Santa Teresinha é conhecida como a Santa das rosas.
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Santa Teresinha do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja (II)

Qualquer um que tenha lido as páginas estupendas dos seus caderninhos onde ia traçando, por obediência, as suas experiências interiores, publicadas depois sob o título de História de uma Alma, bem sabe que esses sacrifícios não eram pequenos. Teresa deu à sua vida de ascese o título de Infância Espiritual, não por natural tendência de colocar tudo no diminutivo, mas por uma escolha muito precisa conforme o convite do Evangelho de “se fazer pequeno como criança”. Ela escreve: “Eu tinha me oferecido a Jesus Menino como um brinquedo, e lhe tinha dito que não se servisse de mim como uma coisa de luxo, que as crianças se contentam em guardar, mas como uma pequena bola sem valor, que ele pudesse jogar na terra, empurrar com os pés, deixar em um canto, ou também apertar contra o coração, quando isso lhe agradasse. Numa palavra, queria divertir o Menino Jesus e abandonar-me aos seus caprichos infantis”.

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A mensagem que Santa Teresinha quer nos transmitir é que a espiritualidade é simples e a chama, como já disse, é a “Pequena Via”. Com isso ela nos ensina que Deus está em toda parte, em toda situação e em toda pessoa. Também está nos pequenos, simples e até mesmo insignificantes detalhes da vida.

A “Pequena Via” ou “Pequeno Caminho” nos ensina que devemos fazer as coisas habituais da vida com extraordinário amor: uma saudação a alguém, um sorriso, um telefonema, animar uma pessoa, cuidar de um doente, ter sempre palavras otimistas, de consolo, de conforto e de esperança para com as pessoas mais necessitadas… A menor das ações, o mais corriqueiro de todos os gestos feitos com amor, é mais importante que grandes ações e gestos feitos por interesses pessoais.

Depois da minha morte, mandarei uma chuva de rosas para a terra. Santa Teresinha do Menino Jesus

Toda a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus foi, segundo suas próprias palavras, “um cântico ao amor” e efetivamente o amor ocupou em sua vida um lugar central. Ela dizia que queria amar a Jesus “como jamais tinha sido amado”, que não conhecia outro caminho para chegar à perfeição que o amor. Certa vez ela afirmou: “Gostaria de ter um elevador para subir até Jesus, porque sou muita pequena para subir sozinha. O elevador que me levará até o céu são os seus braços, meu Jesus”.

Além de sua humildade, possuía uma confiança total, inabalável e absoluta em Deus a ponto de afirmar: “Faz muito tempo que já não me pertenço mais, me entreguei totalmente a Jesus”.

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Por, Pe. Antônio Lúcio, ssp

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