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Paulo por ele mesmo

Setembro é conhecido pelos católicos como o mês da Bíblia. Prefiro dizer que este é o mês da Sagrada Escritura em conformidade com a nomenclatura da Santa Sé. A palavra “Bíblia” diz pouco, lembra-nos que ela é uma coleção de livros. A expressão Sagrada Escritura, Santas Escrituras, Santas Letras indica-nos que se trata de textos sagrados, expressões daquele amor infinito de Deus por nós.

No Brasil, a Igreja nos convida a refletirmos sobre a 1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. Para conhecer melhor o Apostolo Paulo, eis um texto, encontrado na Bíblia Latino-americana.

Faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana; pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo.

Ouvistes falar do meu procedimento outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a igreja de Deus e procurava devastá-la; e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais.

Mas quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim, para    que o anuncie como Evangelho entre os gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma, nem subi a Jerusalém para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.

A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém, para conhecer a Cefas, e fiquei com ele durante quinze dias. Mas não vi nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. O que vos escrevo, digo-o diante de Deus: não estou a mentir.

Seguidamente, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. Mas não era pessoalmente conhecido das igrejas de Cristo que estão na Judeia. Apenas tinham ouvido dizer: “Aquele que nos perseguia outrora, anuncia agora, como Evangelho, a fé que então devastava.” E, por causa de mim, glorificavam a Deus. (Gl 1,11-24)

São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? – Falo a delirar – eu ainda mais: muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte.

Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar.

Viagens a pé sem conta, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos! Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez!

Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, sem que eu seja também? Quem tropeça, sem que eu me sinta queimar de dor?

Se é mesmo preciso gloriar-se, é da minha fraqueza que me gloriarei. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é bendito para sempre, sabe que não minto. (2 Cor 11,21b-31)

Por, Dom Paulo Francisco Machado 
Bispo Diocesano de Uberlândia 

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