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Reflexão (02/02/2024) Monsenhor Paulo Daher

2ª Semana da Quaresma
Sábado
02/03/2024

Em Lucas 15, 1-3.11-32, Jesus conta a parábola. Um pai tinha dois filhos. O mais novo pediu sua herança e foi viver longe nos prazeres. Quando acabou o dinheiro ficou na miséria e com fome. Resolve voltar e pedir perdão. O pai o viu chegar de longe. Correu ao seu encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos. E fez uma festa pela volta. O outro irmão chegou e reclamou com o pai por tratar assim o filho ingrato. O pai lhe disse que era preciso, pois estava perdido e foi achado.
Esta parábola é muito preciosa em lições para nós. Reflete a vida de muitas famílias. Todos a conhecemos, porque muitas vezes ouvimos sua leitura e explicação. Mas tentemos aprender mais.
A vida em família no pensamento de Deus é tempo de conhecimento maior entre as pessoas, de alegria por viver entre gente que se ama, de respeito pelo crescimento e desenvolvimento de nossa personalidade.
Mas onde várias pessoas estão juntas, as diferenças de qualidades entre elas, tanto podem uni-las mais como ser causa de desentendimento.
Conforme os filhos vão crescendo aparecem situações que pedem compreensão, esforço pela ajuda de todos por uma união que realize a paz.
Cada um herda qualidades e “falhas” e às vezes mesmo numa vida muito unida, com colaboração sincera pelo bem de todos, sempre surge algo que vai trazer problemas. Hoje é muito comum pelo tipo de vida que temos.
Foi o caso do filho mais novo que certamente influenciado por outros amigos decidiu pedir sua parte na herança antes mesmo da morte de seus pais. E apesar dos conselhos para não fazer isso, conseguiu os bens.
Enlouquecido com isso, e sendo acompanhado de tantos amigos foi gastando tudo em orgias. Sem trabalhar, um dia acabou-se o dinheiro.
Quando a razão e o bom senso não funcionam só a realidade da vida é que vai convencer. Pobre, sem amigos, com fome, foi cuidar do que era mais desprezível para um judeu: cuidar de porcos. E pior, nem a lavagem dos porcos podia comer. Sem dinheiro, sem prazeres, sem amigos, com fome, longe de sua tão abençoada família, aí pode refletir o que havia deixado para trás: a verdadeira riqueza de sua vida: sua família, seu pai amoroso. E voltou. Voltou, arrependido, mas não para exigir nada mais que ser um último empregado de sua família
Podemos não acreditar que levar um soco, receber chibatada, ser infectado com vírus mortal seja muito doloroso, até que aconteça conosco.
As fantasias de nossos sonhos doidos fecham as cortinas da verdade e do bom senso. É maravilhoso ser feliz num conto de fadas.Até que aconteça conosco a desgraça que verificamos na história de nossa própria vida.

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