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Ressurreição: vida nova em Cristo

O cenário é o sepulcro vazio! Manhã de domingo, parecia ser um dia comum, mas não. Este primeiro dia da semana era diferente. Pois é o dia da Ressurreição do Senhor. Dia que ficará marcado para sempre na história da humanidade. Tudo começou quando de madrugada Maria Madalena foi ao túmulo, onde sepultaram Jesus, e o encontrou com a pedra removida (Jo 20,1b). Ela ficou desesperada e saiu correndo para avisar Pedro e o outro discípulo sobre o acontecido (Jo 20,2). Pedro e o outro discípulo foram depressa ao túmulo (Jo 20,3). O outro discípulo chegou primeiro e não entrou no túmulo (Jo 20,4), inclinando-se viu as faixas de linho no chão (Jo 20,5). Pedro chegou também no local e entrou, e, observou que as faixas de linho estavam no chão (Jo 20,7) e o pano que tinha coberto o rosto de Jesus, não estava junto às faixas, mas sim num lugar a parte enrolado (Jo 20,7b). Só depois que o outro discípulo entrou (Jo 20,8).

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É o início do processo de compreensão acerca da ressurreição. Ninguém compreendia o que estava acontecendo. Num primeiro, instante Maria Madalena pensou que tinha roubado o corpo de Jesus: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram” (Jo 20,2b). Era o início de uma nova fase para comunidade dos discípulos: a experiência da ressurreição de Jesus. Interessante observar, que o evangelista João ao narrar à ressurreição de Jesus, disse que os dois discípulos ao chegarem e entrarem no túmulo viram as faixas no chão, mas só o outro discípulo foi capaz de “ver e acreditar” (Jo 20,8b).

Outro discípulo ou o discípulo amado, foi aquele que acompanhou de perto os últimos passos de Jesus e estava nos pés da cruz no Calvário (Jo 19,26), foi capaz de fazer a experiência da ressurreição de Jesus, porque ultrapassou o lugar físico – o túmulo – e olhou para além das aparências viu e acreditou. Pois o túmulo vazio não serve de prova da ressurreição do Senhor, pois os próprios cristãos poderiam roubar o corpo de Jesus dizendo que ressuscitara. Era preciso ir além e descobrir onde estava o Mestre.

O discípulo amado cultivou a esperança de encontrar-se com o Senhor. Sua fé consistiu na certeza de encontrar com o Mestre, pois acreditava que ele estava vivo, não ali, no frio e escuro sepulcro, pois esse não era o seu lugar. O Senhor da vida, não poderia estar ali, pois ele derrotou a morte e vive entre nós.

Vitorioso e glorioso é Jesus pela sua ressurreição. O discípulo amado não conhecia e compreendida a fundo o que acontecia, mas a ressurreição despontava em seu coração. A ressurreição de Jesus moveu a roda da história trazendo para homens de todos os tempos a possibilidade de vida nova; uma vida que não tem fim; uma vida que nasce da oferta de Jesus na cruz; e de lá, toda a humanidade é iluminada pela luz da vida que vence a morte e as trevas.

O coração humano é convidado a deixar que a luz radiante do Ressuscitado invada seu o interior do ser transparecendo a fé; uma fé que lhe propicie a passagem da morte para vida em Jesus Cristo. Que o Ressuscitado inflame nossos corações deixando-os sensíveis as necessidades de nosso povo, afim de que com nossa vocação auxiliemos as pessoas a terem seus corações e suas vidas ressuscitadas pelo Senhor da Vida!

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Por, Pe. Guilherme Stort

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