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Reflexão (25/05) Monsenhor Paulo Daher

Sétima Semana do Tempo Comum
25/05/2024
Sábado

Em Marcos 10, 13-16, traziam crianças e os apóstolos as afastavam. Jesus lhes disse: deixem vir a mim a crianças.
Delas é o reino dos céus. E as abraçava.
Nem em todas as culturas a figura das crianças é objeto de carinho. Entre os judeus daquele tempo e ainda em muitos países do Oriente hoje, e em civilizações primitivas a criança não tem vez.
Ela é a manifestação da vida que quer se expandir, e quanto maior conhecimento da vida (como hoje!) a criança incomoda com o que fala, com o que pede e com o que faz. Em geral costuma tirar o adulto de sua acomodação. Seus olhos curiosos descobrem coisas que adultos não enxergam, mexem sim com a vida dos adultos.
Aprendemos muito com as crianças.
Elas nos surpreendem quando entram no campo religioso, no conhecimento de Jesus e de seus ensinamentos.
Chegam a causar vergonha nos adultos pela indiferença que estes acabam mostrando em suas vidas.
Nossa Igreja canonizou crianças cujas vidas mostram certo amadurecimento espiritual de causar surpresa.
Quando criança me impressionei com a figura de S. Tarcísio, mártir dos primeiros séculos. Os cristãos eram perseguidos, presos, mortos. E faziam seus encontros, missas nas catacumbas (cemitérios subterrâneos).
Muitos levavam a comunhão para os presos. Os adultos do grupo que São Tarcísio frequentava eram todos conhecidos. Encarregaram Tarcísio
pré-adolescente para levar a comunhão. Pelo caminho seus companheiros pediram que ele viesse brincar com eles. Disse que tinha uma coisa a fazer e na volta iria brincar com eles. Mas as crianças acharam esquisita a maneira como ele andava.
Perguntaram o que é que ele estava levando no peito. Ele não respondeu e continuou seu caminho. Mas vieram querendo saber o que era.
Chegaram a bater nele. Um soldado (que talvez fosse S. Sebastião) passava por ali e protegeu Tarcísio e o levou até onde estavam presos os cristãos que comungaram das mãos se Tarcísio.
Parece que depois veio a falecer pelos ferimentos.

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