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Reflexão (02/04), por Monsenhor Paulo Daher

4ª Semana da Quaresma | Sábado
02/04/2022

Em João 7, 40-53, os que ouviam Jesus diziam: “este é de fato o profeta.”
Outros diziam: “ele veio da Galileia e o Messias virá de Belém, pois deve ser da família de Davi.”
Assim havia divisão entre as pessoas. Uns queriam prende-lo.

Mandaram soldados para isso. Mas eles voltaram sem o prender e ainda disseram: “ninguém jamais falou como este homem.” Nicodemos alertou: “a lei pede que se ouça antes a pessoa.” Mas os outros mantiveram sua opinião contrária.

A vida humana é assim: uns tem olhos para ver e não veem. Outros só veem o que querem. Ainda alguns interpretam o que veem segundo a visão e sentimentos que tem das pessoas. E há pessoas que se ligam a detalhes e já definem o todo pelas partes, seja se gosta seja se não gosta.

Quando a opinião for sobre nada de importante, não vai ter nenhuma consequência.
Mas quando principalmente ferir alguém, prejudicando-o na sua reputação ou fazendo-o sofrer uma injustiça…

Jesus fazia seu trabalho seguindo o plano divino. A opinião das pessoas sobre Ele, não mudavam quem ele era, o que vinha fazer e estava fazendo.
Ele percebia a influência dos chefes religiosos que tinham mais estudo e responsabilidade diante do povo. E infelizmente, talvez por inveja, ou por radicalismo religioso, tomavam posição, posso dizer, irracional, isto é, sem lógica, diante de fatos comprovados diante de muita gente:
certas curas e muitos milagres facilmente comprovados, por exemplo, a ressurreição de Lázaro(Jo 11).

Não vou escrever sobre os detalhes das profecias de que família seria o Salvador, sua cidade natal, e sobre uma opinião que afirmava que o Salvador iria iniciar um novo tempo de poder do povo judeu, como soberano sobre outros povos.

As afirmações de Jesus sobre seu reino, o novo reino, eram comprovadas por milagres. As pessoas mais simples percebiam bem claro que tudo o que Jesus falava, a sabedoria que demonstrava, sendo ele um pessoa iletrada, vindo do interior, sem ter passado pela escola dos fariseus, eram suficientes para confirmar a verdade: Jesus era um profeta, unido profundamente a Deus e podendo afirmar com certeza que era Filho de Deus.

A aparência de Jesus e a história de sua vida em si e por si não ajudariam, Só que sua sabedoria ao falar e ao responder aos argumentos dos sábios do povo, sua palavra fácil e profunda sobre a religião, conhecimento de toda a História Bíblica comprovava claramente que Ele era de fato o Salvador anunciado e esperado desde os profetas.

Cristo vive e é o Senhor!

Monsenhor Paulo Daher (falecido em 2019)

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