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"Viva o papa bom": a vida e o ministério de João XXIII

O estudioso monsenhor Battista Angelo Pansa, pároco da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, falou sobre Papa Roncalli ontem, 24, durante o segundo briefing da canonização.

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João XXIII viveu uma abençoada e contente pobreza desde sua infância e foi mestre na arte do diálogo e do encontro. Nasceu em 1881, em uma família patriarcal, quarto filho de treze irmãos. Adquiriu experiência como jovem sacerdote ao lado do bispo Bergamo Raini Tedeschi, com quem aprendeu a dialogar com todos.

Quando era jovem seminarista, Roncalli dizia aos pais que queria se tornar padre “não por comodidade ou para ter dinheiro, mas para fazer o bem às pessoas pobres”, disse monsenhor Battista. Até a morte rezou a oração do Seminário Romano: “Mater mea, Fiducia Mea”.

Dentro da grande história tem também o cotidiano simples de um santo. Guido Gusso, o ajudante de quarto de Angelo Roncalli desde quando era Patriarca de Veneza, testemunhou: “Quando foi eleito Papa, todos me diziam que eu precisava me ajoelhar diante dele. O Papa, naquela tarde e noite suportou isso, mas no dia seguinte me pegou pela mão e disse: ‘Vamos fazer um pacto nós dois, você beija meu anel de manhã e me dá bom dia, beija o anel de noite e me dá boa noite, mas se precisa ajoelhar, se ajoelhe diante do Santíssimo’”.

Quando se tornou Papa escolheu o nome de João porque a Igreja de Sotto il Monte é dedicada a São João e também porque tinha uma forte ligação com a basílica romana São João de Latrão.

O pontificado de Papa Roncalli foi providencial para o tempo em que vivia a Igreja, marcado por muitos gestos particulares. No seu primeiro Natal como Papa, visitou o Hospital Santo Spirito in Sassia e o Hospital Bambino Gesù. No dia seguinte visitou a prisão de Regina Coeli. Também convocou o Concílio Vaticano II, que representou um novo Pentecostes para a Igreja sob a inspiração do Espírito Santo.

Realizou a memorável viagem de trem a Assis e Loreto em 1962. Foi a primeira vez que um Papa, após a quebra de Porta Pia e depois do fim do poder temporal dos papas, saiu em território italiano. Ele se sentia, antes de tudo, bispo e pastor da Igreja Romana.

Monsenhor Battista lembrou o empenho de João XXII com a paz. Desde a mensagem difundida através da Rádio Vaticana em 25 de outubro de 1962, para evitar a terceira guerra mundial, a “Pacem in terris”, até o comovente encontro no Vaticano com Rada Krusciov, filha do líder soviético.

Como surgiu o apelido “Papa Bom”? João XXIII estava visitando uma paróquia da periferia, San Tarcisio al Quarto Miglio, e era um período de campanha eleitoral. Na noite que antecedeu a visita, sumiram todos os cartazes eleitorais e permaneceu apenas um que tinha escrito “Viva o Papa Bom”.

Fonte: aleteia.pr

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