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Reflexão (18/12) Monsenhor Paulo Daher

3ª Semana do Advento | Segunda-feira
18/12/2023

Em Mateus 1, 18-24, José quando percebeu que Maria sua noiva estava grávida e ele não era o pai, ia deixa-la.
Em sonhos um anjo lhe disse que esta criança é um milagre do Espírito Santo.
José podia casar sim com Mariae dar o nome de Jesus à criança.
Pois as profecias já haviam predito.
Ao acordar, José aceitou casar com Maria.
Deus tem seu dia e hora. Não tem pressa em nada.
Tudo ou é dirigido por suas mãos sábias e poderosas ou tudo conduz para chegar aonde deve chegar. O que deve ser não precisa ser agora, pois vai acontecer mesmo.
Às vezes somos tão apressados e mais impedimos que ajudamos.
Era um momento muito importante, e o pobre José, homem justo, tem um choque de consciência terrível. Maria, a santa jovem, está grávida. Que é isso? Seu amor tão grande e puro por Maria cria nele uma tempestade em sua consciência.
Em sua santidade só encontra um caminho: vou embora, e ponto final.
Nem cá, nem lá. Nem a lei rígida, nem pactuar.
Deus que o amava tanto e queria que fosse o pai adotivo de seu Filho, envia seu anjo em sonhos.
Resolve num instante, ou melhor já tinha resolvido: comunica o mistério de Maria que silenciosa nada revelara.
E José como o homem da família e o descendente da família de Davi, dará o nome ao menino que vai nascer: Jesus.
De José não temos nenhuma palavra, só atitudes. Nós somos mais falantes que “fazedores”.
Uma criança, mesmo hoje, custa a falar. Observa, ouve, murmura, canta. Por fim balbucia as primeiras palavras. Aí não para mais.
Somos todos muito semelhantes ao grilo falante da lenda. E quem conhece a roça percebe como dói no ouvido e na paciência o cri-cri do grilo.
Poderíamos pensar e pensamos que o pobre do S. José talvez fosse mudo. Sim, ele deu mais valor ao silêncio do que ao muito falar. Por isso os recados de Deus chegavam a ele por anjos.
O silêncio fala mais alto que as palavras quando elas de fato nos desligam do barulho, das muitas vozes e nos concentramos no que tem valor e não somos capazes de ouvir senão com o silêncio.
Pessoas santas que tiveram visão de Nossa Senhora, e as que estiveram além da vida e não totalmente na morte, seu contato com Deus ou Nossa Senhora, era linguagem silenciosa, mais no sentir que no ouvir.

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