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Solenidade da Padroeira da Diocese lota Catedral

“foi uma celebração linda, maravilhosa; muito linda”. Foram com esses adjetivos e tantos outros similares, que os fiéis presentes à Catedral na noite de ontem (01), se manifestaram ao término da Celebração Eucarística, no encerramento da Novena em Louvor a Deus por Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.

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Santa Teresinha do Menino Jesus, além de patrona das Missões, é, também, padroeira da diocese de Uberlândia-MG. Segundo dom Paulo Francisco Machado, bispo diocesano, ao ELODAFÉ antes de iniciar a Celebração, “celebrar a festa da padroeira da diocese é buscar a Deus nas pequenas coisas, como ela fez, a fim de chegarmos ao céu”. Para o Cura da Catedral, Pe. Olimar Rodrigues, “a Solenidade de Santa Teresinha do Menino Jesus é uma Celebração diocesana, pois exprime nossa unidade e podemos, juntos, graças à intercessão de Santa Teresinha, rezarmos por toda a diocese”, ressaltou o pároco.

A Celebração Eucarística teve início às 19h35, com a nave da Catedral praticamente lotada que, assentados, comporta aproximadamente 600 pessoas. Para Lindamar Rodrigues (50), comerciante e paroquiana da Catedral, “Santa Teresinha representa força, sabedoria, inteligência e fé”. E se engana quem pensa que a fé é privilégio dos mais experientes. A Catedral estava repleta de jovens e crianças, homens e mulheres, que expressavam nos gestos e no silêncio reverente sua devoção e sua fé. Para o estudante de ciências contábeis da UFU e fiel da Paróquia São Mateus, Fernando Mattos (23), “Santa Teresinha é exemplo de humildade e de amor a Deus e aos irmãos”, afirmou com veemência o também devoto de São Pio de Pietrelcina.

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Além do bispo diocesano, dom Paulo Francisco, que presidiu a Celebração, a Solenidade contou ainda com a presença do bispo emérito de Brejo-MA, dom Valter Carrijo, e dos padres; Aguimar Vieira (Reitor do Seminário de Filosofia), Guilherme Stort (Animador Vocacional diocesano), Júlio Urzedo (Vigário do Santuário de Nossa Senhora Aparecida) e dos diáconos transitórios; Marco Aurélio (Paróquia São Judas Tadeu), Eduardo César (Paróquia São João Batista), Claudemar Silva (Paróquia São Mateus) e dos diáconos permanentes, Everaldo Franco (Catedral) e Luiz Donizete Hortêncio (Santuário), além de um grande número de fiéis das mais variadas Paróquias da diocese de Uberlândia.

Durante o rito litúrgico, um dos momentos mais emocionantes foi a entrada do andor de Santa Teresinha, puxado por leigos que o levaram até à frente do presbitério, colocando-o do lado direito da Igreja para admiração e devoção dos fiéis. Outro destaque da Celebração foi a presença de algumas mulheres vestidas à semelhança de Santa Teresinha do Menino Jesus, quando freira carmelita, sendo, também elas, as proclamadoras na Liturgia da Palavra.

Dom Paulo Francisco, em sua homilia, fez referência à presença significativa daquelas mulheres. Leia, abaixo, trechos da reflexão de dom Paulo.

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“Hoje estamos celebrando a Solenidade da nossa padroeira. O Evangelho que acabamos de ouvir nos mostra como a nossa natureza, distorcida pela pecado, busca pelas grandezas (…) pelas coisas mais altas. O pecado provoca em nós não a procura pela verdadeira grandeza, mas pela grandeza de títulos puramente humanos. Cristo quis chamar a atenção dos apóstolos chamando uma criança, dizendo-lhes que aquele que se faz como uma criança é o maior no reino dos céus. O que significa acolher uma criança? É ter aquele olhar diferenciado para com os nossos irmãos, que vê sobretudo os mais pequeninos, os desamparados, os doentes, as pessoas desamparadas, vendo neles a face do Cristo. Como fez Santa Teresinha, nós somos chamados a acolher os mais pequeninos. Mas não só; Jesus, trazendo essa criança e apresentando-a aos apóstolos, ele nos diz que devemos acolher aquela criança, isto é, a todos os desamparados, especialmente aqueles que se afastaram de Deus. No coração de Santa Teresinha havia um amor muito grande a essas pessoas afastadas de Deus. Santa Teresinha rezou insistentemente para um criminoso para que ele se convertesse. Quando ele foi executado, pois foi condenado, antes de ser enforcado ele beijou um crucifixo. O amor de Deus entrou na vida daquele pecador para inundá-la de graça; de amor (…)

Tomando aquela criança, Jesus nos mostrou algo mais; nos mostrou que é preciso que nós nos tornemos como crianças. Nisso, Santa Teresinha aponta para nós que precisamos valorizar as pequenas coisas (…) que nos levam para o coração de Deus. E isso, todos nós precisamos; não precisamos fazer grandes coisas para caminhar no caminho da santidade. São nas pequenas coisas feitas com amor que alcançamos a santidade. A dona de casa tem muitas oportunidades para crescer no amor, paulatinamente. O advogado, o médico, o advogado, o político, e até o bispo. Foi esse o caminho. Então, não queiramos fazer grandes coisas, mas, façamos pequenas coisas, permitindo que a Graça de Deus nos dê condições de dar importantes passos na direção do coração de nosso Pai tão amado (…)

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No inicio desta Celebração eu fiquei pensando; meu Deus, que graça eu posso pedir para toda a Diocese? Quando eu vi essas freirinhas aqui, eu pensei logo num Carmelo; quem sabe, né? Seria tão bom se nós descobríssemos o valor da oração, elas intercedendo continuamente por nossa diocese, pelo nosso clero, por nossos seminários que precisam de tantas vocações autênticas, pelos nossos fieis (…)

Depois, me veio outras coisas no coração. Veio, sobretudo, o nosso clero, pois o clero é a beleza de uma Igreja (…) um serviço aos pequeninos, um serviço na acolhida aos irmãos (…). E que todos nós caminhemos, pouco a pouco, para o coração do Amor” finalizou.

Antes da benção solene, o Cura da Catedral, Pe. Olimar Rodrigues, proferiu a benção das rosas, tradicional nesse dia, já que Santa Teresinha teria dito: “do céu, mandarei rosas sobre a terra”, referindo-se à sua contínua intercessão pelos fiéis da Igreja militante, isto é, todos aqueles que no mundo vivem o desafio e a luta diária de serem homens e mulheres novos, aos moldes do Evangelho do Cristo.

Ao fim da Celebração, muitos fiéis presentes à Celebração acorreram ao andor de Santa Teresinha na tentativa de garantirem ao menos uma rosa que fora abençoada e que estivera por toda a Celebração aos pés da “santinha da pequena via espiritual”. Para o animador da celebração e seminarista da arquidiocese de Uberaba-MG, Lucas da Silva Gonçalves (21), a Celebração “foi muito bem organizada e dinâmica, como é de praxe do Pe. Olimar, e, de maneira particular, a devoção a Santa Teresinha representa um modo especial de refletir a fé e a missão”, garantiu o aluno de filosofia que se disse ainda privilegiado por estar em Uberlândia e poder participar de momentos celebrativos como esse.

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Por fim, questionados, muitos devotos de Santa Teresinha, ao final da Celebração, fizeram questão de se manifestarem. Para Ludmila Del´isola, psicóloga, da Paróquia São Pedro, “toda a novena foi especial e muito bem preparada e nos levou a aprofundar os ensinamentos de Santa Teresinha”, afirmou. Para o produtor rural e paroquiano da Catedral, Edno Pereira, a Celebração foi “ótima, perfeita”, sendo este, o segundo ano que ele participa. Já para a bancária Raquel Martins Arpone, também paroquiana da Catedral, a Celebração Eucarística foi “linda, ainda mais que sou devota de Santa Teresinha e já alcancei muitas graças por meio da intercessão dela”, partilhou emocionada.

Muitos outros devotos se expressaram, manifestando o carinho e a devoção pela Santa que, jamais tendo saído do carmelo, fora proclamada doutora da Igreja e padroeira das missões. No entanto, foram unânimes em dizer; “a celebração foi linda”. Talvez esse adjetivo seja mesmo o mais condizente a se dizer quando nos referimos a pessoas que, em tudo, “viveram o amor”, pois, beleza e amor andam próximos, visto que a beleza na verdade dever-se-ia chamar “boniteza”, pois, “quem ama o belo é belo e basta; mas, quem ama o bom, é sumamente belo” (Safos, séc. IV a.C). E, de Santa Teresinha do Menino Jesus, sem dúvida, por haver testemunhado o que disse: “na Igreja, minha mãe, serei o amor”, não poderíamos ter outra coisa a dizer, senão sintetizar: “linda”!

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