Diocese de Uberlândia Em Destaque

Sínodo da Família foi tema do primeiro dia de atualização para o clero

Num dia marcado pela reflexão dos principais pontos do Sínodo da Família ocorrido no Vaticano, de 09 a 15 de outubro deste ano, presbíteros de todas as foranias da Diocese de Uberlândia iniciaram a atualização teológica sob a orientação do Assessor Eclesiástico da Pastoral da Família do Regional Leste II (Espírito Santo e Minas Gerais), Pe. Moacir Arantes, do clero da diocese de Divinópolis-MG.

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O encontro que contou com a presença do bispo diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, durante todo o dia, iniciou-se às 09h. Nas primeiras horas da manhã, Pe. Moacir Arantes abordou temas especiais voltados para a evangelização da família: “Hoje, o cuidado com as famílias, é uma urgência.Temos que colocar a família dentro de um ambiente protegido para que a família possa viver sua experiência de salvação. Se no horizonte vemos um monte de dificuldades, existem também esperanças. Deus está suscitando famílias, dentro e fora da Igreja, sinais de que através da vida familiar as coisas podem mudar. Vemos isso sobretudo nos jovens”, ressaltou.

Com ilustrações do cotidiano do ministério presbiteral, no atendimento às famílias, Pe. Moacir enfatizou a necessidade do cuidado com as pessoas, sobretudo as provenientes de famílias com históricos de desintegração: “A Igreja precisa oferecer assistência e acompanhamento às famílias. A todo o povo de Deus, é verdade, mas, dentro dele, nós temos uma missão especial: acompanhar as famílias”, garantiu.

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A respeito dos problemas envolvendo a família contemporânea, como isolamento, individualismo, divórcio, rompimentos, indiferença, alcoolismo, drogas, infidelidades e outros, Pe. Moacir utilizou-se da passagem do bom samaritano (cf. Lc 10, 33ss), para ilustrar a mensagem conclusiva do Sínodo da Família e que deverá ser referência para o trabalho pastoral a partir de agora: “Nós não escolhemos quem vamos cuidar. Recebemos aquelas pessoas e aquelas situações que o Senhor coloca à nossa ‘porta’. A hospedaria é a nossa atitude de acolhimento. A nossa Igreja, a nossa vida, são esses lugares onde o Senhor as deixa para que cuidemos delas. O Senhor deixa conosco os dons – denários – necessários para esse cuidado. O nosso trabalho é o de descobrirmos em nós esses talentos”, ressaltando que a evangelização das famílias deverá ser a prioridade a partir de agora.

À tarde, Pe. Moacir abordou alguns temas propostos para reflexão a partir do Sínodo da Família. Dentre os desafios apresentados, o de maior relevância, segundo o Assessor, é da defesa da vida: “a vida é uma missão da família. É na família o lugar natural para a vida alcançar a plenitude”, comentando a respeito dos novos arranjos familiares nos quais a vida não se gera naturalmente. “Natural deve-se entender como aquilo que é lógico na espécie, que a caracteriza e a torna possuidora de um dom irrefutável. Não se deve confundir natural com normal, mas sim com a Lei Divina inscrita no humano”, afirmou.

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A respeito da compreensão da Família a partir da revelação de Deus,  o Assessor reiterou: “O designo da família está inscrito dentro da própria criação. […] Jesus não cria o matrimônio. Mas Ele da a ele (matrimônio) um novo sentido, plenificando-o: torna-o Sacramento, isto é, volta à sua gênese inicial. […] Antes do pecado original do pecado, há um estado original da Graça. […] Há uma beleza muito grande em ser homem, mulher; ser pai, ser mãe. O meu estar bem deve produzir um bem-estar para aqueles com os quais convivemos. […] Sem Cristo não se pode falar de Igreja doméstica”.

Diante dos desafios atuais, Pe. Moacir recordou aos presbíteros que é necessário o retorno às Sagradas Escrituras e a uma maior espiritualidade, especialmente na promoção da chamada “piedade popular”, inclusive encorajada pela Evangelii Gaudium, a exortação pós-sinodal do papa Francisco: “Temos que ajudar as pessoas a compreenderem a Lei Natural, que Deus, ao criar o Ser Humano, o dotou de direitos e deveres e esses lhes são naturais. […] Devemos nos esmerar na espiritualidade na liturgia, mas deve ser descoberto outras fontes de piedade popular: atividades de oração e fraternidade que as famílias podem participar”, salientou.

Ainda a respeito dos desafios, Pe. Moacir Arantes enumerou quatro:

1  – Muitas famílias se desestruturam por causa de uma crise na fé. Quando se deixa de acreditar o amor também se esvazia. O que faz a fé crescer é a experiência do amor. 2 – dificuldade de comunicação no interior da família. 3 – fragmentação e desagregação. 4 – violência.

À noite, o Assessor da Pastoral Familiar discursou para agentes da Pastoral Familiar Diocesana.

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