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Reflexão (16/02), por Monsenhor Paulo Daher

6ª Semana Comum | Quarta-feira

Em Marcos, 8, 22-26, Jesus chegando a Betsaida trouxeram-lhe um cego para que o curasse.
Jesus levou o cego para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, pôs as mãos sobre ele e perguntou:

“Estás vendo alguma coisa?” Ele respondeu: “vejo as pessoas como árvores andando.”

De novo Jesus pôs suas mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar perfeitamente.
Jesus pediu que fosse para sua casa.

Para Jesus, Filho de Deus, bastaria uma palavra para curar o cego. Ele quis fazê-lo com um rito e aos poucos.

Jesus cuspiu nos olhos do cego. Fica parecendo, lembro-me, quando criança, quando caia um cisco no olho, minha mãe, abria bem meus olhos e soprava tirando o cisco.
Cuspe, sopro, é mais sinal do sopro do amor de Deus. Cuspir nos outro em geral significa forte desprezo, gesto de raiva.

Em Deus todos os seus gestos são de carinho e amor. Às vezes em nossa vida parece que recebemos, como se diz, uma cusparada no rosto.

Jesus o recebeu dos soldados durante sua flagelação.(Mt 26,67) Foi diferente.

Mas mesmo que a vida nos dê uma cusparada no rosto, se eu a receber como uma cusparada de Deus, será mais um remédio que ofensa.

Li que um santo que cuidava dos pobres uma vez foi pedir ajuda a um homem rico. Este lhe deu uma bofetada que o derrubou.

Ele levantou-se e disse: esta bofetada foi para mim, agora peço que me de uma ajuda para meus pobres.
O cego na primeira vez só enxergava as pessoas como árvores andando… Que é isso?

Penso no sentido de cegueira espiritual. Quando aplicamos pouco remédio ou remédio fraco, não enxergamos direito as pessoas.

É como se nosso arrependimento pela falta de caridade não fosse total ou completo. A cura é parcial. Ainda não vemos os outros como imagem de Deus, nossos irmãos.

É preciso remédio mais forte ou cura mais demorada.

Cristo vive e é o Senhor!

“Peçamos a Deus que tenha piedade de nós e não se canse de nos atender apesar dos nossos erros pessoais e sociais .”

Monsenhor Paulo Daher (falecido em 2019)

“Para quem não sabe, monsenhor Paulo Daher foi meu primeiro diretor espiritual no seminário
Escreveu vários livros
Seus escritos estão sob custódia de pessoas amigas”
Dom Paulo Francisco Machado, Bispo Diocesano de Uberlândia

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