Pastoral Vocacional – Etapas Formativas

Pastoral Vocacional – Etapas Formativas

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O processo formativo tem a finalidade de auxiliar o vocacionado a discernir a sua real vocação acerca do chamamento que Deus nos faz. Para compreender qual de fato, é a nossa vocação, é julga-se necessário um acompanhamento aprofundado para perceber sinais de vocação. Para isso, realizamos a processo de discernimento em algumas etapas. Primeiramente, temos a fase do Itinerário Vocacional que é um processo de acompanhamento e discernimento vocacional anterior ao ingresso no Seminário:

 

1ª) Participar do Despertar Vocacional: este encontro tem a finalidade de despertar no jovem a vocação no sentido mais amplo; é apresentado no encontro as várias vocações.

2ª) Após o Despertar, é hora de Discernir o chamado. Nesta etapa, o vocacionado é convidado a dar uma atenção maior para aquela inquietude do seu coração e perceber as reais motivações, e para ajudar nesta etapa contamos com o apoio de psicólogo. Além disso, é necessário colocar-se em atitude de oração.

3º) Na sequencia, temos o Cultivar. É a fase de conhecer a família, a comunidade do vocacionado. Isso é realizado para a equipe formativa conhecer a realidade do jovem e especialmente, para a família e a comunidade sinta-se corresponsável pelo discernimento vocacional.

4ª) Por fim, o Acompanhar. É a fase conclusiva do processo de opção vocacional, que prepara e motiva a entrada numa estrutura formação específica (seminário ou casa religiosa).

 

Após as etapas do Itinerário Vocacional, temos propriamente dita, as etapas formativas:

 

1ª) Seminário Propedêutico: é um período de adaptação à nova fase de discernimento. Neste período, que equivale de agosto a dezembro, o vocacionado é participar com o ouvinte da vida pastoral da paróquia em que está atualmente o Seminário Propedêutico. Além disso, frequentam aulas de Introdução à Filosofia, História Geral, Redação e Música, acompanhamento psicológico grupal e encontros periódicos com o Bispo Diocesano.

 

2ª) Seminário de Filosofia: “A formação filosófica é um dos elementos constitutivos da formação presbiteral, quer para a adequada interpretação do ser humano e do mundo, da história e da sociedade, do pensamento humano e das correntes culturais e religiosas do nosso tempo, quer como suporte para o diálogo com o mundo contemporâneo, quer para a descoberta da dimensão transcendente da existência” (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil nº 164). Esta etapa em nossa Diocese corresponde a 3 anos e o curso de filosofia é realizado na Faculdade Católica (PUC-Uberlândia).

3ª) Seminário de Teologia: “O estudo da teologia busca desenvolver uma consciência aprofundada dos mistérios da fé cristã, que seja capaz de orientar a vida e o agir do presbítero. O atual contexto eclesial e religioso é eminentemente plural, mostrando que há diferentes formas de compreensão e vivencia do Evangelho e da relação com Deus” (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil nº 169). Esta etapa é realizada em Belo Horizonte e o curso de teologia é feito na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia- FAJE em 3 anos.

 

Durante o período de Seminário é trabalhado com o seminarista as dimensões:

Vida comunitária; Vida afetiva; Intelectualidade; Atuação pastoral; Espiritualidade.

 

Na formação teológica é concedido no primeiro ano o Rito de Admissão às Ordens sacras, no segundo ano o Ministério de Leitor e no terceiro ano o Ministério de Acólito.

 

4ª) Estágio pastoral: “Trata-se de um tempo não isolado na formação, mas inserido em um processo integral, um período no qual o seminarista, após concluídos os estudos de teologia, antes de receber o diaconado, deixa o seminário ou casa de formação e passa a viver em uma paróquia, ou outra forma de comunidade eclesial. Seu grande objetivo é oferecer ao futuro presbítero um espaço de preparação prática e sistemática no campo da ação evangelizadora e missionária, de tal maneira que sua preparação teológica, seu crescimento espiritual e suas qualidades humanas sejam colocados a serviço da comunidade cristã como expressão de uma autêntica caridade pastoral” (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil nº 184). Este estágio em nossa Diocese tem sido dividido em duas etapas um tempo de missão noutro Estado Brasileiro e outro tempo numa paróquia.

 

5ª) Diaconato: “Para admitir um candidato à Ordem do diaconado, ‘a Igreja deve verificar entre outras coisas, que tenha sido atingida a maturidade afetiva do candidato ao sacerdócio’. É necessário que o candidato conheça bem a natureza e as exigências do diaconado, a fim de abraça-lo fielmente, com a entrega total de seu ser” (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil nº 199).

 

6ª) Presbiterato: “Durante o período de exercício do diaconado, por tempo conveniente (CIC 1032,§2º), além da adequada vivência do ministério, o candidato ao sacerdócio intensificará a sua formação para o exercício do ministério presbiteral, especialmente para o desempenho pastoral das funções próprias dos presbíteros. O cultivo da espiritualidade presbiteral deverá ser contemplado com particular empenho, neste período imediatamente anterior ao sacerdócio, através do seguimento de Jesus Bom Pastor, na caridade pastoral (Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil nº 201).

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