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Santa Maria, Mãe de Deus – Mons. Paulo Daher

Santa Maria, Mãe de Deus – Solenidade | Segunda-feira
01/01/2024

Em Lucas 2, 16-21, na simplicidade, fala-nos dos pastores que sabendo pelos anjos do nascimento de Jesus, foram vê-lo. E contaram a Maria tudo o que tinha visto e ouvido. Maria guardava tudo em seu coração. Os pastores voltaram cantando louvores a Deus por tudo que viram e ouviram. Oito dias depois o Menino foi circuncidado e deram-lheo nome de Jesus.
Com Deus tudo o que acontece é grandioso mas na simplicidade. Esse início da vida de Jesus não se compara com o costume dos povos de cercar alguém importante desde o nascimento de grandiosa manifestação de poder e exaltação.
No universo a força propulsora de tudo é sempre quase um ponto. Em nossa vida humana é igual. Com o tempo nós não nos contentamos com as aparências que escondem e vamos enfeitando nossa vida de tantas lantejoulas brilhantes.
O valor da humildade é que nos pega muitas vezes de surpresa, porque aparenta algo insignificante que esconde riqueza muito maior.
Quando nascemos somos alvo de muita atenção e carinho da parte de pais, ou irmãos, parentes e amigos. Crescemos e a começar de nós mesmos achamos que a figura inocente de criança já se foi. Agora, sim, somos gente.
O tempo passa, a ocupamo-nos com mil coisas da vida. Quando percebemos estamos muito mais velhos e pela providência de Deus voltamos a nos rever no netinho na netinha carinhosa que envolve de novo a pessoa num retorno no tempo. Parece que a vida recomeçou…
Após a morte ao nos apresentar-nos diante de S. Pedro, ele vai pedir nossa identidade. Se constar títulos de estudo, de riquezas, de lideranças sociais ou políticas, s. Pedro vai dizer que batemos na porta errada. Se pelo contrário mostrarmos nossa carteirinha de crianças, com cara de anjos, a porta será aberta mediatamente. Pois foi Jesus que afirmou: se vocês não se tornarem como as crianças, não entrarão no reino dos céus.(Mt 18,3)
Uma vez já escrevi que o papa Pio XI, dizia que as orações que ele rezava todos os dias eram as mesmas que ele aprendera no colo de sua mãe.
De vez em quando precisamos voltar no tempo e lembrar dia após dia tudo o que vivemos na infância. É um banho de saudade e de sentido bonito da vida. É por isso que nos encantamos com as crianças. Sua inocência, simplicidade, confiança, carinho, amizade sincera.
Pois até Jesus quis ter essa experiência de ser um bebê, uma criança. Tenho grande inveja de Maria e José que conviveram com Jesus nessa idade celestial…

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