  junto com os demais e não desistimos do nosso ideal.”

Orlando – “Com tanto trabalho de galinhada; tudo que a igreja precisava, estava junto deles para ajudar; todos nós lutamos pela Igreja Bom Jesus.”

Fatinha – “Quero contar uma experiencia de rebeldia. O pe. Jeremias me chamou para ir ser ministra. Ele me ajudou a ser ministra perto do colégio agrícola. Ele me ajudou a constuir a comunidade, tão somente aqui, mas em outros lugares, onde formamos uma comunidade forte.”

Sebastião – “Participava da comunidade Santa Rosa. Naquela época a paróquia era grande. Foi um período muito bom para mim. Foi uma década muito difícil, meus irmaos estavam dispersados e foi na comunidade que me encontrei. Tinha uma processo que estava acontecendo na igreja, de priorização dos jovens e dos pobres. O apóstolo do pobre é o pobre e o apóstolo do jovem é o jovem. Tinhamos que assumir um papel de evangelização. Tinhamos que denunciar, pois a partir dela podiamos ajudar o povo a procurar saídas para sua situação. Estudavamos a bíblia; “Ver, julgar e agir”; o julgar que fazemos é sob os critérios cristãos. Participei também do grupo dos frades franciscanos. O que aprendemos em comunidade vale tanto para a comunidade quanto para o clero.

Jaqueline – “Vim participar de uma paróquia onde havia profecia e mística; que era política, que celebra o Deus da vida. Evangalização dos jovens nas escolas, junto com os demais. Meu sonho é que todos enxerguem um Deus que é de libertação, que é vida aqui e vida depois.”

Jane – “Participei do JUBJ, da coordenação do Despertar. Participamos da equipe de Administraçao da Paróquia. Foi difícil a saída do Pe. Jeremias; tivemos de aprender a ser receptivos para no novo padre. O mais importante é lembrar que foi nós que fizemos, não só eu. Aprendemos a importancia da educaçao na fé.”

Rones – “Mudei para a paróquia e participava das missas. Joào José me convidou para assistir uma palestra. Logo em seguida me convidaram para o Cursilho; depois para ser Ministro da Eucaristia. Trabalhavamos na promoção, uma equipe que trabalhou muito, na união, muito gratificante. Foram 14 anos de ministro e 18 anos na comuniade. Só a amizade que eu ganhei aqui já valeu para eu ganhar muita coisa. Só tenho que agradecer mesmo.”

Dorcília – “Fiz curso de catequista junto com as irmãs. Uma época trabalhei no curso de batismo; os cursos bíblicos foram ótimos para nós. O que tenho de crença religiosa foi graças ao curso bíblico. O mais importante foi as senhoras que eram catequistas, que saiam de suas casas e vinham catequizar as crianças do bairro. “Não precisava de confessar, porque quem sai de sua casa para catequizar está mais do que perdoado”- segundo Jeremias. Não entendia a linguagem que o Pe. Jeremias falava.”

Marilu – “Tenho a cadeira do Pe. Jeremias”.

Marta Maria – “”Não podemos deixar de registrar a saída dos oblatos. A própria forma como fomos educados nos ensinou a protestar, dizer a verdade e querer a verdade. Sabiamos que os oblatos não se encaixavam com os padres diocesanos, porque a linha de trabalho era totalmente diferente. Os padres oblatos estavam incomodando a diocese e eles estavam querendo trabalhar onde tinham mais abertura; um grupo entrou numa briga para entender porque eles tinham que ir embora. De tudo isso, eles sairam em 93, mas de toda essa história, nós sabemos muito bem dessa vida pastoreira que eles tinham, deixando nas pessoas as raízes da comunidade, aprendendo a ser Igreja para o povo, para a transformar a sociedade, buscando uma vida melhor para as pequenas comunidades, que foi o que nós aprendemos.”

Nair – “Estive na Bom Jesus por muitos anos e estarei sempre juntos. Quero frizar a grandeza da liberdade que os oblatos nos davam, fazendo-nos sentir a vontade. Somos muito felizes de lembrar a grandeza desse coraçao que eles tinham. As irmãs de São José também foram muito presentes na nossa comunidade. Tive o privilégio de conviver com a Mariana e a Maria Almeida de me convidarem para fazer parte da catequese, foi o lugar onde me encontrei.”

[/box]

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!