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Reflexão (17/05), por Monsenhor Paulo Daher

5ª Semana da Páscoa | Terça-feira

17/05/2022

Em João, 14, 27-31, Jesus deseja sua paz aos apóstolos. Anuncia que volta para o Pai, mas estará sempre com eles. Com o mesmo amor com que o Pai amou Jesus, ele os ama também. Digo isso agora para quando tudo acontecer vocês acreditem em mim.

Em vários momentos na História de nossa Salvação, a Bíblia apresenta, a palavra, o desejo e a realização da Paz como força espiritual desejada e necessária. No início do evangelho de Lucas ao nascer Jesus os anjos cantam nos céus: Glória a Deus nas alturas e PAZ na terra aos homens a quem Deus ama tanto(Lc 2, 14).

Jesus também fala muitas vezes sobre a paz. Quando vai enviar os apóstolos em missão pede que ao entrarem em alguma casa desejem: A paz esteja nesta casa.(Lc 10,5)

O Papa Bento XVI no dia mundial da paz 1º/01/2012 diz: a paz não é só ausência de guerra, nem para o equilíbrio das forças contrárias. A paz não é possível sem valorizar os bens das pessoas, a livre comunicação entre elas, o respeito por sua dignidade e o viver a fraternidade . A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É dom de Deus.

Acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu o que nos separava uns dos outros (Ef 2, 14-18); n’Ele, somos uma única família reconciliada no amor.

A paz não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos promotores de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, e despertar as consciências para a importância de procurar a reta distribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).

A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode deixar de assumir este compromisso essencial de promover a justiça segundo suas responsabilidades.

Que na busca constante pelos ideais, procuremos com paciência a justiça e a paz e cultivemos o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.

Cristo vive e é o Senhor!

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