Diocese de Uberlândia Em Destaque

Quase mil fiéis da Diocese foram ao Santuário Nacional de Aparecida nesse final de semana

O Santuário Nacional de Aparecida – Aparecida/SP – acolheu nesse final de semana cerca de mil fiéis pertencentes a paróquias da Diocese de Uberlândia, incluindo o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida.

Acompanhados pelo bispo diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, os devotos chegaram em romaria para a celebração das 9h, ocasião em que receberam uma Imagem fac símile de Nossa Senhora Aparecida, em preparação para o jubileu dos 300 anos do encontro nas águas do Rio Paraíba do Sul.

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A imagem de Nossa Senhora Aparecida teve sua primeira exposição em âmbito diocesano ontem, domingo (24), no Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, a partir das 6h da manhã. Depois, segui para o o evento “Pentecostes” que ocorreu no ginásio de esportes Sabiazinho, ao lado do Parque do Sabiá.

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Após o evento, a imagem foi reconduzida ao Santuário Diocesano, onde permanecerá até que a sua peregrinação pelas demais Paróquias tenha início. Esta peregrinação será de responsabilidade do Setor Juventude da Diocese, segundo firmado pelos bispos provinciais de Uberaba, em sua primeira reunião anual.

Os eventos preparatórios para o grande Jubileu em 2017 têm como slogan “Rota 300”, e como tema: “Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Rumo aos 300 anos de bênçãos”.

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Confira, abaixo, a homilia de Dom Paulo Francisco na íntegra:

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A Igreja Particular de Uberlândia vem até a Casa da Mãe Maria, para se colocar aos pés da padroeira e rainha do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e. junto dela, agradecer a Deus os seus incontáveis benefícios recebidos nestes últimos anos, por sua preciosa intercessão. Sempre sob o olhar materno de Maria Santíssima ,queremos pedir perdão ao Pai pelas nossas omissões e pecados, bem como rogar à bondade divina as graças para bem cumprir a missão a nós confiada, de levar o Evangelho ao coração do mundo.

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Estamos alegres nesta Basílica ,construída para a adoração da Trindade Santa e para honrar a Mãe de Deus e nossa, sob o título de Nossa Senhora Aparecida. Convém, pois, recordar, brevissimamente, a história dessa venerável imagem que temos sob nossos olhos.

Nos idos de 1717, o povo de Guaratinguetá, toma conhecimento da passagem do conde de Assumar pelo seu povoado. Cumpre homenagear tão importante personagem. Três simples homens, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso saem a pescar. Aqueles pobres pescadores cuidam em obter o pão para os que lhes são caros. Correm o Rio Paraíba, lançam em vão as redes, pois os peixes espertos rejeitam teimosamente as redes daqueles trabalhadores. Chegando ao porto de Itaguaçú, sem esperança de boa pesca, mais uma vez lançam as redes,  que em vez de trazer peixes, trazem o corpo de uma imagem da Virgem Maria e, em nova tentativa,  a sua cabeça. Após esta surpreendente “pesca” , a providência divina não faltou, foi tão volumosa a quantidade de peixes,  a ponto de ameaçar as embarcações , devido a fartura da pesca. Imagem recuperada, logo começa a ser venerada em tosco oratório atraindo o povo simples. Com o passar do tempo, a cada dia mais e mais aumenta o número de devotos que acorrem à casa de Maria. A devoção cresce e se espalha por todo o Brasil.

Tudo começa com gente humilde, com o jeito de ser da grande maioria de nosso povo. Deus só cabe no coração dilatado pela humildade, generosidade e amor. O verdadeiro Deus é espaçoso,  é o Todo-poderoso, mas,  sempre tem um especial carinho para com os pequeninos, os que reconhecem a sua pequenez. Não foi Ele quem escolheu e chamou Abraão, o peregrino, para ser pai de uma grande nação tão numerosa quanto as estrelas do céu ou os grãos de areia de uma praia?  Moisés, o gago, para ser o líder humano de libertação do antigo povo de Deus? Pedro, o timorato, para ser o apóstolo servidor da causa da unidade na Igreja de Cristo? Tomé, o desconfiado, para professar, após tocar as chagas do Crucificado, a fé cristã, tão clara e límpida: “meu Senhor e meu Deus”? Paulo, o líder nato, não precisou cair do cavalo e de seu orgulho, para reconhecer o senhorio de Cristo e tornar-se o apóstolo dos gentios, dos pagãos?

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Deus escolhe entre pessoas humildes a pequenina serva do Senhor, a jovem de Nazaré, para fazer dela a Mãe do Verbo Encarnado e dos discípulos de seu Filho. No momento em que Maria se declara serva, sem pretensão de exigir direitos de Deus, o augusto milagre se faz: o Verbo se faz carne e habita entre nós. Foi esta a Mãe que Cristo nos deu, pendente do trono da misericórdia, a gloriosa cruz, quando diz ao discípulo amado: “eis aí tua Mãe, e desde aquele instante ele a levou para sua casa ”. O Juiz universal pronunciou sua sentença benigna: a humanidade, a sua Igreja não ficará órfã de Mãe. Todos nós, discípulos missionários, somos convidados a conduzi-la para nossa casa; e onde entra a mãe, segue a ternura, a generosidade de amar sem medida; onde entra a mãe aí está o seu Filho, o Redentor, o Salvador.

Aparecida é a casa dos discípulos, tem o rosto do Brasil. Aqui todas as pessoas, sem distinção de classe social, cultural, racial, econômica,  são acolhidas. Qual mãe rejeita abraçar um, por menor que seja, de seus filhos? Este santuário mariano, com sua bela história, recorda-nos uma outra pesca milagrosa, ocorrida no mar da Galileia. Por ordem de Jesus, os apóstolos deitam as redes ao mar. A pesca foi tão copiosa que as mesmas quase se romperam com cento e cinquenta e três grandes peixes. Aquela pesca é símbolo da Igreja chamada a ser instrumento de salvação para toda a humanidade. A memorável pesca no rio Paraíba, por obra do Altíssimo, fez de nossas Dioceses brasileiras, Igrejas abertas, sensíveis aos clamores de nossa gente, especialmente as mais vulneráveis. Maria, em Aparecida,  cimenta uma forte unidade entre as dioceses brasileiras tornando-as mais maternais, acolhedoras. A sua história é paradigmática e é como a amostragem, em grande escala, dos fiéis que frequentam nossas paróquias, pessoas que amam e seguem os passos de Jesus.

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Por que a Diocese de Uberlândia vem a este Santuário Nacional? – A primeira resposta: gratidão. Por um sentimento profundo de gratidão aqui nos encontramos, uma vez que gozamos continuamente da certeza da intercessão materna da mãe de Deus por nós. Sem nenhum medo de errar,  sei que a  Senhora Aparecida, que tem em Uberlândia seu único Santuário Diocesano onde  é invocada com este título, vela continuamente por nós. Ela está presente – Mãe sempre presente – na vida de nossos padres, diáconos, agentes pastorais. Este sentimento de gratidão a nos impelir, fez-nos chegar aqui e se nada, ou pouco temos a dizer, só o estar sob o olhar de nossa poderosa Rainha do Brasil , já nos anima no emprenho de nos lançar para águas mais profundas. Aqui estamos, porque amamos com grande ternura, aquela que Jesus amou como coração imaculado, e por isso mesmo, foi a pessoa humana mais amada por Deus; amada mais perfeitamente, por um coração humano, sem a nódoa do pecado, do egoísmo.

Para que estamos aqui? Para levar Maria para nossa casa, plantada nos altiplanos do cerrado brasileiro. Queremos, com grande amor, receber a Senhora Aparecida em nossa Igreja Particular para que Ela saiba, veja de perto quanto nós amamos o seu Filho Jesus e como precisamos de sua preciosa intercessão , para que o amor de Jesus – o Espírito Santo, seu esposo – penetre profundamente nos corações de seus filhos e filhas. Queremos sua materna presença durante nossa Assembleia avaliativa e propositiva. Ela é a mãe do bom conselho, a mulher toda espaço para o Espírito Santo. Seu olhar sobre nós dar-nos-á coragem para enfrentar desafios, cansaços e criar ânimo novo para o serviço eclesial. Aqui recordamo-nos de fato da vida do padroeiro dos párocos e vigários, o Santo Cura d’Ars. Dele conta-se, que quando jovem trabalhava no campo. Por vezes.  batia-lhe uma preguiça de continuar a dura faina de roçar a lavoura. Para vencer o cansaço e a preguiça, levava uma imagem de Nossa Senhora e a punha a certa distância, então voltava animado ao trabalho para acercar-se da imagem. O nosso estar aqui sob o olhar, da Virgem de Aparecida também fortalece nosso espírito,  para superar os desafios da Evangelização em nossos tempos tão complexos.

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Oração

Senhora de Aparecida, Mãe do Filho de Deus e Redentor nosso, a Diocese de Uberlândia deseja tua presença materna em nossos lares, igrejas, capelas, comunidades, hospitais, casas, escolas, prisões, praças e ruas, porque sabemos que és a Estrela da Evangelização, e, onde te apresentas, levas e anuncias o teu Filho.

Guarda, como a pupila de teus olhos os nossos padres, diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas, agentes de pastorais. Vela pelos nossos jovens, anima os doentes e enfraquecidos. Cuida dos pequeninos, das pessoas mais vulneráveis de nossas cidades.

A ti, Senhora de Aparecida, confiamos nossos projetos, nossos planos de pastorais, nossa futura Assembleia Diocesana. Dá-nos, pois, ternura de pastores e audácia de autênticos missionários.

Sob teu manto queremos estar e te oferecemos o teto de nossa casa e o calor de nossos mais vivos sentimentos de amor. AMÉM

Senhora de Aparecida a Diocese de Uberlândia te ama muito.

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