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Santa Teresinha do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja (I)

Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na França, no dia 2 de janeiro de 1873 e morreu em 30 de setembro de 1897, às 19h20, em Lisieux, na França, com 24 anos. Seu pai, Luís Martin, era relojoeiro e sua mãe, Zélia Guérin, era costureira. Nasceu muito franzina e doente e sua saúde sempre exigiu muitos cuidados.

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Em agosto de 1876, sua mãe toma conhecimento de que tem câncer. Quando falece, seu pai muda-se com as quatro filhas para Lisieux, em novembro de 1877. Teresa viverá nesta casa por onze anos, até o seu ingresso no Carmelo. Com quatro anos fez sua primeira confissão e com doze anos recebeu sua primeira comunhão, oferecida pelas almas afastadas do bom Deus e pelos irmãos que sofriam sérias enfermidades.

Sendo muito jovem, numa peregrinação a Roma com seu pai, em novembro de 1887, pede permissão ao Papa Leão XIII para entrar no Carmelo e recebe como resposta: “Entrarás se é a vontade de Deus”. Concedida a autorização ingressou em 9 de abril de 1888 e tomou o nome de Teresa do Menino Jesus.

Emitiu os seus primeiros votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, apesar de sua saúde delicada e tomou o nome de Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, mas ficou conhecida após sua morte como Teresa de Lisieux.

Atingida pela tuberculose, debilitada em suas forças, não rejeitava trabalho algum e não desejou nenhuma dispensa especial da regra austera do Carmelo. Sofria intensamente pelo frio e pelo cansaço de cumprir algumas penitências físicas seguindo a regra. E continuava a “jogar para Jesus flores de pequenos sacrifícios”.

Um dos momentos do dia mais esperado por ela era quando rezava diariamente diante da imagem do Menino Jesus de Praga no Carmelo de Lisieux. Eis a sua oração: “Ó pequeno menino, meu único tesouro, tu te mostras a mim todo radiante de amor. Eu me abandono a ti. Ó Jesus, meu pequeno irmão, não quero outra alegria que a de agradar-te. Meu pequeno rei; imprimas em mim as virtudes de tua infância”.

Após seis anos na Ordem das Carmelitas Descalças, em 1894, almejando o caminho da santidade, Teresa percebe que não conseguiria pelas tradicionais mortificações, disciplina e sacrifício observados pelos santos a quem se dedica a estudar. Inspirada nas palavras de um padre, Teresa adota a “Pequena Via”, um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste simplesmente em se entregar ao amor de Jesus Cristo, para que ele a conduza pelo caminho.

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Por, Pe. Antônio Lúcio da Silva Lima, ssp

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