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Reflexão (16/01/2024) Monsenhor Paulo Daher

2ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
16/01/2024

Em Marcos 2, 2-28, num sábado Jesus passava por um campo de trigo e os apóstolos arrancaram as espigas e as comiam. Os fariseus reclamaram por arrancarem em dia de sábado. Jesus lhes lembra que Davi com seus seguidores com fome comeram dos pães oferecidos a Deus na casa de Deus… O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem é senhor também do sábado.
Mais uma vez a implicância dos fariseus. Não dão descanso a Jesus. E o Senhor sempre tem uma resposta.
Conheço pessoas muito radicais na observância das leis e dos costumes. Chegam a incomodar para ver cumpridas à risca a lei do Senhor.
A lei maior de todas é a caridade, a compreensão, o acolhimento fraterno, sem deixar de mostrar o caminho da observância do que Deus nos pede. Porque quem erra e é observado já sente uma certa humilhação. Se reconhece e quer melhorar, porque exigir com rigor como se nós fôssemos os donos da verdade.
As crianças podem ser o termômetro sobre nosso modo de agir com as pessoas. Muita severidade com elas pode ter outro efeito. Ter a mão firme sobre o que deve ser feito precisa ser mantida. Mas a maneira pode ser saber conduzir, sem ceder à veleidade da criança.
Havia duas professoras de uma escola pública, com salas muito cheias de alunos da 5ª. série. No corredor ouvia-se o barulho de uma turma irrequieta. A outra sala o silêncio era tão grande que parecia nem haver aluno lá dentro. Uma queria manter domínio nervosa e às vezes aos gritos. A outra, tranquila, sabia conduzir a todos com sua maneira firme mas suave.
A verdade deve ser dita e exigida sempre. Mas sempre temos de usar maneira fraterna para que o outro sinta que merece toda a atenção.
Em lugar de recepção no atendimento para qualquer serviço público, todos merecem ser acolhidos com respeito principalmente quando alguém é simples, humilde, ou de idade.
Os missionários em seu trabalho pastoral em regiões onde a população mal conhece a religião, sempre nos falam que só conseguem evangelizar com paciência e compreensão, esperando que a graça de Deus possa tocar os corações.
Como o Papa Francisco não cansa de afirmar: amor sem misericórdia não é verdadeiro.

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