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Renovação é tema entre os bispos na 52º Assembleia Geral

A Comissão Episcopal para o Tema Central da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, presidida pelo arcebispo de Manaus (AM), dom Sérgio Castriani, apresentou hoje, pela manhã, a nova versão do Estudo 104 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. A discussão sobre o texto teve início na 51ª Assembleia da CNBB, em 2013. O texto foi enviado aos regionais e dioceses para que refletissem e enviassem suas contribuições, colaborando, assim, para uma nova versão. Durante a explanação, a comissão falou sobre a recepção do Estudo 104 da CNBB, o processo da redação, a metodologia e delimitação, e, por fim, a estrutura e o conteúdo do novo texto.

Segundo dados da Comissão, metade dos regionais da CNBB e 70 circunscrições eclesiásticas enviaram contribuições. Agora, o texto passa por nova avaliação e, se aprovado, será publicado como documento da Conferência. Na ocasião, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destacou a dedicação e o esforço da comissão na produção do texto.

Questão agrária
Também esteve em pauta, na sessão da manhã, a questão agrária no país. Uma comissão, designada pela presidência da CNBB, e presidida pelo arcebispo de Feira de Santana (BA), dom Itamar Vian, expôs uma proposta de texto sobre o assunto, também já discutido na assembleia do ano passado e enviado aos bispos para reflexão e contribuições. A partir das sugestões, o texto foi reformulado e agora é discutido pelos bispos do Brasil. “O texto pode nos ajudar muito a orientar nossas atividades. Sabemos que muitos irmãos vivem em realidades de grandes conflitos”, disse dom Leonardo.

Dom Itamar fala sobre Questão Agrária

Tema de discussão dos bispos neste segundo dia da 52ª Assembleia Geral da CNBB, o  texto “A Igreja e a questão agrária no início do século 21” foi apresentado na coletiva de imprensa pelo arcebispo de Feira de Santana (BA) e presidente da Comissão para o texto da Questão Agrária, dom Itamar Vian.

Segundo dom Itamar, o texto, que já está em discussão desde 2010 deve ser aprovado na próxima semana. “ Há 34 anos que a igreja não publica um documento sobre a questão da terra”, informou.

O bispo explicou que a questão agrária é muito mais envolvente que a reforma agrária. “É  um dos aspectos. Ela envolve ainda a questão da água, a questão dos povos ribeirinhos, das florestas, do meio ambiente, dos sem terra, e de todos aqueles que cultivam a terra”, disse.

Para dom Itamar, o que chama mais atenção hoje é a defesa da natureza e do meio ambiente. “Nós estamos destruindo a Mãe Natureza e já sofremos as consequências dessa ação humana. Por isso, um documento envolvendo dezenas de questões centraliza o que é fundamental no ser humano, como responsável por tudo aquilo que acontece no mundo”.

O texto foi dividido em três partes. “Na primeira, a o clamor dos povos; na segunda, a palavra da Igreja sobre essas questões e, no terceiro, o trabalho que nós podemos ”, explicou.

Fonte: cnbb

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