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Reflexão (05/03/2024) Monsenhor Paulo Daher

3ª Semana do tempo Comum
Terça-feira
05/04/2024

Em Mateus, 18, 21-35, Pedro pergunta a Jesus quantas vezes devia perdoar ao irmão. Jesus diz: sempre.
E conta a parábola: um rei chama seu servo para prestar-the contas de sua administração. Este devia muito. Manda vende-lo com toda a sua família. Mas o servo pede perdão, dizendo que irá pagar tudo. O rei o perdoou. Saindo dali este servo encontrou um amigo que the devia muito menos. Como não podia pagar, mandou prende-lo com toda a sua família. Este pede perdão e promete paga-lo. Mas o outro não perdoou. Contaram ao rei o que aconteceu. O rei chama de novo o servo devedor e o recrimina por não ter perdoado. E o condena à prisão. Jesus termina dizendo que seu Pai também não perdoará a quem não perdoar.
É muito claro o que Jesus quer ensinar, aproveitando as perguntas e as respostas de Pedro.
A apresentação dos dois devedores fica muito clara eé até é chocante a imediata mudança de atitude do que foi perdoado.
À primeira vista até nos revoltamos contra o devedor perdoado que não quis perdoar a quem lhe devia muito menos.
Se paramos um pouco antes de apontarmos nosso dedo acusador para o que não perdoou, viremos o dedinho para nós mesmos. Nós algumas vezes somos como este devedor que não teve compaixão do outro.
E Jesus que conhece muito bem toda a nossa fragilidade, colocou no Pai nosso o pedido que devemos fazer todo o dia ao Pai do céu: perdoai, como nós perdoamos.
É um lembrete para que estejamos atentos: o que não desejo que façam a mim não devo fazer aos outros. E em outro lugar Jesus afirma: com a mesma medida com que medirmos os outros seremos medidos por Deus.
Assim como o amor que é um dom maravilhoso e trabalhado e faz-nos um bem imenso assim também o desamor ( que leva a não perdoar as ofensas ou dívidas) faz-nos mal a nós e aos ouros.
E se formos um pouco mais curiosos em nossa investigação sobre quais são mesmo os efeitos psicológicos e em nosso organismo quando o amor, o bem querer orienta nossa vida ou quando aceitamos o vírus do ódio, do não perdão… ficaremos espantados…
É inacreditável como lendo, estudando, vendo a experiência de tantas pessoas em relação ao tesouro que é o amor e a desgraça que é o desamor, nós custamos a aprender a valorizar o amor e a seguir o grande desejo de Deus para que o amor tome conta de nosso coração e de nossa vida com todos.
Mais uma vez, alguns santos tiveram aqui na terra a experiência da presença e do amor de Deus de forma tal que entravam em êxtase e alguns até ficavam suspensos no ar.

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