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Reflexão Monsenhor Paulo Daher

14º Domingo do Tempo Comum
07/07/2024

Em Marcos, 6, 1-16, Jesus foi a Nazaré e estava ensinando na sinagoga. Eles se admiravam pois
sabiam quem ele era: carpinteiro, filho de Maria. Conheciam seus parentes todos. “Donde lhe vem tanta sabedoria e o poder de fazer milagres?” Jesus disse:” um profeta só é desprezado em sua terra.” Fez ali poucos milagres. E continuou ensinando nas cidades vizinhas.
Não era qualquer pessoa que podia na sinagoga ir lá na frente para falar, para ensinar.
Os evangelistas escrevem que todas as vezes que Jesus no sábado, Dia dedicado ao Senhor pelos
judeus, está na sinagoga, vai lá na frente para falar. É ouvido e elogiado por ensinar com tanta sabedoria.
Um dia chega em Nazaré onde viveu e trabalhou. Fala e seus parentes e conhecidos se admiram porque
Jesus não estudou em nenhuma escola rabínica.
É comum em nossos relacionamentos avaliarmos as pessoas por suas aparências, sua origem, sua raça.
Por nós mesmos somos facilmente levados para pensar sobre alguém sem nem o conhecermos.
Mas fomos por demais influenciados há tempos pelas histórias infantis de contos de fadas onde uma
pessoa má tem cara de bruxa ou de assassino barbudo, feio. E o bonzinho é o mocinho, o bonitão, a princesa uma moça muito bonita. Os filmes americanos de faroeste que vi quando criança nos deixaram estas imagens também.
Encontrei e encontro tantas pessoas que sem as conhecer, só por sua aparência, não poderia dizer quem
são e como são. Algumas que à primeira vista chamam à atenção, pelo que aparentam, quando nos relacionamos com elas, confirmamos ou não o que pensávamos dela.
Desde minha infância ao menos aqui no Rio de Janeiro, nunca tive dificuldade de tratamento, amizade,
trabalho, com ninguém, como hoje se levanta a bandeira dos pobres negros ou mulatos, dos mendigos ou garis.
Sempre sabíamos conviver com todos. Essa política da anti-discriminação atiçou mais ainda as diferenças.
Na loja de meus pais, todo o sábado, havia na estante de tecidos um vaso de metal onde estavam as
esmolas que os pobres sabiam que iriam receber no sábado se viessem pedir.
Na praça da Matriz, principalmente nos sábados encontrávamos as crianças que lustravam os sapatos.
Eles não se sentiam humilhados com esse ganha-pão, nem nós os tratávamos como pobres coitados. Eramos todos amigos e conversávamos muito.
Hoje nas competições esportivas, valorizam-se por demais os vitoriosos, que às vezes nem sempre
tiveram a melhor apresentação. Só que ficaram em primeiro lugar. E nas escolas a questão das notas…
Jesus disse que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.(Mt 20,16)
Para Deus que é eterno, tanto vale o primeiro como último. Todos são seus filhos estejam onde estiverem.

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