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Sínodo: Diocese de Uberlândia participa do processo de escuta rumo a segunda sessão

Entenda a dinâmica do processo sinodal que estamos vivendo desde o ano de 2021, que proporcionou que as dioceses de todo mundo participassem ativamente de cada etapa do Sínodo dos Bispos.

Entendendo o Sínodo…

 O Papa Francisco convocou toda a Igreja a caminhar junto participando ativamente da 16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (Sínodo 2021/2024) que tem como tema: “Por uma igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”.

Cada Sínodo tem três fases. Não se trata somente da Assembleia Sinodal, mas de um caminho sinodal: a fase pré-sinodal, de preparação; a fase sinodal, que é a realização da Assembleia; e a fase pós-sinodal ou de “atuação”. Em cada fase, temos um texto de referência e etapas a serem seguidas.

Na fase pré-sinodal, publica-se, o Documento Preparatório (antes conhecido como Lineamenta). A seguir, vem o Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho), que procura recolher dados, reflexões e propostas pastorais levantadas no mundo todo, se for Assembleia Ordinária, ou em uma área geográfica, se for Assembleia Especial. O Instrumentum Laboris serve de referência para as intervenções que os participantes fazem durante o Sínodo, mas cede lugar a um outro texto aprovado no final, o Documento Final, que pode ser bastante diferente do Instrumento de Trabalho.

No pontificado do Papa Francisco, essas fases sinodais têm sido bastante valorizadas e ampliadas, de modo a permitir maior participação da Igreja e não somente dos membros do Sínodo. Ele tem enfatizado a importância da escuta e do diálogo no itinerário sinodal.

“Sínodo” é um termo grego traduzido por “caminhar juntos”. O Papa Francisco quer envolver, neste caminhar juntos, não somente os bispos, mas toda a Igreja.

Onde estamos…?

Desde o ano passado estamos vivendo a fase sinodal, com a realização da 16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. A Assembleia foi dividida em duas sessões.

A primeira sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade encerrou no dia 29 de outubro de 2023 com a missa presidida pelo Papa Francisco na basílica de São Pedro. Na véspera, foi divulgado o relatório de síntese da assembleia, que guiará os próximos passos até a segunda sessão, que está marcada para ocorrer entre os dias 2 e 27 de outubro de 2024.

Na segunda sessão os participantes darão continuidade aos trabalhos iniciados. Além disso, a assembleia será precedida por dois dias de retiro espiritual, de 30 de setembro a 1 de outubro, e a chegada dos participantes está marcada para o dia 29 de setembro.

O relatório síntese da primeira sessão…

Uma Igreja sinodal em missão” é o título do relatório que oferece reflexões e propostas sobre temáticas como o papel das mulheres e dos leigos, o ministério dos bispos, o sacerdócio e o diaconato, a importância dos pobres e migrantes, a missão digital, o ecumenismo e os abusos.

O Relatório de Síntese lança um olhar renovado sobre o mundo e a Igreja e às suas instâncias e está dividido em três partes:

  • A primeira trata do “rosto da Igreja sinodal“, abordando temas como a experiência e a compreensão sobre a sinodalidade, a iniciação à vida cristã, a Igreja na relação com os pobres e a unidade cristã.
  • A segunda parte, “Todos discípulos, todos missionários”, aborda a missão da Igreja e temas como as mulheres na vida e na missão eclesial, a vida consagrada e as associações laicais, os diáconos e presbíteros em uma Igreja sinodal, o bispo na comunhão eclesial e a missão do Papa.
  • Já a terceira parte, “Tecendo ligações, construindo comunidades”, trata de temas como a formação, a escuta e o acompanhamento, os missionários no ambiente digital e os organismos de participação, além do próprio Sínodo dos Bispos e a Assembleia eclesial.

Clique aqui e baixe a versão em português do relatório.

O Papa também estabeleceu a constituição de grupos de estudo para aprofundar alguns dos temas levantados na sessão anterior. Esses grupos serão constituídos entre os dicastérios competentes da Cúria Romana e a Secretaria Geral do Sínodo, que os coordenará. O objetivo é explorar questões teológicas, canônicas e pastorais relacionadas à sinodalidade, envolvendo especialistas de diferentes continentes e os dicastérios da Cúria Romana.

Em resumo, a segunda sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade continuará a busca por uma Igreja que vive a comunhão, a participação e a missão de forma sinodal, promovendo relações fraternas entre os bispos e as Igrejas particulares, em comunhão com o Bispo de Roma.

O Sínodo nas Dioceses e paróquias…

Para realizar a primeira sessão da Assembleia, e garantir a participação de todo Povo de Deus nesse processo, o Papa Francisco propôs um movimento de escuta dividido por etapas:

  • Etapa Diocesana: o processo de escuta iniciou com as comunidades, paróquias e Dioceses de todo o mundo, enviando suas contribuições sobre o Documento Preparatório, refletindo as alegrias e os desafios em ser uma igreja que caminha junto. Os encontros em nossas dioceses possibilitaram experiências de escuta e discernimento.
  • Etapa Nacional: as contribuições das Dioceses foram compiladas por meio das conferências episcopais;
  • Etapa Continental: essas contribuições foram levadas à Brasília, em março de 2023, onde estavam reunidas as conferências episcopais da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, sendo compiladas e enviadas ao Vaticano.

O mesmo processo de escuta está acontecendo agora na segunda sessão da Assembleia, no entanto, o documento base para reflexão e discussão é o relatório síntese (da primeira sessão): Clique aqui e baixe a versão em português do relatório.

A Diocese de Uberlândia…

Nessa segunda sessão do Sínodo somos convidados, em espírito de oração e discernimento, a participar novamente do processo de escuta e enviar nossas contribuições, respondendo a pergunta: “COMO ser igreja sinodal em missão?”

Não se trata de começar do zero ou de repetir o processo de escuta e consulta que caracterizou a primeira fase. O objetivo é identificar os caminhos a percorrer e os instrumentos a adotar nos diversos contextos e nas diversas circunstâncias, de modo a valorizar a originalidade de cada batizado e de cada Igreja na missão única de anunciar o Senhor ressuscitado e o seu Evangelho ao mundo de hoje. Não se trata, portanto, de nos limitarmos ao projeto de melhorias técnicas ou processuais que tornem mais eficientes as estruturas da Igreja, mas de trabalhar sobre as formas concretas do empenho missionário a que somos chamados, no dinamismo entre unidade e diversidade próprio de uma Igreja sinodal.

“COMO valorizar a corresponsabilidade diferenciada na missão de todos os membros do Povo de Deus?”

Que modos de relação, estruturas, processos de discernimento e de decisão em relação à missão permitem reconhecê-la, moldá-la, promovê-la? Que ministérios podem ser renovados ou introduzidos para melhor exprimir esta corresponsabilidade? No Relatório de Síntese, pode-se fazer referência mais especificamente aos capítulos 8-12, 16 e 18.

Clique aqui e baixe a versão em português do relatório.

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