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Reflexão (11/01/24) Monsenhor Paulo Daher

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira
10/01/2023

Em Marcos 1, 40-45, um leproso pediu a Jesus: “se queres podes curar-me.”Jesus tocou nele e disse: “eu quero, fica curado.” Logo aconteceu sua cura. Jesus o despede dizendo: não conte nada a ninguém. Vai mostrar-se ao sacerdote como manda a lei. Ele foi mas contava a todos sua cura. Jesus já não podia mais entrar nas cidades e ficava fora no deserto. Mas mesmo assim de toda a parte vinham procura-lo.
No tempo de Jesus havia muitos leprosos. E era considerado pelas tradições como um estado de impureza e pecado. O leproso tinha de ficar fora dos muros da cidade. A família levava de vez quando comida e deixava perto, mas não podia se aproximar. Se se curasse, precisava de uma autorização oficial do sacerdote para voltar para a família e a sociedade.
Quem já viu ou conhece o que é a lepra em vários estágios sabe como deprime o doente. E ser abandonado (ou afastado da) pela família é pior do que a própria doença. Quem se curava como neste caso, a alegria era tão grande que não se contem e quer contar para todos como foi que se curou e quem foi que o curou.
Em toda literatura cristã desde os primeiros séculos a lepra e o leproso é apresentada de várias formas como a imagem do pecado.
Ainda na Bíblia no tempo do profeta Eliseu conhecemos o fato da cura do general Naamã, o leproso. (2Rs 5, 1-27)
O estrago que a lepra faz com o corpo da pessoa, e os sentimentos que tomam conta do espírito do leproso, são comparados aos estragos que o pecado faz na vida de quem não se importa em seguir as leis de Deus.
Não sei até onde é verdade… mas ouvi contar que Leonardo da Vinci quis pintar um grande quadro da Ceia do Senhor. Procurava pessoas que pudessem caracterizar cada apóstolo. O primeiro foi um jovem com um rosto bem formado, semelhante a um rosto oriental impressionante. E pintou a figura do Cristo. E foi assim durante anos buscando pessoas que pudessem retratar a figura de cada apóstolo. Por fim Faltava o rosto de Judas Iscariotes. Demorou tempo. Queria traços que pudessem mostrar as falhas de caráter do traidor. Por fim encontrou a figura que parecia própria. E pintou o rosto de Judas terminando assim o quadro que conhecemos hoje da santa Ceia. O que se prestou para a figura de Judas, no final lhe disse: “sabe quem eu sou?” Leonardo disse: “não!… Pois fui eu que te servi para no começo fazer o rosto de Jesus!?
O pecado desfaz a imagem do Cristo que recebemos no Batismo!

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